26 junho, 2009

Festas Instantâneas - Casa da Chris



A dica é visitar o Blog da Casa da Chris (vejam em Links Interessantes) ou por http://casadachris.uol.com.br/ e ver os vídeos fofézimos de dicas do Almanaque das Festas Instantâneas !! Aproveitem e se inspirem para reunir os amigos, e se bebidas e comidinhas puderem ser naturebas e com os temperinhos mágicos da mãe natureza, a vida agradece !!
Bacana assistir por lá também ao vídeo da Casa Cor 2009.

21 junho, 2009

Obstáculos - por que aparecem ?

Quando Decidimos Por Algo Necessariamente Aparecem Obstáculos


Repare que sempre que você se decide por algo um obstáculo se levanta. A resposta é que, na ausência do que você não é, o que você é não é. Esta frase aparece em mais de um livro do Neale Donald Walsch e sobre ela poderiam ser escritos vários artigos. Eu a repito agora no plural: na ausência do que não somos, o que somos não é.

Se você é alto, na ausência de pessoas baixas você não é alto. Se você é inteligente, na ausência de pessoas burras você não é inteligente. Você somente pode ser algo se houver o oposto para dar relatividade à situação. O ser sem oposição é o absoluto, ou seja, Deus.
Só se pode ter a ideia de bondade num mundo onde haja a maldade. A maldade dá existência à bondade. Quando você decide por ser algo é o obstáculo que dá existência a esse algo. Como você pode ser rico numa sociedade igualitária? O obstáculo vem como contraponto ao que realmente você quer. Uma pessoa só vai saber se quer verdadeiramente ser rica se um obstáculo se interpuser entre ela e a riqueza. A pessoa que não é energeticamente rica se rende ao obstáculo e a riqueza não se manifesta.

Você é o que valoriza, se você valorizar o obstáculo é ele que passa a ser você, se valorizamos a riqueza e não o obstáculo, a riqueza que passa a ser nossa. O obstáculo existe por dois motivos. Termos o parâmetro de escolha se queremos aquilo mesmo e dar validade a nossas escolhas.
Uma vida sem desafios é uma vida vazia. Nem todos concordaram com Gandhi e por isso ele foi assassinado. Nem todos concordaram com Jesus e daí a Crucificação. Quando todo mundo concorda com você veja que vai passar a viver num mundo irreal, sem diferenças e sem desafios. Todas as tentativas de planificar a economia fracassarão por isso, nenhum ser humano é igual, e quando se tira das pessoas os desafios elas morrem, ou andam pela vida sem objetivos, mortos internamente.
Agradeça todos os seus obstáculos por mais difíceis que sejam, são eles que verdadeiramente validam nossas vitórias.




por Marcelo Marinho
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03 junho, 2009

Palestra do "Achado", Açúde...



Que frio !! Muito, muito frio !!!

Queria escrever, mas esse vento gelado entrando pelo friso da porta, me propõe que a vontade seja reduzida...

Então, acho que devo ser breve.........

Queria mencionar que fui há 2 semanas em uma palestra - na verdade a palestra em si não me trouxe novidades ou tenha me entusiasmado, mas teve um momento em que algo chamou minha atenção, para sobre meu pensamento. Ele fez algumas perguntas para que cada um respondesse a si, anotando em um papel e tb fez outras para serem ditas ali para todos. No que ele perguntou para mencionar ao papel, eu tinha pouco a colocar sobre intenções futuras, me veio à mente a sensação de que fazendo bem o agora, estou naturalmente tecendo meu futuro... td tranquilo.

Depois ele perguntou a algumas pessoas o que era a felicidade, uma disse que era a harmonia, outra a paz, e outra..... disse que era a busca, que era uma sensação parecida com viajar..., quando estamos planejando a viajem e nos sentindo felizes. Aí eu pensei : sei o que é a felicidade para mim, ela não é a busca e sim o encontro ! Sim, o encontro ! Não o encontro penoso e demorado, planejado, também pode ser, mas é o encontro, o significado íntimo de encontro, de estar pleno, de encontrar a maravilha de cada momento, seja no olhar da minha cachorra, no vento que toca agora minha pele e a sinto geladinha, seja neste teclado que aqui estou, esse encontrar. Mais significativo ainda quando encontramos alguém com uma alma danada de boa de se estar perto. De saciar a sede, a fome, esses encontros esperados !!

