09 outubro, 2018

O Nome do Pai

Uma reflexão política nesse momento complicado.

Cada lado esta radicalizado contra o outro. O eleitor é o mesmo, só troca o nome do pai. O pai anterior, amoroso e que afagava... mostrou-se mau, bagunçou a casa, foi julgado culpado, preso. Então há um outro pai de autoridade, que em pauta coloca o moralismo no altar ideológico e que fala num Deus "seu" (mas que é o mesmo de muitos - afagando egos), e que enfim vai colocar a casa em ordem. Como se perpetua a ideia infantil de paternalismo, purismo e de um paraíso unilateral... parece natural que assim o seja.
E afora isso, convenhamos que tudo é muito distante para as pessoas em que a realidade bate na porta, violência principalmente. Ditadura, fascismo... nem pensar, discurso distante demais. Nem o 13°, como bem lembrado no Roda Vida ontem, já virou lenda, por não se tratar de uma realidade da maioria.
Mas o fato mais assombroso é que a colheita do ódio plantado ao PT já veio à tona. Estamos sempre no mesmo mar, então é só o ódio que volta da onda que emitimos. E como todo ódio, cegando.
Bolsonaro pode não ser de todo ruim. Mas é o discurso da supremacia como já vimos na história. É onde minorias, meio ambiente, educação crítica, florestas e índios correm perigo. Onde muita coisa que é ESSENCIAL fica à margem da exclusão. Inclusive, bondade. E por qualquer item desses #elenao (mas, claro, falar em florestas também é distante, irreal, irrelevante...)


Meu voto foi no centro no primeiro turno. Ontem, pensava em anular. Mas na minha reflexão hoje, me veio a lembrança da parábola do filho pródigo - que é a imagem de um Pai que espelha a disposição interna em mudar a chave, em re-olhar, em acreditar, em Ser amor. Então, nada de anular, meu voto é do PT.
E também na esperança que Haddad seja mais Haddad e menos partidário para poder levar essa, que seja o centro tão necessário nesses tempos.

Milene

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