Eu nunca liguei para futebol, nem na copa sou uma entusiasta. Jogo é assim às vezes perde, às vezes ganha, né? É jogo. Mas achei curiosa a derrota ontem. Aliás já achei terrível o drama emocional dos jogadores no jogo anterior, uma carga emocional gigantesca, já se via que ia ser bem difícil pensar em jogar com os "frios" europeus - afinal frieza emocional também é sinal de estar mais próximo do equilíbrio.
Acho meio doida essa responsabilidade que se atribui para dar 'alegria' ao Brasil... Enquanto os jogadores queriam dar a "emoção" que anestesia, os alemães deram uma demonstração do que é planejamento para tocar a bola para a frente.
Na Copa eu acabo vendo umas partes do jogo e em bom jogos dá até gosto de ver, e só de ver partes já dava pra saber que o Brasil não andava jogando bem... E só se falava em Neymar, o time era Neymar. E quando ele - por sorte e proteção - saiu não havia portanto nada... a comoção era meio absurda, mas tão absurda que era real. Que ilusão move-nos? Quando vamos nos responsabilizar, crescer no coletivo e no individual?
E depois ouvir o Felipão. A responsabilidade seria toda dele. Achei até bacana, pela maturidade puxar qualquer responsabilidade pesa menos. Mas não existe um fator, é sempre um conjunto que as determina. E as pessoas vão continuar se iludindo que existe "uma" justificativa, até quando?
Que bom que perdemos tão feio! Tudo é bom, e acordar é necessário.
09 julho, 2014
18 junho, 2014
Da semente à flor
49 - Amor A semente nunca está em perigo, lembre-se disso. Que perigo haveria para a semente? Ela está completamente protegida. Mas a planta está sempre em perigo, a planta é muito delicada. A semente é como uma rocha, dura, protegida por uma crosta grossa. Mas a planta precisa enfrentar mil e um
perigos. E nem todas as plantas atingirão o estágio em que poderão florescer em mil e uma flores…
Poucos seres humanos atingem o segundo estágio e, desses, muito poucos atingem o terceiro, o estágio da flor. Por que não podem atingir o estágio da flor? Por causa da ganância, por causa da miséria, não estão prontos para dividir… por causa de um estado em que há falta de amor. É necessário coragem para tornar-se uma planta, e é necessário amor para tornar-se uma flor. Uma flor significa que a árvore está abrindo seu coração, liberando seu perfume, oferecendo sua alma, vertendo seu ser na existência. Não continue sendo apenas uma semente. Reúna coragem: coragem para deixar para trás o ego, coragem para deixar para trás sua segurança, coragem para se tornar vulnerável.
(Osho - tarot da transformação)
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Aromas
17 junho, 2014
Encantador?
Mais um da série teorema de Jung: melhor ser inteiro que ser bom!
Eu, que até já comentei aqui pelo blog do trabalho 'encantador' de Monty Roberts, fiquei surpresa ontem assistindo a reportagem da Record. Lembrando de algumas frases ditas por ele, talvez hoje (mais sabida que ando!) ligasse o pisca alerta! Talvez...
Injustificável o espancamento ao cavalo Pampa. Injustificável. Mesmo a tudo de 'bom' que Monty Roberts possa ter feito, o que foi filmado deixou a mostra todo ego de Monty. Surreal. E lamentável pelo cavalo Pampa e vai saber a quantos mais...
Todos nós sofremos um pouco dos nossos efeitos sombras, mas quando algo assim se destaca, também nos ajuda a observar a nós próprios também, a vigiar nosso ego.
Em tempos de ostentação declarada, de grupos cada vez mais seletos e conceituosos (já que ninguém enxerga a exclusão de quem não siga suas ideias) e onde todos temos a oportunidade de ter nossa própria 'Caras' mostrando apenas o melhor de nós para ser curtido... há de se redobrar a vigilância.
Sobre a reportagem referida: http://www.anda.jor.br/17/06/2014/reportagem-sugere-monty-roberts-responsavel-espancamento-cavalo-video
Eu, que até já comentei aqui pelo blog do trabalho 'encantador' de Monty Roberts, fiquei surpresa ontem assistindo a reportagem da Record. Lembrando de algumas frases ditas por ele, talvez hoje (mais sabida que ando!) ligasse o pisca alerta! Talvez...
Injustificável o espancamento ao cavalo Pampa. Injustificável. Mesmo a tudo de 'bom' que Monty Roberts possa ter feito, o que foi filmado deixou a mostra todo ego de Monty. Surreal. E lamentável pelo cavalo Pampa e vai saber a quantos mais...
Todos nós sofremos um pouco dos nossos efeitos sombras, mas quando algo assim se destaca, também nos ajuda a observar a nós próprios também, a vigiar nosso ego.
Em tempos de ostentação declarada, de grupos cada vez mais seletos e conceituosos (já que ninguém enxerga a exclusão de quem não siga suas ideias) e onde todos temos a oportunidade de ter nossa própria 'Caras' mostrando apenas o melhor de nós para ser curtido... há de se redobrar a vigilância.
Sobre a reportagem referida: http://www.anda.jor.br/17/06/2014/reportagem-sugere-monty-roberts-responsavel-espancamento-cavalo-video
02 junho, 2014
Graal - Colar com cálice para Aromaterapia
Graal é o nome dos colares com cálice para a Aromaterapia - da Arom'Arte! Os colares com depositório para aromas são conhecidos há bastante tempo, com a utilização de algodão, feltro ou filtro de cartão para gotejar os óleos essenciais. Geralmente feitos em cerâmica, vidro ou prata.
Os colares aromaterápicos são uma forma prática de manter contato com o óleo essencial, sendo percebido olfativamente de forma não constante - como acontece com o Inspira, por exemplo - mas sim sendo percebido de forma esporádica durante o seu uso. Por isso são usos terapêuticos com adequações diferentes. Enquanto o óleo essencial no Inspira necessita de 15 a 20 minutos de uso com resultados rápidos - pois a cada respiração o óleo essencial também é conduzido - o colar é como um difusor pessoal - nome pelo qual também é conhecido, e tem uma forma mais sutil de condução do aroma, porém igualmente efetiva já que a ação é do óleo essencial. São diferentes formas de uso que se adequam as necessidades e estruturam o resultado!
O colar é uma companhia aromática para o dia a dia, com as gotículas dos oes que sobem e alteram sutilmente a percepção, elevam a frequência emocional e dimensionam o resultado desejado.
Há algum tempo eu desejava muito uma forma simples e também bonita e moderna de fazer uso dos colares, e daí a ideia do Graal.
Os pingentes são simbólicos, com referência à natureza e a significados sagrados. Os cordões são coloridos, básicos, e com cerca de 35 a 40 centímetros e podem ser ajustados conforme se desejar - deixando mais longo ou mais próximo ao colo.
Colocar o óleo essencial é bem simples:
O colar já vem com um algodão inserido - sugiro que o retire para gotejar o óleo essencial, evitando colocar direto para não manchar, evitar que caiam muitas gotas (uma é o suficiente) e também para não aromatizar o cordão já que com a troca do algodão, pode-se usar outros aromas.