A felicidade para mim então... está definitivamente no: Encontro ! No simples, no nobre, no profano, no sagrado, desejado, achado ! Qualquer momento podemos atribuir valor !

...
Eu já comentei em postagens anteriores sobre o açúde em frente a casa da minha vó e minha "luta" com seus passarinhos engaiolados, estive lá nesse fim de semana, e eu me joguei como sempre lá no tapetinho verde do lado do açúde, meu Deus... que cheiro delicioso de açude era aquele, que cheiro inebriante de grama.... , que textura de terra que ondulava meu corpo...e de quebra um sol quentinho.... meu Deus... que tudo !!
Segue aqui uma foto desse açude lá no alto. O "meu" tapetinho verde , fica do outro lado, a folha de babaneira escondeu !!
Ai... por hj é isso, que meus dedinhos estão congelandinhos !
Vou ver se consigo tempo de postar dicas Aromaterápicas para o dia dos namorados !! Se não fica pra 2010 !!!!

14 maio, 2009

Fechando a porta dos sentidos

"Fecho agora a porta dos sentidos; retiro toda a atenção do mundo. Viro-me para dentro, para o Único, o Belo e o Bom; aqui, habito com meu Pai, além do tempo e espaço; aqui, vivo à sombra do Todo-Poderoso. Estou livre de todo medo, do veredito do mundo e da aparência das coisas.
Sinto agora a sua Presença, que é o meu sentimento da prece atendida ou a presença do meu Bem."
Joseph Murphy

05 maio, 2009

Nossa histeria de cada dia !

Folha de São Paulo - 05/05/2009*JOÃO PEREIRA COUTINHO
O triunfo dos porcos<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0505200922.htm>*

Fantasiamos há muito tempo a nossa própria destruição coletiva; nossa histeria é incurável.

DESISTI DE fazer terapia no dia em que comecei a sentir-me culpado por não me sentir culpado. O analista esperava confissões pungentes sobre horrores vários e infantis. Nada tinha para lhe dizer. E essa ausência de esqueletos no armário começou a alimentar uma angústia sem nome. Eu era um caso dramático de ansiedade por falta de ansiedade. Ainda sou. E assim se entende o meu estado de espírito sempre que o ano avança e não existe nenhum apocalipse pronto para exterminar a raça humana.

