02 janeiro, 2014

Santa Insanidade!

Conversando com uma amiga ela me contava da perseguição que sofria por uma colega de trabalho, disse que esta é uma pessoa que passa o dia despejando reclamação de pequenas bobagens e mal humorada, e que a outra colega de trabalho tem muitos motivos para reclamar e que no entanto chega bem humorada - além da própria minha amiga que estava passando por diversas preocupações. Disse que um dia a tal reclamona que era supervisora, apontou o dedo para ela e disse: 'a culpa é sua'. Mas que ela estava ciente do bom trabalho, mas mesmo assim ficou achando que fosse mesmo a culpada. Agora fora do local do ex trabalho, ela ficou feliz se sentindo menos culpada pois a amiga disse que a outra continua igual e que então a culpa não devia ser dela. De pronto eu disse: claro que a culpa não era sua. E não é exatamente no sentido de que a culpa nunca é do outro.

Mas quase que no mesmo instante pensei: peraí peraí toda 'loucura' tem sua razão...

Perguntei se a outra amiga também trabalhava junto, sim eram só as três no setor. Em muito certo sentido de fato a 'culpa' era da minha amiga e também da amiga dela... quando alguém está na loucura, significa que não tem o filtro que a sanidade tem. A loucura é um mediunidade/sensibilidade desvairada que pega o que está em volta e jorra. O fato de minha amiga e a outra não reclamarem verbalmente não significava que não estivessem cheias de reclamação interna!
Reclamar seria então a solução? Talvez uma forma para retomar o equilíbrio. 
Mas o ideal seria a compreensão, tendo-se a mansidão no coração, encontrar a serenidade substituindo o tumulto interno, que morava no caso nas três envolvidas. Semelhante atrai semelhante, mas depende das circunstâncias em que estamos. A tal reclamona fazia apenas a verbalização do que estava no ambiente e nas companheiras de trabalho, se compreendêssemos isso, tudo ficaria sempre tão mais simples e inclusive amável!

Até reclamar pode virar solução em certos aspectos, em prol de estabelecer o equilíbrio... Como dizia Jung melhor ser inteiro, que ser bom! De fato.

Equilíbrio... equilíbrio, a vida só faz isso o tempo todo e em tudo.


Tudo isto para desejar também um 2014 com mais compreensão das leis da Vida! 
Que sejamos mais serenos e amáveis com a 'insanidade' porque esta faz seu papel ordenador, e é ainda necessária quando carecemos de tranquilidade interna e de aceitação. Que nos questionemos mais em prol da compreensão ao invés de acusarmos.



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