17 novembro, 2014

AutoEstima - O afeto que mora do lado de dentro



por Milene Siqueira

Mona Lisa


Embora a autoestima pareça ser um desejo da maioria dos mortais, sabemos rasamente sobre o assunto, e que vai pouco além da vontade de ter uma boa autoestima. 

Neste artigo vou dar uma certa reviravolta no assunto, apontando onde inicia, a identificar o que afeta, o quanto nos limita essa falta ou baixa autoestima e até mesmo quando essa busca nos prejudica. Para chegar a todas essas nuances que o assunto merece o texto ficou longo, mas vale tirar um tempinho para iniciar este importante conhecimento. 

Pra começar, o que é essa tal autoestima? O dicionário diz que é ter 
por si mesmo consideração, apreciação, respeito, confiança, afeto. 

Estética: autoestima ou pseudo autoestima?

Tem se associado autoestima com aparência. Alguns até pensam que é usando a roupa da marca W, frequentando o lugar X, fazendo a plástica Y, andando no carro Z, que pode-se "comprar" esta autoconfiança, resolver os conflitos do gostar de si mesmo. Ledo engano.
Cuidados estéticos e aquisições podem sim harmonizar a imagem. Se cuidar, se arrumar, é bem estar para conosco e até consideração com o outro, mas há confusão entre um bem estar saudável e a autoestima que não tem a ver com ter, mas sempre com o Ser. 

Uma pessoa firmada em sua autoestima tem a aparência como reflexo e consequentemente a importância estética é diminuída, porque será mais comum passar a gostar como somos, e usando dos recursos que temos mas que antes não víamos para valorizar nossa imagem, do que partir para uma mudança que acabe sacrificando, seja o sacrifício de tempo, das finanças, da saúde, do físico, do humor, enfim... 


"Autoestima é a possibilidade ética de eu gostar de mim.
A pessoa sem autoestima procura na estética o jeito de gostar de si.”
(Ivan Capelatto*) 

Valores do Ser que não sejam reconhecidos por si mesmo, são buscados esteticamente não como complemento para valorizar o que se tem, mas para mudar o que se é, encaixar-se em padrões sociais (mascarando-se), e é quando você não sente-se à vontade consigo. 
Autoestima não condiz com sacrifício, mas sim com aceitação e compreensão. E as mudanças serão consequências.


A base da autoestima começa na infância

Com base nas publicações do pediatra e psicanalista Donald Winnicott (1896-1971) autoestima adquire-se na infância. É quando percebemos que nosso lado "mau" (raiva, agressividade, frustração) não é tão mau assim, e que sentir raiva não destrói ninguém. Mas para tal referência é necessário que a frustração da criança seja suportada pelo outro (seu cuidador) e então a percepção infantil se estrutura para que seja suportada por ela própria - somos então capacitados na infância às frustrações através dos limites que o cuidador (em geral os pais) nos concedem. Sem limites, a coisa fica complicada. É um caminho neurológico, trabalho para o sistema límbico. 
Inclui-se também a importância dos elogios e dos cuidados (a não negligência) durante a infância.

Os valores adquiridos na infância sustentam a permanência do equilíbrio no adulto, norteia neurologicamente o “bom senso”, e os primeiros conceitos do gostar de si mesmo.

Dar limite é dar educação, é se importar, é significar, e é afeto! E autoestima e afeto caminham juntos.
*Para saber mais sobre a supra importância dos limites na educação sugiro ver aqui e aqui palestras do psicólogo Ivan Capelatto.


Dependentes do reconhecimento

Cada vez que “compramos” a ideia da capa da revista, da tendência que está fora do alcance, do prazer imediato, do alpinismo social, do sacrifício ao invés da aceitação de si, um passo distante do afeto estamos dando.
Mas se é tão ruim por que compramos a ideia? 
-Compramos porque queremos afeto. Sim, paradoxal. 
Queremos reconhecimento que nos signifique. Mas ao invés de buscar dentro, lançamos o desejo para fora, e aí podemos correr o risco de ficar dependentes do afeto do outro. Quanto menos tenhamos recebido esta significação (afeto) no decorrer da infância, mais tempo passaremos pela vida à procura em busca de sermos vistos, reconhecidos, "curtidos”. Confundimos o afeto e relegamos seu poder, quando ainda não o descobrimos por nós próprios.