Os meses passavam: janeiro, fevereiro, março. E as autoridades mundiais não lançavam gritos lancinantes sobre uma doença, uma anomalia técnica, um vírus descontrolado e mortal. Nem sequer um espirro! Sei do que falo. Vocês, leitores, também. Nos últimos dez, 15 anos, praticamente não tivemos sossego.
Basta consultar "Scared to Death", um livro notável que ChristopherBooker e Richard North publicaram recentemente no Reino Unido. Antes mesmo do século 21 começar, os perigos estavam nas vacas e na carne delas. A doença tinha nome divertido ("doença da vaca louca") e consequências menos divertidas: uma doença neurológica degenerativa e incurável que prometia condenar meio milhão de seres humanos a uma morte precoce e terrível.
Lembro-me bem: imagens de vacas trémulas, a dançar o twist; a matança de milhares delas, com ou sem sintomas; e os criadores de gado arruinados. Muitos optaram pelo suicídio. Pobrezinhos. Ainda hoje está por provar que a encefalopatia espongiforme bovina seja a causa da doença de Creutzfeldt-Jacob nos seres humanos.Veio o milênio. E, com o milênio, vieram novos perigos. Não de origem animal. Mas humana. Ou, se preferirem, tecnológica.
Na virada de 1999 para 2000, um "bug" informático iria paralisar as cidades, os transportes, o sistema bancário e financeiro. Aviões cairiam do céu. Milhões de doentes não resistiriam à paragem das máquinas. Os países mais desenvolvidos gastaram US$ 300 bilhões de dólares (estimativa conservadora) para evitarem o colapso. Quando a meia-noite soou, o mundo, inexplicavelmente, continuou. Suspirou-se de alívio. Ou de desilusão?
Os suspiros duraram pouco tempo. Se a humanidade resistira ao "bug" informático, não iria sobreviver à "gripe das aves". A Organização Mundial de Saúde garantia que 7 milhões de pessoas estavam condenadas. As Nações Unidas, não contentes com 7 milhões, falavam já em 150 milhões. Especialistas vários preferiam dizer 350 milhões.
Moral da história?Morreram 200 pessoas, sobretudo na Ásia rural, onde a pobreza e a desnutrição não ajudam. Morreram incomparavelmente menos pessoas do que as vítimas normais que a gripe normal provoca todos os anos, em todos os países do mundo.
Eis a verdade: andamos há muito tempo a fantasiar a nossa própria destruição coletiva. São as vacas. As aves. O "bug" informático. A pneumonia atípica. A catástrofe ecológica e climatérica que nos espera. Ou, para sermos mais atuais, uma gripe de origem suína e mexicana que, nas palavras de Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, coloca toda a humanidade em risco.
Que essa "gripe suína" esteja sobretudo confinada ao México, pouco importa. Que as vítimas do México sejam praticamente insignificantes quando comparadas com as vítimas regulares de gripe regular, também não. E que os infectados fora do México estejam a responder aos medicamentos disponíveis, muito menos. A realidade dos fatos não altera a nossa histeria. E não altera porque a nossa histeria é profunda e incurável.
Hoje, vivemos mais. Hoje, vivemos melhor. Mas apesar disso, ou sobretudo por causa disso, entramos em pânico sempre que a morte, ou mesmo a mera possibilidade da morte, ameaça o nosso único deus: o corpo, o nosso corpo, e a "Religião da Saúde" que substituiu todas as outras teologias tradicionais. Tememos a nossa destruição física.
Mas, como em qualquer temor, recriamos e até desejamos essa mesma destruição, como se isso redimisse a radical solidão dos homens de hoje. Tão modernos que somos. E tão entediados que nos sentimos. Um conselho: nada nesta vida se faz sem perseverança. Quem sabe? Se desejarmos muito que algo aconteça, talvez um dia alguém lá cima se lembre de responder às nossas preces. mailto:preces.*jpcoutinho@folha.com.br*

04 maio, 2009

A Calma

Semana passada, coloquei o A Calma disponível para venda na Loja Virtual. O A Calma, poderia ter outros nomes como Abraço, Acalanto, Conforto..., pois essas são as sensações que ele me passa, mas escolhi Calma, e um A na frente, para citar que ele é essa Calma toda...
Eu o uso há uns 8 meses, desde que formulei ele para uso. E fica sempre lá, ao lado da minha cama.
Todos nós passamos por dias mais agitados, algum stress, pensamentos insistentes, pitadas de insônia, euforia, e o A Calma vem ajudar nesse momento. Passo nos pontos como pulsos, nuca e centro cardíaco, passa-se alguns segundos e pronto me sinto abraçada ! Nos pés também é excelente ! Antes de disponibilizar na Loja testei com outras pessoas se a sensação sentida era a mesma, e que legal - todos relataram a sensação de conforto, e de poder ter um sono de mais qualidade.
Agora ele está disponível para que você também tenha essa sensação, e me conte como foi !
Também é ótimo para a pele irritada, alergias, dores musculares, o que faz dele um curinga em casa !
Saiba mais no site : http://www.aromarte.com.br/ !
E qualquer dúvida, me escreva : milene@aromarte.com.br