1- Retire o algodão
2- Goteje o óleo essencial ou sinergia escolhida
3- Recoloque
4- É bem simples, mas pode optar por usar um simples palito tanto para a retirada quanto para a colocação do algodão.
Para limpeza use um cotonete embebido em álcool.
Importante:
A Aromaterapia se dá pelo uso apenas de óleos essenciais, que são de natureza orgânica, 100% natural - nunca utilize essências sintéticas. Mas pode ser usado com óleos essenciais diluídos em óleos vegetais.
Sempre consulte precauções dos óleos essenciais, e tenha cuidado especial com gestantes, epilépticos, idosos e crianças.
Clique aqui, e adquira na Loja Virtual Arom'Arte seu colar Graal!
E visite a página Graal no site.
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Conservação da Prata:
Peças em prata naturalmente oxidam com o tempo e diferem conforme cada pessoa, use um 'paninho mágico' ou líquido Limpa Pratas à venda em relojoarias e lojas especializadas para limpar o pingente. Use um cotonete nas pecinhas menores e detalhes. Quando não estiver em uso, guarde em saquinho ou dentro de um plástico.
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www.aromarte.com.br
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17 maio, 2014
A Festa de Babette - A Graça Infinita
Já vi o livro A Festa de Babette na prateleira da biblioteca e às vezes me pego pensando porque não o peguei para folheá-lo (a cruel não escolha), afinal é um filme tão instigante... Ainda tenho o VHS do filme. Hoje, resolvi revê-lo mas no YouTube, que tá a um clique de distância.
E é assim né.... toda vez que relemos um livro, ouvimos uma palestra sobre o que já (achávamos que) sabíamos, nos pegamos vendo, ouvindo, sentindo outra fatia que nos surpreende.
E não foi diferente hoje com A Festa de Babette, no qual eu só lembrava do tema central, da alquimia produzida pela Babette. Hoje, talvez por ter a lembrança viva do tema central estampado, reparei mais no que não notei (e como é que não notei antes? rs).
É, esse filme fala do que é mesmo sem ter sido. Das escolhas não feitas, que tanto nos martirizam, já que em qualquer escolha, há uma não escolha. Mas o filme declara a essência por trás das escolhas, porque há a Graça em tudo, sempre presente, ofertada como banquete ainda que o negamos. O discurso do general explica:
" (...) na nossa humana debilidade cremos que devemos escolher nesta vida. E trememos ante o risco que corremos. Nossa escolha não importa nada. Chega um tempo no que se abrem os nossos olhos e chegamos a compreender que a graça é infinita (...)"
E durante todo o banquete onde a atenção se tenta desviar para que não se comente sobre a comida (vista como blasfêmia), é a própria escolha sem escolha!
Dias atrás eu falei por aqui sobre escolhas, fico entusiasmada com escolhas viu, confesso... tenho um peso pessoal para as escolhas.
Mas hoje revendo esse filme ele me deu um baile nessa questão. Não há escolhas de fato. Tudo vem e permanece no coração, é o coração que nos dirige, mesmo que ainda não façamos a escolha 'condizente' passamos ainda assim a viver no que o coração conduz. Como o general que sem escolher a filha do pastor, passou toda sua vida com ela...
Quem escolhe é o coração. Portanto a escolha racional que fazemos pouco, ou nada, importa.
O coração que está conectado à Graça, independe da escolha - já que a Graça é infinita.
O filme termina na controversa esperança da filha do pastor no reconhecimento futuro através do mundo celestial, enquanto se viu acontecer o grato reconhecimento em cada presente, na Graça de cada dia, de cada evento, dos encontros, das sincronicidades, e tal controvérsia talvez porque também não nos atemos, não compreendemos que a Graça nos permeia o tempo todo - ao invés de uma promessa futura. E como continuou o discurso do general: "a Graça não impõe condições, e dirá: o que escolhermos nos é concedido; o que rechaçamos também nos é dado. Inclusive nos é devolvido aquilo que tiramos. Porque a misericórdia e a verdade se encontraram e se beijaram."
E segue o discurso original do livro traduzido que achei na sequência:
A misericórdia e a verdade, meus amigos, encontraram uma à outra. A retidão e a bem-aventurança devem beijar uma à outra. O homem, meus amigos, é frágil e tolo. A todos já nos foi dito que a graça divina encontra-se por todo o universo. Mas em nossa tolice e miopia humanas, imaginamos ser a graça finita. Por esse motivo, trememos. Trememos antes de fazer nossas escolhas na vida e após tê-las feito trememos de medo de ter escolhido errado. Mas eis que chega o momento em que nossos olhos estão abertos e vemos e percebemos que a graça é infinita. A graça, meus amigos, não exige nada de nós senão que a aguardemos com confiança e a reconheçamos com gratidão. A graça, irmãos, não impõe condições e não escolhe nenhum de nós em particular; a graça nos toma a todos em seu seio e proclama anistia geral. Vejam! Aquilo que escolhemos nos é dado e aquilo que recusamos nos é igualmente, e ao mesmo tempo, concedido. Sim, que o que rejeitamos seja copiosamente vertido sobre nós. Pois que a misericórdia e a verdade encontraram uma à outra e a retidão e a bem-aventurança beijaram uma à outra!
Além disso, a personagem Babette merece um post só sobre ela. Mas no embalo do banquete, os deixo para o deleite com esse texto de Rubem Alves:
(Fonte: www.releituras.com)
Um dos meus prazeres é passear pela feira. Vou para comprar. Olhos compradores são olhos caçadores: vão em busca de caça, coisas específicas para o almoço e a janta. Procuram. O que deve ser comprado está na listinha. Olhos caçadores não param sobre o que não está escrito nela. Mas não vou só para comprar. Alterno o olhar caçador com o olhar vagabundo. O olhar vagabundo não procura nada. Ele vai passeando sobre as coisas. O olhar vagabundo tem prazer nas coisas que não vão ser compradas e não vão ser comidas. O olhar caçador está a serviço da boca. Olham para a boca comer. Mas o olhar vagabundo, é ele que come. A gente fala: comer com os olhos. é verdade. Os olhos vagabundos são aqueles que comem o que vêem. E sentem prazer. A Adélia diz que Deus a castiga de vez em quando, tirando-lhe a poesia. Ela explica dizendo que fica sem poesia quando seus olhos, olhando para uma pedra, vêem uma pedra. Na feira é possível ir com olhos poéticos e com olhos não poéticos. Os olhos não poéticos vêem as coisas que serão comidas. Olham para as cebolas e pensam em molhos. Os olhos poéticos olham para as cebolas e pensam em outras coisas. Como o caso daquela paciente minha que, numa tarde igual a todas as outras, ao cortar uma cebola viu na cebola cortada coisas que nunca tinha visto. A cebola cortada lhe apareceu, repentinamente, como o vitral redondo de catedral. Pediu o meu auxílio. Pensou que estava ficando louca. Eu a tranqüilizei dizendo que o que ela pensava ser loucura nada mais era que um surto de poesia. Para confirmar o meu diagnóstico lembrei-lhe o poema de Pablo Neruda "A Cebola", em que ele fala dela como "rosa d'água com escamas de cristal". Depois de ler o poema do Neruda uma cebola nunca será a mesma coisa. Ando assim pela feira poetizando, vendo nas coisas que estão expostas nas bancas realidades assombrosas, incompreensíveis, maravilhosas. Pessoas há que, para terem experiências místicas, fazem longas peregrinações para lugares onde, segundo relatos de outros, algum anjo ou ser do outro mundo apareceu. Quando quero ter experiências místicas eu vou à feira. Cebolas, tomates, pimentões, uvas, caquis e bananas me assombram mais que anjos azuis e espíritos luminosos. Entidades encantadas. Seres de um outro mundo. Interrompem a mesmice do meu cotidiano.