A obesidade pode passar por este caminho (não é regra) indo na contramão da modelo na capa da revista, mas que não faz diferente. O corpo ganha volume para dizer: me veja, me note, me ame. Pode ser em decorrência de um pai que não fez vínculo, de uma mãe distante, e um casamento que confirma a “invisibilidade”. Não importa a idade, é a criança ainda que pede pelo acolhimento do olhar, pela sua nutrição, pelos limites não conhecidos, pelo afeto por si não reconhecido.


Baixa autoestima

A chamada baixa autoestima busca fora a aprovação (afeto) que não conhece por si mesmo, e mostra suas facetas:
  • Não saber dizer não; querer ser sempre a boazinha/bonzinho; submissão nos relacionamentos - fazer mais do que suas possibilidades em benefício à agradar ao outro; não se posicionar perante seus direitos; fuga da escuta repreensiva e má reação às críticas (ou dificuldade de ouvir/codificar para além do pessoal); extrapolar o orçamento; exageros estéticos ou físicos; "pegar" o problema do outro; ser a "vítima"; dependência, carência; compulsão; acúmulo de objetos "afetivos"; ansiedade envolvendo aprovação e reconhecimento; discrepância entre o que se deseja e o que se tem/conflito interior; comparação (distância do Ser); negatividade; magoa-se facilmente; culpa (consequência). E mesmo uma elevada autoestima (superioridade) ou uma tirania pode mascarar uma baixa autoestima.

A cilada da elevada autoestima

É muito comum uma alta autoestima esconder uma baixa autoestima. A psicóloga e escritora Kristin Neff foi mais radical e faz um "abaixo à autoestima", pois segundo ela o perigo é a superioridade que vem no pacote autoestima. E quando falta informação e a busca externa é a motivação, é o que de fato acontece, sobretudo numa sociedade que associa aparência, posição social e euforia com autoestima.
A proposta da Kristin é a de que troque-se a autoestima pela autocompaixão, em favor do não narcisismo e do não julgamento. É uma boa proposta quando não temos todo o conhecimento do que significa de fato autoestima, porque quando ela é real não existe a comparação (superioridade/inferioridade).


Comparação - alimento usual da baixa autoestima

Se você deseja autoestima, comece por perceber as comparações. 
A comparação não é causa da baixa autoestima, mas a evidencia e a alimenta.

"A comparação priva-nos do que é útil para atender
 exigências alheias, priva-nos do que é nosso ser em si e em efeito! "
(Michel de Montaigne)

Sempre que nos comparamos com o outro em qualquer aspecto que seja, perdemos o contato com o Ser, porque não lhe é in
erente.
A comparação é a percepção incômoda de que inevitavelmente o olhar do outro pousará em nós. O que nos apavora é o julgamento, porque induz à perda. Que no íntimo é a fragilidade da perda do afeto do outro (sem autoestima). 
E os tememos quando também comparamos e julgamos!
O preço da comparação é muito alto, é viver exausto pela inalcançável exigência alheia. Colocando defesas contra este 'ataque', ficamos cada vez mais desvitalizados, longe do Ser. Considere defesas: ir atrás da obtenção do que o outro espera, tentar ser melhor que o outro, se esconder da crítica do outro, desdenhar/cinismo com o outro.

A comparação também se dá com ideologias, objetos, ambientes, lugares. Quando tal comparação - depreciativa pelo que nos circunda - nos impossibilita de reconhecer ou recriar o significado dos valores próximos - já é sinal da distância (do Ser). O que está fora em geral é melhor, e quanto mais longe melhor parece (paralelo ao sentimento interno/procura do afeto). O discurso da baixa autoestima é uma cegueira dos valores próximos - a busca está fora, longe do alcance. É a capacitação desmerecida, é um curso a fazer, é a roupa que não se acha que tem no armário, é a culpa na corrupção, e faz-se o desperdício desde talentos aos bens comuns. E valores que não são encontrados em si mesmo, anulam a criatividade tanto quanto as possibilidades.
A grama mais verde do vizinho é um fato sem argumentos, pensar e dizer sobre o quanto a grama do vizinho é verde põe a atenção em outro lugar mas não modifica a minha grama. Mas deixar espaços, plantar, cuidar e regar a minha "grama" é a possibilidade real (e muitas vezes não cogitada!) de deixá-la verde.