19 abril, 2009

Um bom psicoterapeuta - por Flávio Gikovate

Nas revistas de psiquiatria surgem periodicamente estudos completos (meta-análises) de revisão de eficácia dos diversos tipos de psicoterapia. Os resultados são, quase sempre, similares - hoje com certa vantagem para as técnicas cognitivo-comportam entais especialmente nos casos específicos onde o medo ou a ansiedade está em jogo. Além de resultados bastante semelhantes, lembro-me de um estudo que li há cerca de 30 anos (cuja referência me escapa) que mostrava que ao invés de seguidores de uma das diversas técnicas os terapeutas podiam ser classificados em "bons" e "maus". E mais, que os bons terapeutas trabalhavam, na prática, de modo muito similar independentemente da corrente teórica à qual se filiavam. Ou seja, na realidade, eram terapeutas ecléticos, que atuavam de acordo com procedimentos que transbordavam os limites das doutrinas nas quais haviam sido formados.
Fiquei profundamente impressionado por esse estudo, que era norte-americano, onde a prática parecia ser mais importante que a teoria. Talvez seja pretensão, mas o que gostaria de descrever aqui são as propriedades que considero fundamentais para aqueles que quiserem ser parte do grupo dos bons terapeutas. E a primeira deriva do que já foi escrito: que a vontade de ajudar o paciente, de entender o que se passa com ele seja maior do que o desejo de encaixá-lo dentro das normas de qualquer teoria.


Esse desejo de entender e de verdadeiramente se entender com o outro é o elemento essencial daquilo que se chama de empatia. Não se trata de processo fácil e não é, para a maioria de nós, um fenômeno espontâneo. Trata-se inicialmente de compreendermos a dificuldade que existe na comunicação entre os humanos, mesmo entre aqueles que falam a mesma língua e cresceram numa mesma cultura. Cada "software" é único, já que a partir dos 2-3 anos de idade cada um começa a correlacionar as informações que recolheu por meio das palavras, sendo que esse processo se torna cada vez mais complexo e ímpar, pois o modo como se arranjam os pensamentos não é igual nem mesmo nos gêmeos univitelinos - cujas diferenças, tanto em temperamento quanto em relação a condutas patológicas, têm sido registradas com frequência crescente nas publicações técnicas. Assim, cada um de nós é uma espécie de ilha isolada e a consciência desse caráter único nos dá a idéia de como é difícil tentarmos penetrar na alma do outro. Cada um de nós, por sermos únicos, estamos condenados, no essencial, a uma "radical solidão" (Ortega y Gasset).


A consciência dessa dificuldade na comunicação entre nós e nossos pacientes não deve estar a serviço de desanimarmos. Deve nos alertar para o fato de que empatia não implica em nos colocarmos no lugar do outro levando nossa alma para o corpo dele. Temos que tentar entender como funciona a alma do outro. Temos, como "hackers", que entrar no "software" do paciente para entender como ele opera para melhor detectar deficiências e falhas no sistema dele. Depois temos que "sair de dentro dele" e, de fora, tratar de contar a ele o que é que vimos enquanto estivemos "nele". A verdadeira empatia se baseia na aceitação das diferenças e na tentativa de superação das dificuldades de entendimento entre diferentes.


O que acontece quando conseguimos êxito nesse tipo de procedimento é que o paciente se sente aconchegado, entendido. Se sente menos sozinho! Já estamos diante de uma relação especial que, bem usada, poderá ter grande eficácia terapêutica. Aliás, esse mesmo trabalho cuja referência perdi falava muito da importância dos "fatores inespecíficos" na eficácia das psicoterapias. Os fatores específicos seriam aqueles derivados da teoria e técnica particular que porventura esteja sendo praticada. Os fatores inespecíficos dependem mais que tudo da postura empática do terapeuta e de outras peculiaridades próprias de sua personalidade. Tudo leva a crer que os fatores inespecíficos estão longe de serem irrelevantes quando se trata de avaliar resultados. Assim, além de se familiarizar com uma determinada teoria psicológica - que idealmente deverá ser eclética e aberta a todo o tipo de inovações - e de conhecer procedimentos psicoterapeuticos específicos, o bom terapeuta tem que se preocupar consigo mesmo, com sua evolução como pessoa, com o seu papel, com o que ele vai representar para seus pacientes.