Pimentões, brilhantes, lisos, vermelhos, amarelos e verdes. Ainda hei de decorar uma árvore de Natal com pimentões. Nabos brancos, redondos, outros obscenamente compridos. Lembro-me de uma crônica da querida e inspirada Hilda Hilst que escandalizou os delicados: ela ia pela feira poetizando eroticamente sobre nabos e pepinos. Escandalizou porque ela disse o que todo mundo pensa mas não tem coragem de dizer. Roxas berinjelas, cenouras amarelas, tomates redondos e vermelhos, morangas gomosas, salsinhas repicadas a tesourinha, cebolinhas, canudos ocos, bananas compridas e amarelas, caquis redondos e carnudos (sobre eles o Heládio Brito escreveu um poema tão gostoso quanto eles mesmos), mamões, úteros grávidos por dentro, laranjas alaranjadas (um gomo de laranja é um assombro, o suco guardado em milhares de garrafinhas transparentes), cocos duros e sisudos, pêssegos, perfume de jasmim do imperador, cachos de uvas, delicadas obras de arte, morangos vermelhos, frutinhas que se comem à beira do abismo... Minha caminhada me leva dos vegetais às carnes: lingüiças, costelas defumadas, carne de sol, galinhas, codornizes, bacalhau, peixes de todos os tipos, camarões, lagostas. Os vegetarianos estremecem. Compreendo, porque na alma eu também sou vegetariano. Fosse eu rei decretaria que no meu reino nenhum bicho seria morto para nosso prazer gastronômico. Mas rei não sou. Os bichos já foram mortos contra a minha vontade. Nada posso fazer para trazê-los de volta à vida. Assim, dou-lhes minha maior prova de amor: transformo-os em deleite culinário para que continuem a viver no meu corpo. De alguma maneira vivem em mim todas as coisas que comi. Sobre isso sabia muito bem o genial pintor Giuseppe Arcimboldo (1527-1593), que pintava os rostos das pessoas com os legumes, frutas e animais que se encontram nas bancas da feira. (Dê-se o prazer de ver as telas de Arcimboldo. Nas livrarias, coleção Taschen, mais ou menos quinze reais).
Meus pensamentos começam a teologar. Penso que Deus deve ter sido um artista brincalhão para inventar coisas tão incríveis para se comer. Penso mais: que ele foi gracioso. Deu-nos as coisas incompletas, cruas. Deixou-nos o prazer de inventar a culinária.
Comer é uma felicidade, se se tem fome. Todo mundo sabe disto. Até os ignorantes nenezinhos. Mas poucos são os que se dão conta de que felicidade maior que comer é cozinhar. Faz uns anos comecei a convidar alguns amigos para cozinharmos juntos, uma vez por semana. Eles chegavam lá pelas seis horas (acontecia na casa antiga onde hoje está o restaurante Dali). Cada noite um era o mestre cuca, escolhia o prato e dava as ordens. Os outros obedeciam alegremente. E aí começávamos a fazer as coisas comuns preliminares a cozinhar e comer: lavar, descascar, cortar — enquanto íamos ouvindo música, conversando, rindo, beliscando e bebericando. A comida ficava pronta lá pelas 11 da noite.
Ninguém tinha pressa. Não é por acaso que a palavra comer tenha sentido duplo. O prazer de comer, mesmo, não é muito demorado. Pode até ser muito rápido, como no McDonald's. O que é demorado são os prazeres preliminares, arrastados — quanto mais demora maior é a fome, maior a alegria no gozo final. Bom seria se cozinha e sala de comer fossem integradas — os arquitetos que cuidem disso — para que os que vão comer pudessem participar também dos prazeres do cozinhar. Sábios são os japoneses que descobriram um jeito de pôr a cozinha em cima da mesa onde se come, de modo que cozinhar e comer ficam sendo uma mesma coisa. Pois é precisamente isto que é o sukiyaki, que fica mais gostoso se se usa kimono de samurai.
Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas... Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças... Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida...
O texto acima foi publicado no jornal "Correio Popular", Campinas(SP), com o qual o educador e escritor colabora.Rubem Alves: sua vida e sua obra estão em "Biografias".
E é assim né.... toda vez que relemos um livro, ouvimos uma palestra sobre o que já (achávamos que) sabíamos, nos pegamos vendo, ouvindo, sentindo outra fatia que nos surpreende.
E não foi diferente hoje com A Festa de Babette, no qual eu só lembrava do tema central, da alquimia produzida pela Babette. Hoje, talvez por ter a lembrança viva do tema central estampado, reparei mais no que não notei (e como é que não notei antes? rs).
É, esse filme fala do que é mesmo sem ter sido. Das escolhas não feitas, que tanto nos martirizam, já que em qualquer escolha, há uma não escolha. Mas o filme declara a essência por trás das escolhas, porque há a Graça em tudo, sempre presente, ofertada como banquete ainda que o negamos. O discurso do general explica:
" (...) na nossa humana debilidade cremos que devemos escolher nesta vida. E trememos ante o risco que corremos. Nossa escolha não importa nada. Chega um tempo no que se abrem os nossos olhos e chegamos a compreender que a graça é infinita (...)"
E durante todo o banquete onde a atenção se tenta desviar para que não se comente sobre a comida (vista como blasfêmia), é a própria escolha sem escolha!Dias atrás eu falei por aqui sobre escolhas, fico entusiasmada com escolhas viu, confesso... tenho um peso pessoal para as escolhas.
Mas hoje revendo esse filme ele me deu um baile nessa questão. Não há escolhas de fato. Tudo vem e permanece no coração, é o coração que nos dirige, mesmo que ainda não façamos a escolha 'condizente' passamos ainda assim a viver no que o coração conduz. Como o general que sem escolher a filha do pastor, passou toda sua vida com ela...
Quem escolhe é o coração. Portanto a escolha racional que fazemos pouco, ou nada, importa.
O coração que está conectado à Graça, independe da escolha - já que a Graça é infinita.
O filme termina na controversa esperança da filha do pastor no reconhecimento futuro através do mundo celestial, enquanto se viu acontecer o grato reconhecimento em cada presente, na Graça de cada dia, de cada evento, dos encontros, das sincronicidades, e tal controvérsia talvez porque também não nos atemos, não compreendemos que a Graça nos permeia o tempo todo - ao invés de uma promessa futura. E como continuou o discurso do general: "a Graça não impõe condições, e dirá: o que escolhermos nos é concedido; o que rechaçamos também nos é dado. Inclusive nos é devolvido aquilo que tiramos. Porque a misericórdia e a verdade se encontraram e se beijaram."