Talvez tenhamos sido exaustivamente cobrados na infância, o olhar que pousou em nós pode ter sido bastante duro e negativo, talvez tenha faltado o elogio, ser significado, ter conhecido limites, ou educado por pessoas que também não conheceram o seu próprio afeto. Mas agora crescemos e precisamos amadurecer. E para tanto é necessário deixar de lado as exigências alheias a nosso respeito, e projetar toda essa energia para olhar e significar o “nosso ser em si e em efeito".

Autoconhecimento - Abrindo o presente que você é!

Mesmo que bem tenhamos a autoestima como base na infância, seu desenvolvimento é contínuo através da conscientização.

O autoconhecimento é a trajetória do Alquimista, aquele que sai do seu lugar em busca do tesouro. Ele caminha, caminha... até se dar conta de que o tesouro sempre esteve no lugar de origem. E quando acha, "finaliza". É este o ciclo. 
Os problemas aparecem quando a busca não é iniciada, ou quando se torna inalcançável, sem elaboração do fim, das conclusões que nos lancem de volta ao "tesouro", ao Ser. Os problemas mais comuns aparecem como compulsões: compras, comida, sexo, trabalho, a busca pela perfeição. Depois as patologias que dependerão também de outros fatores, mas que em geral estão relacionadas com o sem fim. O TOC (transtorno obsessivo compulsivo) é fazer compulsivamente algo adiando seu fim, o pânico o medo do tempo de confronto com o sem fim, o câncer é a célula que se reproduz sem fim, exemplos de algumas patologias.

Quanto menos conhecimento a pessoa tem de si mesmo, menos livre ela é. Portanto o autoconhecimento é a sementinha de todos os processos. 
E como gostar de quem você não conhece, do próprio presente que você nunca abriu? Só que curiosamente sem autoestima ou a exacerbando, o autoconhecimento pode não acontecer ou fluir! Por isso acredito na compaixão e na ética como as primeiras práticas no desenvolvimento da autoestima:


Compaixão e Ética - a autoestima em ação

Podemos "praticar" autoestima, e uma das melhores maneiras pode não ser um trabalho diretamente conosco como se pensaria a princípio! 

Compaixão - o olhar não exigente


“Eu aprendi a me tratar muito bem. E aprendi isso me tratando bem como eu trato os outros” 
 Clarice Lispector

Um caminho para reconhecer o amor por si mesmo é pelos limites que não temos controle diretamente: os alheios. Ter compaixão.

Trocar o julgamento que a comparação faz, pela compaixão. 

Como humanos não somos perfeitos em nossa personalidade, em nossas ações. Erramos. E tudo bem. Lidar bem com isto parte de como aceitamos os limites através da percepção que temos sobre os limites do outro. É quando invertemos o exigente olhar alheio que é lançado sobre nós, por uma resposta mais suave e sem exigências da nossa parte.
Na compaixão, lidamos diretamente com o afeto. Diferente da ideia da compaixão que salva o outro, é a compaixão que respeita, que abre espaço para ouvir o outro, tentar compreendê-lo, ajudar se possível, e retira as exigências.

Diz um ditado que não poderíamos julgar ninguém se ainda não andamos mil léguas com seus sapatos. Acho que é este o sentimento da compaixão, sem que seja necessário calçar-lhe os sapatos fisicamente.

E vale frisar que compaixão não se trata de amar ao outro mais que a si. O mandamento bíblico já adverte: ame ao próximo como a ti mesmo. Não diz ame mais (baixa autoestima/inferioridade), nem ame menos (alta autoestima/superioridade), diz ame igual. Equilíbrio.

Ética - educação dos limites

"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, 
mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência" 
(Karl Marx)

Ética vem da palavra grega Ethos e significa o modo de ser. Ethos significava a morada do homem, a princípio a Natureza. 

Ética é um conceito que visa o bem da coletividade, e está estritamente ligado à prática do bom senso.
Podemos nos guiar pelo conceito que diz que ética é educação da vontade (aquela que devemos ter aprendido na infância pelos limites), e que resultaria no equilíbrio entre o querer, o poder e o dever.

Esse mínimo de equilíbrio entre o que se quer, pode e se deve é o ser social, e que agrega valores de autenticidade. Em primeira instância esses valores me auxiliam a ter harmonia comigo - sobre meus próprios limites -  e simultaneamente esbarra nos limites alheios e colabora com o outro, o ambiente, a sociedade. 

