01 julho, 2013

Comparações


Em rede social, grupos, panelinhas e por aí afora na vida, tudo funciona do mesmo jeitinho, 30% de compartilhamento, 20% de entretenimento, 10% de aproveitamento construtivo, 15% de reclamação... (claro que a % depende da sua rede de amigos, tá!) e tudo que sobra é feito sob a lente da comparação.
Hoje acordei bem inspirada a escrever, porque pós jogo ontem, vi tristes comparações e até quem atrapalhou a quem comemorava, e principalmente que comparação em geral é um pano de fundo recorrente.

Temos uma mania looooouuuca de comparar! E se um artista ganhou X para um evento, mostramos as mazelas de outros, na ilusão de que uma coisa fosse pagar ou resolver a outra. A grande maioria acredita num ganho em detrimento de outro ou de outros, e pior que acontece exatamente conforme nossas crenças com prejuízo próprio.

Agora são os estádios, como se recursos da não construção destes fosse direcionado para uma necessidade do país. Antes não tínhamos tais estádios e tava tudo igual, ou melhor, tava pior. Agora, ainda tivemos alguns ganhos com as manifestações!

Ninguém percebeu é que pode ter sido justamente a construção dos estádios a começar a colocar a casa do Brasil em ordem e progresso! Arrumação. País do futebol. 'Reforma e construção no país (do futebol)'! 
Quem arruma um cômodo bagunçado sabe o tanto de coisas que um pequeno ato de ordem desencadeia... 
E quando vemos um cômodo arrumado, também temos vontade de arrumar todos os outros, e isso tá refletindo no país também.
Tem até quem inconscientemente nem procura arrumar suas coisas, afinal caos segue ordem, que segue caos, que segue ordem.... simples assim.

E  agora quem reclama da construção está dando, como se diz, murro em ponta de faca, porque se pudesse haver uma relação de ganho para o país já não adianta apontá-los, o dinheiro já está (ou quase) em tijolo, concretos, cadeiras, e não esquecendo que também no pagamento dos trabalhadores.
Grande parte desta soma de investimentos é feita através de empréstimos, e instituições que financiam tem garantia do retorno. E o que dá retorno certo? Alegria! Quem não percebeu que a comemoração da vitória do Brasil da Copa das Confederações (para quem vibrou, independente de qualquer coisa...) foi 'religiosa'? Pois toda alegria é re-ligação com o espírito!
Por que as igrejas católicas ou evangélicas são tão ricas? Porque as pessoas que frequentam sentem plenitude e alegria e doam, e obviamente SIM há retorno, é funcional! Dinheiro surge da espiritualidade. Dinheiro é apenas uma materialização da espiritualidade. E por onde a espiritualidade transborda? Na alegria!

Mas então... a construção dos estádios trouxe aquela looouuuca comparação, e de certa forma, que bom!!!

Funciona assim: 'di-abo" é uma definição etimológica para "aquilo que divide". O que divide, separa é EGO. Toda vez que estamos desunidos, EGO. Toda vez que guardamos rancor, EGO. Toda vez que desacreditamos das bençãos achando que a riqueza é uma fatia, EGO. 
Ego, como 'nome' preferível tá, mas você pode chamá-lo, ou 'conhecê-lo' por qualquer outro nome mais aterrorizante... (capiche?)
Logo, a comparação está a serviço do EGO - porque di-vide, é claro! Está ao contrário de UNI - uni-ão, uni-dade.
Já a palavra Universo é bem interessante é o UNI e seu VERSO, ou seja é Tudo Mesmo!

E estar di-vidido não é assim tão ruim se for entendido, porque o que o Ego não sabe é que também está a serviço da Unidade, nesse UniVerso! De jeito torto, esquisito, chato, temporal... mas a essência de tudo é só o Bem! Veja, eu não estaria aqui escrevendo se não fosse pela 'comparação' que vejo, os protestos provavelmente não haveriam se não houvessem comparações de desigualdade e por aí vai... Loucura é só um termo para um fino véu que sonha em esconder a lucidez!

Podemos ter uma coisa ou outra?
Há uns 10 anos li um livro chamado Os segredos da mente Milionária de T. Harv Eker, e vou confessar que antes dele, achava que escolher por algo era sempre abandonar outro, na necessidade de sempre dividir... pois desde esse livro aprendi que muita coisa não funciona desse jeito não.... Nunca mais esqueci do que Eker cita: você acha que seu braço esquerdo é mais importante que o seu braço direito? Você não vai optar por um ou outro, e sim pelos dois!
(Recomendo a leitura deste livro, na época ele me lançou para um insight para minha pessoal,  o livro é fácil, inteligente e muito espiritualizado, serve para um contexto da vida em geral)

A divisão serve a matéria como lei da física onde dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. O problema é que transferimos essa noção para a 'geração' de riquezas, onde não se aplica*, simplesmente porque a fonte do dinheiro** não é material e sim e-s-p-i-r-i-t-u-a-l!
E a distribuição de riquezas? Também! Me fez lembrar a passagem bíblica tão significativa de Jesus e a multiplicação de pães e peixes para a partilha.

Comparação e divisão tem função, assim como o contraste é necessário. A comparação com lucidez é um parâmetro útil para escolhas e até é usada no entretenimento! E mesmo uma sensação de conforto emocional perante a outra de desconforto é determinante para escolhas. Já a comparação que insiste é cega, perturbadora, bagunçada, que entristece e inferioriza uma das partes enaltecendo outra, seja qual for. 

Se estivermos sintonizados na Unidade, evitaremos comparar sem necessidade, mas quando o fizermos será com lucidez - usando o ego ao invés de sermos dominados por ele!

Há o suficiente para todos.
Podemos ter estádios glamourosos e também saúde, educação, transporte. Reavaliar nossas crenças, cobrar direitos mas também assumir nossas responsabilidades, fará deste um país melhor a cada dia!


**Importante frisar que ao dizer riqueza, dinheiro, etc... é a fonte de crenças e do bem-estar. E este 'bem-estar' é a medida de cada um, tem bem-estar com  pouco dinheiro, tem bem-estar sem dinheiro, mas que são ricos. Nossa alma é que decide essa medida de bem-estar independente do quanto de financeiro, bem-estar é bem-estar sem comparações! 

*se fôssemos aprofundar, tentando compreender porque essa noção é comum, vamos chegar a nossa dividida mente. Também podemos chegar a conclusão da super valorização de muitas coisas que a sociedade e grupos faz, ou seja, elegemos uma coisa e inferiorizamos e denegrimos outra, mas para não me estender  isso fica de assunto para um futuro post.


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