E segue o discurso original do livro traduzido que achei na sequência:
A misericórdia e a verdade, meus amigos, encontraram uma à outra. A retidão e a bem-aventurança devem beijar uma à outra. O homem, meus amigos, é frágil e tolo. A todos já nos foi dito que a graça divina encontra-se por todo o universo. Mas em nossa tolice e miopia humanas, imaginamos ser a graça finita. Por esse motivo, trememos. Trememos antes de fazer nossas escolhas na vida e após tê-las feito trememos de medo de ter escolhido errado. Mas eis que chega o momento em que nossos olhos estão abertos e vemos e percebemos que a graça é infinita. A graça, meus amigos, não exige nada de nós senão que a aguardemos com confiança e a reconheçamos com gratidão. A graça, irmãos, não impõe condições e não escolhe nenhum de nós em particular; a graça nos toma a todos em seu seio e proclama anistia geral. Vejam! Aquilo que escolhemos nos é dado e aquilo que recusamos nos é igualmente, e ao mesmo tempo, concedido. Sim, que o que rejeitamos seja copiosamente vertido sobre nós. Pois que a misericórdia e a verdade encontraram uma à outra e a retidão e a bem-aventurança beijaram uma à outra!
Além disso, a personagem Babette merece um post só sobre ela. Mas no embalo do banquete, os deixo para o deleite com esse texto de Rubem Alves:
(Fonte: www.releituras.com)
A festa de Babette
Rubem Alves
Um dos meus prazeres é passear pela feira. Vou para comprar. Olhos compradores são olhos caçadores: vão em busca de caça, coisas específicas para o almoço e a janta. Procuram. O que deve ser comprado está na listinha. Olhos caçadores não param sobre o que não está escrito nela. Mas não vou só para comprar. Alterno o olhar caçador com o olhar vagabundo. O olhar vagabundo não procura nada. Ele vai passeando sobre as coisas. O olhar vagabundo tem prazer nas coisas que não vão ser compradas e não vão ser comidas. O olhar caçador está a serviço da boca. Olham para a boca comer. Mas o olhar vagabundo, é ele que come. A gente fala: comer com os olhos. é verdade. Os olhos vagabundos são aqueles que comem o que vêem. E sentem prazer. A Adélia diz que Deus a castiga de vez em quando, tirando-lhe a poesia. Ela explica dizendo que fica sem poesia quando seus olhos, olhando para uma pedra, vêem uma pedra. Na feira é possível ir com olhos poéticos e com olhos não poéticos. Os olhos não poéticos vêem as coisas que serão comidas. Olham para as cebolas e pensam em molhos. Os olhos poéticos olham para as cebolas e pensam em outras coisas. Como o caso daquela paciente minha que, numa tarde igual a todas as outras, ao cortar uma cebola viu na cebola cortada coisas que nunca tinha visto. A cebola cortada lhe apareceu, repentinamente, como o vitral redondo de catedral. Pediu o meu auxílio. Pensou que estava ficando louca. Eu a tranqüilizei dizendo que o que ela pensava ser loucura nada mais era que um surto de poesia. Para confirmar o meu diagnóstico lembrei-lhe o poema de Pablo Neruda "A Cebola", em que ele fala dela como "rosa d'água com escamas de cristal". Depois de ler o poema do Neruda uma cebola nunca será a mesma coisa. Ando assim pela feira poetizando, vendo nas coisas que estão expostas nas bancas realidades assombrosas, incompreensíveis, maravilhosas. Pessoas há que, para terem experiências místicas, fazem longas peregrinações para lugares onde, segundo relatos de outros, algum anjo ou ser do outro mundo apareceu. Quando quero ter experiências místicas eu vou à feira. Cebolas, tomates, pimentões, uvas, caquis e bananas me assombram mais que anjos azuis e espíritos luminosos. Entidades encantadas. Seres de um outro mundo. Interrompem a mesmice do meu cotidiano.
Pimentões, brilhantes, lisos, vermelhos, amarelos e verdes. Ainda hei de decorar uma árvore de Natal com pimentões. Nabos brancos, redondos, outros obscenamente compridos. Lembro-me de uma crônica da querida e inspirada Hilda Hilst que escandalizou os delicados: ela ia pela feira poetizando eroticamente sobre nabos e pepinos. Escandalizou porque ela disse o que todo mundo pensa mas não tem coragem de dizer. Roxas berinjelas, cenouras amarelas, tomates redondos e vermelhos, morangas gomosas, salsinhas repicadas a tesourinha, cebolinhas, canudos ocos, bananas compridas e amarelas, caquis redondos e carnudos (sobre eles o Heládio Brito escreveu um poema tão gostoso quanto eles mesmos), mamões, úteros grávidos por dentro, laranjas alaranjadas (um gomo de laranja é um assombro, o suco guardado em milhares de garrafinhas transparentes), cocos duros e sisudos, pêssegos, perfume de jasmim do imperador, cachos de uvas, delicadas obras de arte, morangos vermelhos, frutinhas que se comem à beira do abismo... Minha caminhada me leva dos vegetais às carnes: lingüiças, costelas defumadas, carne de sol, galinhas, codornizes, bacalhau, peixes de todos os tipos, camarões, lagostas. Os vegetarianos estremecem. Compreendo, porque na alma eu também sou vegetariano. Fosse eu rei decretaria que no meu reino nenhum bicho seria morto para nosso prazer gastronômico. Mas rei não sou. Os bichos já foram mortos contra a minha vontade. Nada posso fazer para trazê-los de volta à vida. Assim, dou-lhes minha maior prova de amor: transformo-os em deleite culinário para que continuem a viver no meu corpo. De alguma maneira vivem em mim todas as coisas que comi. Sobre isso sabia muito bem o genial pintor Giuseppe Arcimboldo (1527-1593), que pintava os rostos das pessoas com os legumes, frutas e animais que se encontram nas bancas da feira. (Dê-se o prazer de ver as telas de Arcimboldo. Nas livrarias, coleção Taschen, mais ou menos quinze reais).
Meus pensamentos começam a teologar. Penso que Deus deve ter sido um artista brincalhão para inventar coisas tão incríveis para se comer. Penso mais: que ele foi gracioso. Deu-nos as coisas incompletas, cruas. Deixou-nos o prazer de inventar a culinária.
Comer é uma felicidade, se se tem fome. Todo mundo sabe disto. Até os ignorantes nenezinhos. Mas poucos são os que se dão conta de que felicidade maior que comer é cozinhar. Faz uns anos comecei a convidar alguns amigos para cozinharmos juntos, uma vez por semana. Eles chegavam lá pelas seis horas (acontecia na casa antiga onde hoje está o restaurante Dali). Cada noite um era o mestre cuca, escolhia o prato e dava as ordens. Os outros obedeciam alegremente. E aí começávamos a fazer as coisas comuns preliminares a cozinhar e comer: lavar, descascar, cortar — enquanto íamos ouvindo música, conversando, rindo, beliscando e bebericando. A comida ficava pronta lá pelas 11 da noite.