Uma pergunta a se fazer sobre nossas vontades é se podemos e se devemos. Do contrário reavalie o "querer", que pode estar ligado à necessidade de afeto não atendida.
Ou se fazemos e devemos mais do que o nosso querer...

Essa noção sobre as nossas vontades é muito sutil... mas é necessário que seja vista, ou melhor, sentida. 


O templo que habito – corpo, autoestima em movimento

É através do corpo que nos comunicamos com o ambiente, com o outro e também conosco, nos sentimos parte da existência e do fluxo de dar e receber quando temos consciência deste corpo. Quando ficamos muito tempo sem receber o toque, vamos perdendo a noção dos nossos limites, da autoimagem. O corpo através do toque, do olhar, do olfato e do paladar é nosso canal de comunicação com o afeto. Respiração, atividades corporais e massagens que nos conscientizem e nos integrem ao corpo são muito bem vindas. Através destas atividades, vamos percebendo o corpo interior também, este que sustenta e equilibra esse corpo perceptível. 
Importante aceitar esse templo como é, se sentir à vontade com ele, explorar as possibilidades de alongar-se, de se movimentar, de olhar, de cheirar, de sentir. Ficar íntimos de nós, lugar de aconchego.

A aparência (através da forma de se vestir, andar, se comportar, etc) é comunicação visual, e que ganha mais significado e valorização com a autoestima. Pensamos que seja ao contrário e às vezes ajuda sim, uma orientação de como se vestir, o que fica bem com o seu corpo, por exemplo.
Mas quando a autoestima vem em primeiro lugar, enquanto valor do Ser, o entorno é que costuma acompanhar - a diferença é que a estética deixa de ser uma busca para você se gostar, e passa a ser um complemento porque você gosta de você. E esta diferença não é difícil de se notar! 


Autoestima e sociedade

Autoestima é fundamento para a construção de uma sociedade com muito menos violência, enfermidades, corrupção, sujeira, abandonos e desperdícios. 
É o ser criativo e lúcido, que não só deseja, mas realiza o melhor para si e para o outro, agente das mudanças que colaboram com o bem comum.

Se você chegou até aqui neste texto, pratique e leve essa mensagem adiante. Que cuidemos das crianças, dos jovens e conscientizemos os adultos para encontrarem-se com o afeto que mora do lado de dentro!



*****


*este artigo também foi compartilhado no link do Doce Limão:



Veja aqui a 2° parte -  com os óleos essenciais indicados no apoio da Autoestima!

Leia também: Não Saber Dizer NÃO.

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05 novembro, 2014

Cookies de chocolate nutritivos

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foto Daniela Bertolla
Peguei essa receita de cookie  (www.danielabertolla.com) e fiz um pouco diferente, e ficou delícia, crocantinho por fora e macio por dentro, então compartilho a receita original e a que fiz, até para que você utilize óleos de coco em receitas nutritivas para os lanchinhos e daquela hora da fome do dia a dia!
Misturar em um pote médio:
– 1 ovo
– 4 colheres de sopa de leite em pó desnatado
– 1 colher de sopa de achocolatado sem açúcar  - usei cacau 100%
– 1 colher de chá de Sucralose - como usei cacau, usei 1 colher de sopa de adoçante (açúcar demerara ou seu adoçante para forno de preferência)
– 3 colheres de sopa de óleo de coco líquido - usei 2 colheres de babaçu e 1 de manteiga sem sal, mas pode usar só babaçu ou palmiste (aquecer para derreter) 
– 1 colher de chá de essência de baunilha (opcional, usei a ess. de baunilha natural)
Quando tiver homogêneo, adicionar:
– 2 colheres de sopa de Farinha de Coco*
– 2 colheres de sopa de Farelo de Aveia
– 1 colher de chá de bicarbonato de sodio - o primeiro fiz sem e ficou bom também.
– 25 gramas de raspas de alfarroba em barra - usei chocolate amargo picadinho por cima, mas pode usar passas, castanhas, o que preferir, ou mesmo sem nada.
* Usei 2  colheres de sopa de farelo de aveia com 1 de trigo sarraceno e 1 de farelo de trigo, pode usar a mistura de "farinhas" que quiser (polvilho doce, farinha de arroz, farinha de amêndoa, aveia, etc). Também uso coco ralado no lugar da farinha de coco, só que fica mais molinho porque tem mais gordura.
Pode fazer as variações que desejar, mas é importante que a massa fique bem consistente, se não estiver dá para levar à geladeira antes de ir ao forno também! Ficam crocantes depois de frios.
O meu levou pouco mais de 10 minutos em forno convencional pré-aquecido, e rendeu bastante!