Em verdade estou me referindo a duas questões diferentes: a do chamado "efeito placebo" e a das propriedades psicológicas do bom terapeuta. Algumas breves palavras a respeito do efeito placebo são indispensáveis, uma vez que a atitude positiva do paciente diante da eficácia de qualquer tipo de medicação, fármaco ou qualquer outro tipo de tratamento, parece aumentar muito a eficácia do dado tratamento. Lembro-me, há 30 anos atrás, de um cardiologista querido - falecido precocemente - que veio me contar, impressionado, como o propanolol parecia muito mais eficaz quando ministrado por ele do que por seus colegas que não eram tão entusiastas em relação ao terapêutico dos chamados beta bloqueadores que estavam nascendo por aqueles anos. Era como se fossem dois remédios diferentes, dizia ele: o que ele administrava parecia de melhor qualidade do que o de seus colegas!


Os estudos a respeito de hipnóticos exigem, mais que tudo, controles sofisticados com drogas neutras - os placebos - uma vez que um terço dos pacientes adormecem com pílulas de talco enquanto que o melhor dos hipnóticos adormece dois terços dos insones. Há tendências nos USA de iniciar todo o tipo de tratamento farmacológico para insônia com placebo, uma vez que se resolveria uma boa parte dos casos sem necessidade de medicação eficaz.
Ora, se isso é válido para a medicina em geral, que dizer de sua eficácia nos tratamentos essencialmente psicológicos? É possível que todos os tipos de terapias alternativas, sem base teórica alguma, tenham sua eficácia apenas fundada no otimismo e nas belas palavras proferidas por quem ministra tal tipo de "tratamento". É provável também que o efeito placebo não tenha eficácia no longo prazo e jamais deveria ser visto como procedimento terapêutico por si. Porém, serve muito bem para o início de um relacionamento psicológico, para que se estabeleça um bom clima, um clima de confiança e otimismo que, sem dúvida alguma, aumenta muito as chances de se chegar a um bom resultado, especialmente quando a esse efeito se associa um procedimento terapêutico efetivo e eficaz.


O preparo intelectual e emocional do psicoterapeuta me parece cada vez mais fundamental. Não que eu seja favorável a procedimentos obrigatórios como o da "análise didática" imposta pelas sociedades de psicanálise; mas a realidade é que um bom terapeuta é portador de determinadas propriedades que deveriam ser a meta daqueles que se dedicam a esse ofício. Acho complicado um indivíduo muito pouco consciente de suas peculiaridades emocionais ser um bom terapeuta. Acho improvável que um drogado seja bom terapeuta, assim como um obsessivo-compulsiv o ou um portador de distúrbios da personalidade e precária formação moral. A confiança que um paciente tem que desenvolver em relação ao terapeuta para se sentir à vontade e confidenciar emoções e vivências desagradáveis não são compatíveis com tais características. O bom terapeuta tem que ser pessoa sincera; e espontânea. Tem que se comportar como é. Ou seja, não existe um tipo de terapeuta, um modo de ser terapeuta. O bom terapeuta é aquele que é ele mesmo!Acontece que para uma pessoa poder ser ela mesma tem que estar razoavelmente bem em sua própria pele. Isso não se consegue por decreto. Depende do indivíduo estar em conformidade com seus próprios valores. Ou seja, o terapeuta com boa auto-estima tem que ter, antes de tudo, um conjunto de valores aos quais se refere. Depois, tem que agir e viver em concordância com esses mesmos valores. Creio que esses são os ingredientes fundamentais do que se pode chamar de maturidade emocional e moral, condição indispensável para que o terapeuta não se perca em nenhuma das situações complexas e, por vezes, constrangedoras que envolvem o trato com pessoas nem sempre tão bem consigo mesmas e muito menos em paz com seus companheiros, inclusive com quem está tentando ajudá-lo.