Ninguém tinha pressa. Não é por acaso que a palavra comer tenha sentido duplo. O prazer de comer, mesmo, não é muito demorado. Pode até ser muito rápido, como no McDonald's. O que é demorado são os prazeres preliminares, arrastados — quanto mais demora maior é a fome, maior a alegria no gozo final. Bom seria se cozinha e sala de comer fossem integradas — os arquitetos que cuidem disso — para que os que vão comer pudessem participar também dos prazeres do cozinhar. Sábios são os japoneses que descobriram um jeito de pôr a cozinha em cima da mesa onde se come, de modo que cozinhar e comer ficam sendo uma mesma coisa. Pois é precisamente isto que é o sukiyaki, que fica mais gostoso se se usa kimono de samurai.
Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas... Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças... Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida...
O texto acima foi publicado no jornal "Correio Popular", Campinas(SP), com o qual o educador e escritor colabora.Rubem Alves: sua vida e sua obra estão em "Biografias".
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13 maio, 2014
Graal - Colar para Aromaterapia da Arom'Arte!
Desde o dia 8 de maio, já está disponível na Loja Virtual os novos colares para Aromaterapia Graal.
Diferente de outros modelos, esta criação é minha, então exclusiva para a Loja Virtual da Arom'Arte, os cordões tem cerca de 38 cm e podem ser ajustados de modo a ficar mais curto ou mais longo. Quando mais curto, os aromas são sentidos mais intensamente.
Os colares são uma maneira de se estar em contato com o benefício dos óleos essenciais, sentindo o aroma em fases durante o uso - normalmente ao longo do dia - e os efeitos são notados mais sutilmente, porém muito útil para o uso de sinergias ou dos oes puros, onde é necessário haver a inalação terapêutica - principalmente para efeitos emocionais e respiratórios.
Já o Inspira tem uma ação 'power' - 15 a 20 minutos estando com ele são suficientes, o efeito é bem mais forte, já que em cada respiração você conduz o óleo para pulmões, circulação sanguínea e sistema límbico.
Assim como a maioria dos colares para Aromaterapia, que são utilizados com feltro, filtro ou algodão, este também precisa, e já vai com um algodão colocado. Usando outro aroma é necessário trocar por outro algodão - o algodão simples e básico que se tem normalmente em casa. As peças/pingente são folheados em prata.
Inspira e Graal: duas opções eficientes que atendem a diferentes usos da Aromaterapia!
E em breve uma página só sobre o colar Graal aqui no blog e no site, com fotos e tudo mais!!!
Diferente de outros modelos, esta criação é minha, então exclusiva para a Loja Virtual da Arom'Arte, os cordões tem cerca de 38 cm e podem ser ajustados de modo a ficar mais curto ou mais longo. Quando mais curto, os aromas são sentidos mais intensamente.
Os colares são uma maneira de se estar em contato com o benefício dos óleos essenciais, sentindo o aroma em fases durante o uso - normalmente ao longo do dia - e os efeitos são notados mais sutilmente, porém muito útil para o uso de sinergias ou dos oes puros, onde é necessário haver a inalação terapêutica - principalmente para efeitos emocionais e respiratórios.
Já o Inspira tem uma ação 'power' - 15 a 20 minutos estando com ele são suficientes, o efeito é bem mais forte, já que em cada respiração você conduz o óleo para pulmões, circulação sanguínea e sistema límbico.
Assim como a maioria dos colares para Aromaterapia, que são utilizados com feltro, filtro ou algodão, este também precisa, e já vai com um algodão colocado. Usando outro aroma é necessário trocar por outro algodão - o algodão simples e básico que se tem normalmente em casa. As peças/pingente são folheados em prata.
Inspira e Graal: duas opções eficientes que atendem a diferentes usos da Aromaterapia!
E em breve uma página só sobre o colar Graal aqui no blog e no site, com fotos e tudo mais!!!
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Aromas
28 abril, 2014
Arte: aprecie sem moderação!
Tem épocas que entro em crises de arte, sede, vício encantado por beleza e criatividade. Basta um gatilho para detonar a crise. Desconfio que desta vez foi o show do Guilherme Arantes. Como não se encantar com as velhas canções dos anos 80 que cantam o êxtase de ser amado, que brinda o charme feminino com uma desejo enorme de revolucionar, que confessa nas bocas as loucas horas... a fé que sempre no amanhã a luminosidade alheia a qualquer vontade há de imperar, e deixa chover porque dentro do peito existe um fogo ardendo que nunca e nada vai apagar... e sair num lindo balão azul com um lunático sonhador e romântico! Tá bom pra você? Só pra citar algumas. É, overdose de inspiração.
Semana passada encontrei minha amiga que também foi, e ela disse: sabe, aquele show mexeu comigo. E como que não vai mexer? Arte nos toca, nos estimula, nos dá sede de quero beber mais dessa fonte!
Enfim, já tem mais de um mês do show, e uma coisa foi levando a outra, entre pesquisas e outras coisas... andei sedenta por um museu... mas como ando mais por aqui no interior, não dava pra ir, então tem a internet, o pinterest, o youtube e entre banhos e banhos de arte virtual, achei uma delicadeza esta composição abaixo, que compartilho com vocês. reparem nos semblantes, nos olhares. Claro, que falta a multiplicidade de raças, mas foi a marca da fina arte de um período e que belíssima que ficaram as sobreposições. Aprecie sem moderação:
Enfim, já tem mais de um mês do show, e uma coisa foi levando a outra, entre pesquisas e outras coisas... andei sedenta por um museu... mas como ando mais por aqui no interior, não dava pra ir, então tem a internet, o pinterest, o youtube e entre banhos e banhos de arte virtual, achei uma delicadeza esta composição abaixo, que compartilho com vocês. reparem nos semblantes, nos olhares. Claro, que falta a multiplicidade de raças, mas foi a marca da fina arte de um período e que belíssima que ficaram as sobreposições. Aprecie sem moderação:
27 abril, 2014
O amor vem devagar
Tô com uma listinha de filmes pra ver, e entre alguns que já vi, uns gostei, outros não (do tipo sem comentários). E tem outros tantos a ver.
Mas entre os que já vi tem uma série de filmes chamada O Amor vem Devagar (tem no YT), gostei muito do primeiro, românticos vão gostar, pessoas que gostam de filmes de fé também irão se achar nessa série. Vi alguma coisa dos demais, porque minha mãe que anda assistindo e pra valer gostei foi é do primeiro mesmo, mas os outros seguem a sequência da história, só que tem uma musiquinha de fundo praticamente o filme todo que notei após o primeiro que seria dispensável, e confesso que ela me irrita um bocadinho... daí que desencanei de ver os demais, e concluí que o primeiro me bastou. Mas achei uma ideia bem bacana das sequências porque o primeiro dá gostinho de quero mais, aí você decide...
Mas entre os que já vi tem uma série de filmes chamada O Amor vem Devagar (tem no YT), gostei muito do primeiro, românticos vão gostar, pessoas que gostam de filmes de fé também irão se achar nessa série. Vi alguma coisa dos demais, porque minha mãe que anda assistindo e pra valer gostei foi é do primeiro mesmo, mas os outros seguem a sequência da história, só que tem uma musiquinha de fundo praticamente o filme todo que notei após o primeiro que seria dispensável, e confesso que ela me irrita um bocadinho... daí que desencanei de ver os demais, e concluí que o primeiro me bastou. Mas achei uma ideia bem bacana das sequências porque o primeiro dá gostinho de quero mais, aí você decide...