*

24 outubro, 2014

Vida!



"Eu não sou meus pensamentos, emoções, percepções de sentido e 

experiências. Eu não sou o conteúdo da minha vida. Eu sou a vida. Eu 

sou o espaço em que todas as coisas acontecem.

Eu sou consciência.

Eu sou o agora....Eu sou!" 


 Eckhart Tolle



Lotus Flower IMG_1741 by Bahman Farzad, via Flickr









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23 outubro, 2014

Mais uma passagem

Nesta segunda uma prima doce e querida, a Bia, partiu para o mundo espiritual, aos 33 anos. Justamente 1 semana após meu avô também ter partido. 

Uma prima dizia à outra: parece mentira que estamos aqui no mesmo banco, no mesmo dia da semana, na mesma hora, pelo mesmo motivo...

É, a vida tem seus mistérios...

A Bia tinha lúpus, desde 13 anos mais ou menos, período em que vai se ganhando corpo de mulher, a Bia já teve que lidar com mudanças bruscas e inesperadas, inchaços, vermelhidão no rosto, limitações, disformias, dores, desconfortos. Lembro do bebê lindo que foi a Bia, gorducha, olhão, cachinhos dourados. Casou há 3 anos, talvez um dos dias mais felizes, namorou muito tempo, acho que uns 10 anos + ou -, e agora em 2014 tinham mudado para a casa que construíram. Bom, cerca de 6 meses após o casamento ela foi hospitalizada, e desde então os cuidados aumentaram. Há uns 4 meses teve uma embolia pulmonar, quando por coincidência meu avô teve um pequeno AVC, mas depois que foi para casa, parecia animada. E como sempre estava se recuperando e continuava em tratamento, acho que ninguém imaginava que isto aconteceria.

Como moramos longe, meus contatos com ela eram espaçados, e nos encontrávamos nos Natais ou outras festas, ou no Face... Mas sabia que ela gostava de mim, e eu dela, aquelas afinidades especiais, era uma querida, uma menina desde cedo meiga e inteligente. Daquelas que não perdia o Jô Soares, bordava e devorava livros.

Há cerca de 2 semanas, ela perguntou se eu tinha whatsapp, e abriu um grupo de "primas", compartilhando vídeos e tal... Bom, confesso que tenho certa preguiça, já passei pelo tempo dos powerpoints e vídeos da vida... e só de vez em quando que vou lá olhar o que me mandam.

Só ontem que vi um último vídeo que ela postou no dia 13. Me emocionei, com a última mensagem bíblica que fala de confiança, da lembrança do poder que carregamos, que alguns nomeiam de Deus, outros de Eu Superior, Eu Verdadeiro, Self, mas que independente do nome é a energia criativa que nos mantém e que realiza. A Bia desde muito nova, precisou saber disso, a confiar no poder Supremo, a olhar para o coração das pessoas, a amar, e a ser amada pela sua essência. Continuou doce, apenas mais doce e deixou saudade...
Foi a sua mensagem de despedida.

Uma mensagem de confiança e da verdadeira autoestima (ando escrevendo sobre para um post em breve):








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14 outubro, 2014

Passagem

Ontem meu avô partiu, dos seus 14 filhos vivos, foi ao lado do meu pai, seu filho mais velho que herdou o mesmo nome, que se despediu da vida no leito do hospital.

Já vinha se despedindo... ao longo dos anos... a mágoa pelo filho caçula que agiu diferente do que ele pretendia foi dura, deixou o mais bravo e amargo, não perdoá-lo endureceu seus joelhos. Por fim, a vida os fez dobrar, já mal ficava sozinho em pé.

