21 maio, 2013

E se todos gostassem só do amarelo?

É, foi sempre assim..., mas ando com a percepção aguçada para isso nos últimos meses... estamos surtando na sopa dos conceitos, não é 'pré-conceito' não... é conceito mesmo. E mais, estamos frágeis.

Formamos uma opinião (e muitas vezes nem pensamos sobre ela até por falta de maior conhecimento, mas vamos que vamos no embalo!) e detonamos qualquer outro que tenha opinião divergente. Mas até independente de conhecimento (porque todo conceito tem uma base, por mais pequena que seja), do que se acredita ou em quem se acredita como certo. Só que aí tem tantos certos, mas tantos, e ainda digo que estes 'certos' mudarão muito ao longo do tempo que se vive e do tanto que se aprende!

Talvez minha percepção tenha começado a bombar com a história de Feliciano e de Silas Malafaia, desde esses dois a coisa parece que começou a ferver no retrato nacional, que é apenas um tópico dentre tantos pré ou conceitos. E com redes sociais tudo se mega amplia.

Mas ai comecei a esbarrar em coisas do dia-a-dia, ou no que fulano acredita e eu desacredito, no que ele teima em gostar e eu teimo em detestar, - e olhando bem pra tantas coisas talvez a questão da diferença tenha norteado toda uma luta pessoal na minha própria história, e se você olhar para a sua vai perceber idem! 
Vamos confessar, a primeira reação humana é a crítica, depois emparedar e em seguida tendemos a exclusão bem à la BIG BROTHER! 
Peralá... divergências sempre haverão, por isso não são as diferenças que precisam ser consertadas, mas nosso posicionamento perante a elas. Conseguiremos isso? Como?

Das críticas ao bulling, por sempre difícil que fosse já tivemos mais humor para resistir, pelo menos sentia isso nos idos anos 80! E já fomos mais fortes de opiniões há décadas atrás. Hoje em dia estamos cada vez mais frágeis e colocando nossas amizades e 'amores' na bacia da fragilidade das opiniões...

Cada um tem seu conceito seja super embasado ou não, mas que tenderá a propagar sua ideia sobre o assunto ou simplesmente agir conforme suas crenças e preferências, seja sobre religião, política, esporte, comida, vestimenta, sexo, etc. 
Não precisamos 'queimar' seja lá quem for na fogueira por isso. Basta de inquisição! Independente das ideias que cada um possa ter, eu posso ouvir, divergir, aceitar ou não, mas que não vá além disso. Porque é possível conviver em harmonia quando cada um respeitar o outro e portanto também suas ideias. Isso será possível quando eu dizer ao meu 'ego': -Ok... o outro tem lá suas razões e eu as respeito, assim como respeito as minhas até este momento.

Sei que não é fácil, afinal as discussões fervem, assim como ferve nosso sangue na mesma borbulha ao qual nosso ego se inflama. E há razão de ser, tendemos a valorizar histórias que sejam as nossas, ou seja, de nosso grupo familiar/social, ou mesmo paradoxalmente ir à posição contrária pela mesma vontade de integração! Mas precisamos amadurecer emocionalmente, ampliando a 'família' para além de nosso território. E só conseguiremos isso com compreensão. É do nível da compreensão que surge o amor e o respeito ao outro e portanto pelas suas histórias, opiniões e comportamentos! Nem é preciso que todos compreendam, mas se eu compreendo algo, existe a possibilidade de mais pessoas também compreenderem e assim vai  'contaminando' de entendimento e de amor. De novo: quanto mais compreensão, mais respeito e amor ao próximo somos capazes de realmente sentir, fazendo com que as diferenças sejam belos tapetes coloridos para unir!

O lema 'xô preconceito' me soa estranho, parece privilegiar uns, mas não abarca quem tenha conceitos definidos pelas razões que as sejam. Ainda é preciso rever isso, estamos muito, mas muito na superfície nessa bandeira pra quem deseja conviver em harmonia. A proposta deve ser integrativa. E portanto precisaríamos incluir também os 'preconceituosos' e digamos os 'conceituados', não? Penso que estamos remando contra a maré, e a continuar a acariciar os que pensam igual e virando a cara para os que pensam de maneira contrária, baita fragilidade! E o amor não é frágil.



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