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Sessão Pipoca
10 abril, 2014
Beleza todo dia!
Penso que todo dia é muito raro para passar em feio... para não preenchê-lo de toques de beleza e que geram consequência.....como sutileza, generosidade, conexão, compaixão... resultados do poder do belo, da elegância, e vice-versa.
Felizmente estou durante meu trabalho envolvida de 'belezas' dos óleos essenciais! Diversidade de cheiros que são terapêuticos, mágicos, belos, líquidos dos deuses e deusas...
Mas em todo lugar e em todo trabalho há belezas, seja pelo local limpo, organizado, pelas cores, amizades, pelo que proporciona. Até no trabalho da coleta do lixo, há beleza, uma delas está no resultado de remoção do que é sujo, e eu sempre que os ouço passar, agradece-os de coração por esta tarefa. Aliás, basta um dia de greve pra gente lembrar como é importante!
Se uma coisa parece desagradável, não significa que não possa ser transformada, para tanto existe a Senhora Criatividade, que é o poder de modificar algo a partir de qualquer coisa, de qualquer aspecto!
É até estranho, mas já percebi que meu senso de beleza tá mudado, antes eu tinha mais distinção entre uma coisa bonita e outra feia, hoje consigo enxergar beleza no 'feio' e puxar essa beleza e ampliá-la, sabe? Então, sem discriminar o feio, porque nada o é somente uma coisa. Mas todos sabemos que a morada da alma está na beleza pela qual se encanta.
É, beleza e estética nos aproximam da paz, do bem-estar, dos valores do espírito.
Já foi comprovado que o índice de criminalidade diminui em lugares onde se começa a plantar árvores, a deixar limpo. Acho que nem precisava de constatação, né...
Que tal ajudar a plantar árvores? A pegar um saquinho de lixo e tirar um pouco da sujeira das praças, das calçadas, que logicamente o serviço de limpeza urbana não dá conta de retirar!
E a música que está em nosso dia a dia.... já ouviu quanta música linda tem no mundo? Procure os clássicos, ouça Vivaldi, Bach! Milhares de new age belíssimas, música nacional, música francesa, árabe, japonesa, celta, mantras... tudo a uma tecla de distância. Quanta coisa boa em todos os estilos, em todas as línguas. Há música com vibração elevadíssima!
Procure conhecer um pouco de tudo, para ter 'poder de escolha'.
E o silêncio? Ouve os passarinhos cantando no telhado?
O mesmo vale para escolha de filmes, de livros, de programação, de comida... hum... temperos! Tempere, busque saber como usá-los, experimente, enriqueça seu paladar, coma comida de verdade, e preparados com carinho todo dia.
Sabe aquela parede que você cisma com ela? Pinte-a, mude. Já viu quantas mil cores lindas de tintas que há? Se dê beleza ao olhar sua casa todo dia.
Você já viu a diferença de você com e sem maquiagem? Tem gente que fica linda naturalmente, principalmente quem tem uma dedicação espiritual como monjas, freiras, que irradiam tanta paz que é esta a beleza real. Mas para os simples mortais, a make dá um válido 'up', deixando. Se for a pressa vale só o batonzinho-lápis. Mas tire um dia para se ver, olhe-se, veja o que fica bem, sobrancelhas, cabelo... já pensou num curso de auto-maquiagem? Nossa aparência é nossa identidade que carregamos por aí! E já viu quanta cor linda de batom, de sombra, de esmalte... que tem? Fique linda todo dia!
Um vaso em casa com flores, ou um pedacinho da sua varanda com flores e folhagens mudam o astral. Já viu quanta flor linda tem numa floricultura pertinho da sua casa, pedindo para levar cor, harmonia e beleza pra sua casa todo dia?
Já viu quanta roupa linda para vestir seu corpo? Já viu quanta bijoux, quantos lenços, acessórios, sapatos, quantas cores, tecidos... A grana tá curta? Vá a um bazar, brechô, reforme o que você tem, customize... O que é bonito não está associado ao custo. Mas, abra seu armário e tire tudo o que não tem mais a ver com você e que não a faça ficar 'mais' linda.
E roupa de cama, tá tudo lindo?

E suas palavras? Nossa, tá uma onda de palavrão, que até doe o ouvido e a alma da gente! Cuide da beleza das suas palavras, do tom, e cuide com carinho dos seus pensamentos.
Escolha, coloque, crie.... beleza todo dia. Beleza onde você estiver agora, a das pequenas coisas, dos pequenos gestos.
E vou finalizar com um trechinho de um livro da Martha Medeiros (Feliz por Nada), na crônica O Deus das Pequenas Coisas, que atualmente ando lendo nas manhãs, porque outra beleza que não pode ser esquecida é a gratidão:
"Gratidão por estarmos aqui e por termos uma alma capaz de detectar o sublime no essencial, fazendo com que todo o supérfluo, que não é errado desejar e obter, torne-se apenas uma consequência agradável desse nosso olhar íntimo e amoroso a tudo o que nos cerca"
Felizmente estou durante meu trabalho envolvida de 'belezas' dos óleos essenciais! Diversidade de cheiros que são terapêuticos, mágicos, belos, líquidos dos deuses e deusas...
Mas em todo lugar e em todo trabalho há belezas, seja pelo local limpo, organizado, pelas cores, amizades, pelo que proporciona. Até no trabalho da coleta do lixo, há beleza, uma delas está no resultado de remoção do que é sujo, e eu sempre que os ouço passar, agradece-os de coração por esta tarefa. Aliás, basta um dia de greve pra gente lembrar como é importante!
Se uma coisa parece desagradável, não significa que não possa ser transformada, para tanto existe a Senhora Criatividade, que é o poder de modificar algo a partir de qualquer coisa, de qualquer aspecto!
É até estranho, mas já percebi que meu senso de beleza tá mudado, antes eu tinha mais distinção entre uma coisa bonita e outra feia, hoje consigo enxergar beleza no 'feio' e puxar essa beleza e ampliá-la, sabe? Então, sem discriminar o feio, porque nada o é somente uma coisa. Mas todos sabemos que a morada da alma está na beleza pela qual se encanta.
É, beleza e estética nos aproximam da paz, do bem-estar, dos valores do espírito.
Já foi comprovado que o índice de criminalidade diminui em lugares onde se começa a plantar árvores, a deixar limpo. Acho que nem precisava de constatação, né...
Que tal ajudar a plantar árvores? A pegar um saquinho de lixo e tirar um pouco da sujeira das praças, das calçadas, que logicamente o serviço de limpeza urbana não dá conta de retirar!
E a música que está em nosso dia a dia.... já ouviu quanta música linda tem no mundo? Procure os clássicos, ouça Vivaldi, Bach! Milhares de new age belíssimas, música nacional, música francesa, árabe, japonesa, celta, mantras... tudo a uma tecla de distância. Quanta coisa boa em todos os estilos, em todas as línguas. Há música com vibração elevadíssima!