Admirava meu avô, era uma fortaleza, parecia estar sempre refletindo, observando, e tinha um sorriso fácil no rosto por de trás da "brabeza". Com minha avó teve 15 filhos, um falecido jovem, 14 trabalhadores, sem vícios. Era duro, foi austero demais com os primeiros filhos, quis dar boa educação e conseguiu. Já minha vó foi a parceria ideal, tratou de dar o doce aos filhos e ao companheiro, em palavras, gestos e muitas compotas também! E se não tinha doce, meu vô comia açúcar do pote! Não dá para condenar, era forte, yang demais... precisava do açúcar yin. Sempre via os dois se comunicando, acho que às vezes nem entendiam o que diziam, mas eram cúmplices, se compreendiam.

De tanta brabeza, rendia medos e comentários na família. Sempre achei graça. Ninguém entendia que ele apenas fazia a hierarquia ficar em ordem, acima de qualquer coisa. Não entendia a modernice, também para quê?

Eu não pude ir ao velório, que foi feito à moda antiga, na casa. Acho isso bom. Integra. Morte faz parte da vida, como diz minha mãe, e como disse minha vó ao meu pai tempos desses: é assim Deus trais, depois 'recoie'.

Há uns dois anos, ele quis que meu pai o levasse no cemitério, foi acender velas para os antepassados. O cemitério não é longe, mas é no alto. Fui junto, fiquei contemplando, lugar bonito, de paz, ao redor de muitos pinheiros e ciprestes no alto.

É estranho saber que no Natal ele não estará lá na sua cadeira, ou no banco de fora da casa nos esperando para dar sua benção... Estará lá no alto, mais próximo dos pinheiros e das próprias raízes. Foi "recoído" por Deus.



*

10 outubro, 2014

Lucy & Matilda




"É engraçado eu estava tão obcecada em saber quem eu era e quem queria ser, e agora que atingi a profundeza do meu cérebro vejo que o pensar em si mesmo e nas suas ambições é primitivo. E é uma barreira" 


Lucy é uma Matilda crescida e à la vingadora... não lembro tão bem do filme Matilda - mas lembrava da Matilda assistindo Lucy, enfim...qualquer dia de curiosidade revejo Matilda - que aliás é bem bacaninha.





As cenas de bang bang em Lucy ficam para arrecadar bilheteria, mas não desmerecem a filosofia do filme e a atuação hipnótica de Scarlett Johansson.

Boa pedida para o findes!





*




27 setembro, 2014

A rua de gerânios



Numa rua cinzenta e triste de um bairro operário de Liverpool, uma mulher colocou um vaso de gerânios na janela. Dois dias depois, sua vizinha da frente por inveja, ou porque notou que os gerânios eram bonitos colocou dois vasos de flores. Alguns trabalhadores, voltando para casa, notaram duas janelas diferentes. Suas mulheres, vaidosas, resolveram também comprar flores. Um mês depois, todas as janelas da rua tinham pequenos jardins. Alguém pintou a fachada do lugar onde morava, já que a beleza das flores realçava a feiura do resto. O exemplo foi imitado. Um ano depois, a cinzenta e triste Rua de Liverpool se transformou num modelo de urbanização. Hoje, cinco anos depois, o bairro inteiro está sendo modificado, com apoio da prefeitura. 

Tudo porque, um belo dia, alguém colocou um vaso de gerânios na janela.

(Paulo Coelho)



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26 setembro, 2014

Arom'Arte - Loja e Site novos!


Ôba, chegou a chuva!!!

E também a Loja Virtual! Ufa......

Além do layout mais claro/leve, quis manter o estilo de simplicidade em ter tudo em uma tela de rolagem, tendo tópicos de fácil acesso que agora estão fixos no topo.

Então, clicou no carrinho, retorne a página e vá seguindo pela barra de rolagem ou pelo menu fixo.

Voltar rápido ao topo? De qualquer lugar da página rápida subida pela seta que aparece na barra direita conforme vai rolando a página.

Como o PagSeguro mostra o frete somente antes de concluir a compra, coloquei um simulador - com base em peso de 301 grs  à 1k. É só inserir seu cep com ou sem hífen e pronto. Especialmente para quem compra à primeira vez e tem dúvidas de valor e prazo.

Inseri um destaca-palavra - só que é necessário acentuar a palavra, o ideal é digitar, e depois clicar no menu e ver o destaque em amarelo. Muita gente não conhece mas opcionalmente use o CTRL + F do seu teclado, que faz o mesmo e até melhor!