Procure conhecer um pouco de tudo, para ter 'poder de escolha'.
E o silêncio? Ouve os passarinhos cantando no telhado?
O mesmo vale para escolha de filmes, de livros, de programação, de comida... hum... temperos! Tempere, busque saber como usá-los, experimente, enriqueça seu paladar, coma comida de verdade, e preparados com carinho todo dia.
Sabe aquela parede que você cisma com ela? Pinte-a, mude. Já viu quantas mil cores lindas de tintas que há? Se dê beleza ao olhar sua casa todo dia.
Você já viu a diferença de você com e sem maquiagem? Tem gente que fica linda naturalmente, principalmente quem tem uma dedicação espiritual como monjas, freiras, que irradiam tanta paz que é esta a beleza real. Mas para os simples mortais, a make dá um válido 'up', deixando. Se for a pressa vale só o batonzinho-lápis. Mas tire um dia para se ver, olhe-se, veja o que fica bem, sobrancelhas, cabelo... já pensou num curso de auto-maquiagem? Nossa aparência é nossa identidade que carregamos por aí! E já viu quanta cor linda de batom, de sombra, de esmalte... que tem? Fique linda todo dia!
Um vaso em casa com flores, ou um pedacinho da sua varanda com flores e folhagens mudam o astral. Já viu quanta flor linda tem numa floricultura pertinho da sua casa, pedindo para levar cor, harmonia e beleza pra sua casa todo dia?
Já viu quanta roupa linda para vestir seu corpo? Já viu quanta bijoux, quantos lenços, acessórios, sapatos, quantas cores, tecidos... A grana tá curta? Vá a um bazar, brechô, reforme o que você tem, customize... O que é bonito não está associado ao custo. Mas, abra seu armário e tire tudo o que não tem mais a ver com você e que não a faça ficar 'mais' linda.
E roupa de cama, tá tudo lindo?

E suas palavras? Nossa, tá uma onda de palavrão, que até doe o ouvido e a alma da gente! Cuide da beleza das suas palavras, do tom, e cuide com carinho dos seus pensamentos.
Escolha, coloque, crie.... beleza todo dia. Beleza onde você estiver agora, a das pequenas coisas, dos pequenos gestos.
E vou finalizar com um trechinho de um livro da Martha Medeiros (Feliz por Nada), na crônica O Deus das Pequenas Coisas, que atualmente ando lendo nas manhãs, porque outra beleza que não pode ser esquecida é a gratidão:
"Gratidão por estarmos aqui e por termos uma alma capaz de detectar o sublime no essencial, fazendo com que todo o supérfluo, que não é errado desejar e obter, torne-se apenas uma consequência agradável desse nosso olhar íntimo e amoroso a tudo o que nos cerca"
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20 março, 2014
Mais uma boa notícia da gordura saturada
Independente de qual seja sua opção alimentar (vegetariana, vegana, paleo, low-carb, funcional, etc), essa é mais uma comprovação séria do que se fala há algum tempo em nichos menores de pouco alcance da mídia, de que gorduras saturadas são boas x os verdadeiros vilões: excesso de carboidratos/açúcares e de óleos ômega 6.
Vale ler: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2014/03/a-dieta-de-baixa-gordura-esta-morta-1.html
E lembrando que óleos de cocos (coco praia, palmiste, babaçu) são excelentes fontes de gordura saturada!
Vale ler: http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/2014/03/a-dieta-de-baixa-gordura-esta-morta-1.html
E lembrando que óleos de cocos (coco praia, palmiste, babaçu) são excelentes fontes de gordura saturada!
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Saúde
14 março, 2014
Essencial Silêncio
"O silêncio é essencial para a transformação profunda.
Ele permite que a prática da respiração consciente se torne profunda e eficaz.
Como a água parada que reflete as coisas como elas são, o silêncio calmante nos ajuda a ver as coisas mais claramente e, portanto, de estar em contato mais profundo com nós mesmos e com aqueles que nos rodeiam."
From: Cherpeace.
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26 fevereiro, 2014
CNV - Escutar por entre as palavras
Palavras são Janelas
Sinto-me tão condenada por suas palavras
Tão julgada e dispensada.
Antes de ir, preciso saber:
Foi isso que você quis dizer?
Antes que eu me levante em minha defesa,
Antes que eu fale com mágoa ou medo,
Antes que eu erga aquela muralha de palavras,
Responda: eu realmente ouvi isso?
Palavras são janelas ou são paredes.
Elas nos condenam ou nos libertam.
Quando eu falar e quando eu ouvir;
Que a luz do amor brilhe através de mim.
Há coisas que preciso dizer,
Coisas que significam muito para mim.
Se minhas palavras não forem claras,
Você me ajudará a me libertar?
Se pareci menosprezar você,
Se você sentiu que não me importei,
Tente escutar por entre as minhas palavras
Os sentimentos que compartilhamos.
Ruth Bebermeyer
Uma amiga me emprestou o livro Comunicação Não-Violenta - Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais de Marshall B. Rosenberg - editora Agora. Curioso que foi justamente num dia onde eu respondi de forma amável a uma interrogação 'violenta', então deve ter vindo como presente-confirmação aos meus bons modos deste dia!
O tema parece bem conhecido, há aulas e grupos de estudo e treinamento sobre a CNV. Eu não o conhecia até então. Antes de escrever aqui, vi que há também vídeos no YouTube.
O livro é bom, mas é excelente a ideia que apresenta! Tanto tempo, tantas línguas que se falam, tantas palavras para definir uma mesma coisa, mas ainda não sabemos nos comunicar, não sabemos ler entre as entrelinhas, não escutamos por entre as palavras...
O autor define que uma má comunicação tem como resultado a violência.

Segundo Marshall há 4 componentes básicos para uma boa comunicação: observação/sentimento/necessidades/pedido.
-Observar o que de fato está acontecendo numa situação com isenção de julgamento (culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos).
-Identificar como nos sentimos ao observar aquela ação.
-Reconhecer quais de nossas necessidades estão ligadas aos sentimentos que estão ali.
-Com estes 3 itens claros, formular o pedido, pontuando com clareza ao outro/especificando o pedido.
Se tivéssemos sido criados falando uma linguagem que facilitasse exprimir compaixão, teríamos aprendido a articular diretamente nossas necessidades e nossos valores, em vez de insinuarmos que algo é ou está errado quando eles não são atendidos. Por exemplo, em vez de a violência é ruim, poderíamos dizer "tenho medo do uso da violência para resolver conflitos; valorizo a resolução de conflito por outros meios".
E trata do poder da empatia que é estar presente, sem oferecer conselhos, mas ouvindo as necessidades do outro. E eu diria que isso é fun-da-men-tal!
Podemos apreciar problemas de comunicação todo santo dia. Há brigas, discórdias, e a coisa vai se tecendo sem olhar o que de fato a outra pessoa está sentindo (o que talvez nem ela mesma saiba com clareza, mas que com o olhar ao outro é possível sim saber, ou pelo menos sentar e conversar a respeito para descobrir!).
É preciso educar o olhar, educar o ouvido, enfim todos os sentidos! E a CNV é uma destas propostas.
Gostei especialmente de uma parte onde o autor estava palestrando sobre a CNV na Cisjordânia aos muçulmanos palestinos, onde americanos não eram bem vistos pelo fato dos EUA estarem fornecendo armas a Israel. Iniciou um tumulto e um homem começou a gritar "assassino" repetidamente. Marshall, então se aproximou para dialogar com o palestino, fazendo-o com que ele expressasse toda sua dor por quase vinte minutos, conta. E finaliza assim:
"...eu procurando escutar o sentimento e a necessidade por trás de cada frase. Não concordei nem discordei. Recebi as palavras dele não como ataques, mas como presentes de outro ser humano que estava disposto a compartilhar comigo sua alma e suas profundas vulnerabilidades.
Uma vez que se sentiu compreendido, o homem foi capaz de me ouvir explicar o motivo de eu estar naquele campo. Uma hora depois, o mesmo homem que havia me chamado de assassino estava me convidando para ir a sua casa para um jantar de ramadã"
Bem, o livro tem mais conteúdo e exercícios para colocar em prática a CNV!
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19 fevereiro, 2014
O Poder da Vulnerabilidade
Minha intenção não era falar deste assunto agora... Queria fazê-lo depois de ler o livro em questão "A coragem de ser imperfeito", mas contei à uma amiga e ela comprou e vai me emprestar e estou esperando-o... Então possivelmente volto a falar sobre.
Mas pelo vídeo já tem um tantão de informação bacana, um tantão de reflexão.
O quanto antes cobramos de nós 'menos perfeição' e 'mais vulnerabilidade' tanto melhor! E pra isso é preciso se livrar dos conceitos 'elaborados' que nós mesmos o temos acerca de nós próprios, da comparação, da vergonha... e isto puxa... rende assunto!
Ando percebendo com lentes de aumento como gente tem medo de gente! Das opiniões, de destruir uma 'imagem', de ser diferente, isto tudo se resume na tal vulnerabilidade (o ser indefeso, subestimado...) perante o outro (qualquer outro: o filho, a criança, o chefe, o marido, a amiga, etc). E se existe tal 'vergonha', do outro lado escapa a violência, em forma de mostrar a exaltação em forma de superioridade!
Já fui refém do outro também, e vejo hoje o tamanho da cilada!
É... a consciência muda tudo e faz um tempo que baixei a % da tal cobrança pela perfeição sobre euzinha... E aí de quebra os outros também ganham sendo lindamente imperfeitos!
E dá-lhe óleos essenciais como limão, para conscientizar os 'militares' que nos habitam e conscientemente libertá-los! Patchouli, boa pedida para ficar no estilo "tô nem aí", mas com responsa de si!
Original do TED, aqui: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/brene_brown_on_vulnerability.html
*
15 fevereiro, 2014
Efeitos das pílulas anticoncepcionais + traição do olfato!
Há um tempo atrás li este post traduzido da australiana Alexandra Pope sobre os efeitos secundários do uso de pílulas anticoncepcionais, e como reflexão fiquei pensando o quanto a mulher realmente saiu perdendo x "a que ganho?".
Embora que necessária num grande contexto planetário, todo abuso leva ao prejuízo e já passou da hora de questionar seus usos... 50 anos já é tempo demais, né...
As mulheres deixaram de ter controle sobre seus ciclos e o "terceirizou" para a indústria farmacêutica...
Quando compartilhei com algumas amigas, algumas que haviam deixado a pílula relataram ter sido a melhor coisa que fizeram!
E hoje em dia está até mais fácil para quem tem fluxo regular, dá para baixar aplicativo grátis no smartphone de calendário menstrual, anotar seu período e até seus humores, além de ficar atenta aos dias ovulatórios. E no mais, é preciso gastar um tempinho e se informar a respeito de como gerir nossa fertilidade, voltando a se apropriar do nosso ritmo! O próprio link que mencionei - o Balaio de Madre - dá boas dicas, tratando do assunto.
Hoje lendo Qual é a Doença do Mundo? de Rüdiger Dahkle vi este trecho referindo-se ao olfato, e tá aí mais uma boa razão para refletir no uso-abuso das pílulas!
"... assim os pesquisadores constataram que a pílula anticoncepcional conduz as mulheres pelo caminho errado no que se refere à escolha do parceiro. Sabe-se que a evolução desenvolveu um sistema que as leva a rejeitar os homens geneticamente muito parecidos com elas em determinados pontos. Para o seu olfato, fedem literalmente. Mas, graças à pílula anticoncepcional, que simula uma situação comparável à da gravidez, elas se sentem atraídas justamente por esses homens. À parte o fato de que tal intervenção supostamente pequena anula as precauções tomadas pela evolução no que tange aos hormônios, é fácil imaginar as consequências quando a mulher deixa de tomar a pílula porque o casal resolveu ter um filho. Pouco a pouco, sua situação hormonal volta ao natural, e é possível que isso a leve simplesmente a não tolerar mais o cheiro do marido. É claro que ela porá a culpa no coitado e fará todo tipo de projeções. Na realidade, a única coisa que fez foi deixar de tomar a pílula, coisa que alterou sua bioquímica e, assim, o que ela sentia por ele."
Embora que necessária num grande contexto planetário, todo abuso leva ao prejuízo e já passou da hora de questionar seus usos... 50 anos já é tempo demais, né...
As mulheres deixaram de ter controle sobre seus ciclos e o "terceirizou" para a indústria farmacêutica...
Quando compartilhei com algumas amigas, algumas que haviam deixado a pílula relataram ter sido a melhor coisa que fizeram!
E hoje em dia está até mais fácil para quem tem fluxo regular, dá para baixar aplicativo grátis no smartphone de calendário menstrual, anotar seu período e até seus humores, além de ficar atenta aos dias ovulatórios. E no mais, é preciso gastar um tempinho e se informar a respeito de como gerir nossa fertilidade, voltando a se apropriar do nosso ritmo! O próprio link que mencionei - o Balaio de Madre - dá boas dicas, tratando do assunto.Hoje lendo Qual é a Doença do Mundo? de Rüdiger Dahkle vi este trecho referindo-se ao olfato, e tá aí mais uma boa razão para refletir no uso-abuso das pílulas!
"... assim os pesquisadores constataram que a pílula anticoncepcional conduz as mulheres pelo caminho errado no que se refere à escolha do parceiro. Sabe-se que a evolução desenvolveu um sistema que as leva a rejeitar os homens geneticamente muito parecidos com elas em determinados pontos. Para o seu olfato, fedem literalmente. Mas, graças à pílula anticoncepcional, que simula uma situação comparável à da gravidez, elas se sentem atraídas justamente por esses homens. À parte o fato de que tal intervenção supostamente pequena anula as precauções tomadas pela evolução no que tange aos hormônios, é fácil imaginar as consequências quando a mulher deixa de tomar a pílula porque o casal resolveu ter um filho. Pouco a pouco, sua situação hormonal volta ao natural, e é possível que isso a leve simplesmente a não tolerar mais o cheiro do marido. É claro que ela porá a culpa no coitado e fará todo tipo de projeções. Na realidade, a única coisa que fez foi deixar de tomar a pílula, coisa que alterou sua bioquímica e, assim, o que ela sentia por ele."
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