Antes havia uma tarifa para o boleto, que é padrão de cobrança de encargo do PagSeguro, agora ela está isenta! Melhor para quem paga por este meio.

As imagens pequenas, ganharam lente de aumento para os detalhes - como dos colares Graal - é só passar com o mouse sobre as imagens.

Agora tem imagem botânica ao lado de cada óleo essencial!

Os óleos vegetais de coco Babaçu e coco Palmiste agora estão em 'aba'/menu separados.

E o Inspira volta em breve.

E para a semana, imagens dos frascos a ser inserida e atualização da página "Como Comprar".

Do site:

Imagens novas, informações adicionadas e revisadas, texto em html (antes estava como imagem).

Menu à esquerda em cada página e acesso fácil à Loja sempre à direita.

Caso prefira o menu da página principal - que é deslizante/vertical - basta clicar sobre o logo Arom'Arte para ir direto para a Home.

O texto do filme O Perfume ganhou página nova no site, com música do filme!
O Ciclo do Feminino tá diferente - dá uma conferida no novo!

O site foi testado nos navegadores mais populares (IE, Chrome, Firefox), mas como há uma diversidade grande atualmente para navegadores pode não ser visualizado tão bem em alguns, o que é sempre um dilema para programação.

E para ajustar bem à sua resolução de tela clique CTRL + ou -

E qualquer dúvida, sugestão, por favor,  informe!

Enfim, com o novo layout espero que seja uma inspiração de arte para você, e de aromas para se colocar na vida. Que traga um tanto de deleite e de harmonia... Nessa vida tão agitada, as pausas são mais que necessárias, ainda que curtinhas, importa é que hajam..... desejo que você inspire-se!
Lá, não tem anúncios pipocando, não necessita curtidas, necessita você lá lendo, estando presente, respirando junto, lembrando do prazer que o equilíbrio da natureza nos dá.

Demorou um pouco, mas ter a 'casa' arrumadinha é um prazer, até para que venham mais artigos, composições, enfim...

Muito obrigada pela confiança destes anos de Loja Virtual.

(Ah, como andei perdendo uma parte do meu mailing, peço que envie através da página da Loja ou do e-mail aromarte@aromarte.com.br, seu contato - nome/e-mail, para receber as notificações de novos artigos e ocasionalmente de ofertas.)

Milene Siqueira



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28 agosto, 2014

Óleo de coco - ação mais potente que fluconazol para cândida em estudo/2007

 2007 Jun; 10 (2): 384-7.

Nas propriedades antimicrobiana in vitro do óleo de coco sobre espécies de Candida em Ibadan, na Nigéria.

Abstract

A emergência da resistência antimicrobiana, juntamente com a disponibilidade de menos agentes antifúngicos com ação fungicida, levou este estudo para caracterizar as espécies de Candida em nosso meio ambiente e determinar a eficácia do óleo de coco virgem como um agente antifúngico sobre estas espécies.
Em 2004, 52 isolados recentes de espécies de Candida foram obtidos a partir de amostras clínicas enviadas para o Laboratório de Microbiologia Médica, University College Hospital, Ibadan, Nigéria. 
Sua sensibilidade ao óleo de coco virgem e fluconazol foram estudados por meio da técnica de difusão em ágar. Candida albicans foi o isolado mais comum a partir de amostras clínicas (17); outros foram Candida glabrata (nove), Candida tropicalis (sete), Candida parapsilosis (sete), Candida stellatoidea (seis), e Candida krusei (seis). C. albicans teve a maior susceptibilidade para o óleo de coco (100%), com uma concentração inibitória mínima (MIC) de 25% (diluição 1: 4), enquanto que o fluconazol tinha 100% de sensibilidade para uma MIC de 64 mcg / ml (1: 2 diluição). C. krusei apresentaram a maior resistência ao óleo de coco com um MIC de 100% (não diluído), enquanto o fluconazol teve uma MIC de> 128 mcg / mL. 
Ressalta-se que o óleo de coco foi ativo contra espécies de Candida em concentração de 100% em comparação com o fluconazol. O óleo de coco deve ser usado no tratamento de infecções fúngicas em vista de espécies de Candida resistentes a drogas emergente.

fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?Db=pubmed&Cmd=ShowDetailView&TermToSearch=17651080&ordinalpos=1&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVDocSum



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