O processo da empatia e eventuais outros mecanismos psíquicos que chamamos de intuitivos deverão, ao menos idealmente, se transformar em fórmulas racionais na alma do terapeuta. Isso para que ele esteja em ótimas condições de dar o melhor encaminhamento a cada situação. Não se trata de possuir fórmulas prontas. Tudo tem que ser resolvido ali e agora também pelo terapeuta. É preciso ousadia. É preciso que não se tenha medo de errar. É claro que ninguém procura o erro e nem se alegra com ele. Acontece que muitas vezes o erro é muito eficiente para o processo terapêutico: falo algo ao meu paciente que o deixa inquieto e insatisfeito - se falei aquilo é porque achei que estava ajudando e dando o encaminhamento adequado à situação; na consulta seguinte ele volta dizendo que não passou bem e começa de novo a relatar a situação que deu origem à minha má interpretação. Na própria forma de recontar sua história o paciente irá me dar a indicação de onde errei, de modo que poderei retomar uma rota adequada e produtiva, o que será imediatamente reconhecida por ele como tal, já que provocará sensação de alívio e bem estar. O paciente não se incomoda com nosso erro a menos que queiramos defendê-lo até à morte, tratando sua discordância como "resistência", o que, na maioria das vezes, é absurdo e óbvia manifestação de prepotência do profissional.


O bom terapeuta é pessoa serena, amadurecida emocional e moralmente, o que significa na prática que tolera bem frustrações e dores, que tem controle sobre suas emoções, especialmente as de natureza agressiva, que é capaz de ousar, errar, reconhecer o erro e aprender com ele, que tem princípios éticos e vive de acordo com eles. Sendo assim, passará a sensação de ser pessoa confiável, elemento indispensável para o bom andamento de uma relação assim íntima e complexa como é a relação terapêutica. Todo aquele que pretenda se aprimorar como psicoterapeuta terá que ter como meta seu próprio desenvolvimento emocional. Costumo dizer que eu sou o meu cliente favorito!


Sempre é bom lembrar que um bom terapeuta é pessoa séria e estudiosa, preocupado em expandir sua formação intelectual, sua base teórica. Terá que ser portador de um cérebro "poroso", o que significa uma capacidade permanente de reciclagem de estar sempre disposto a mudar de idéia se novos fatos - ou mesmo novas idéias - parecerem interessantes e eficientes. Não deve ser um mestre e sim um aprendiz. Deve colocar-se diante de cada paciente como se pudesse esquecer tudo o que sabe de psicologia e estivesse ali para aprender. É o oposto do que fazem quase todos, ou seja, tratar de rapidamente enquadrar o paciente em um dos seus rótulos e compartimentos. O bom terapeuta é bom ouvinte e está permanentemente aprendendo com todos aqueles com quem conversa. Essa é a razão pela qual a profissão pode ser fascinante por longo prazo. Muitas vezes me perguntaram como é que eu agüento trabalhar tantas horas e por tantos anos. Não estaria eu enjoado de ouvir sempre as mesmas histórias? Claro que não, porque minha postura é a da permanente renovação. Não estou atrás do que aquela dada história tem em comum com tantas outras que já ouvi. Estou atrás do que ela tem de original, de própria, de única. E sempre é possível encontrar algo de novo e fascinante mesmo no mais comum dos relatos.

13 março, 2009

Mundo Abundante

Mesmo lá no alto da montanha, onde quase ninguém põe os pés, desabrocham lindas e vistosas flores. É muito provável que tais flores terminem suas vidas sem que nenhum olho humano tenha oportunidade de apreciá-las. Apesar disso elas desabrocham com um belíssimo colorido e exalam agradáveis e envolventes aromas. Podemos encontrar nisso a infinita beleza e o Amor de Deus.
Este mundo não está planejado para atender apenas a necessidades mínimas e limitadas. Existem espaços vazios onde encontramos coisas aparentemente inúteis, sem que no entanto o sejam. Quem não conhece a beleza dessa aparente ociosidade, ou a necessidade de espaço vazio, não pode dizer que seja uma pessoa adulta.

Seicho Taniguchi

11 fevereiro, 2009

O Ciclo do Feminino (Dança, Música e Aromas)

A compreensão das fases e o resgate de ritmos através da dança, da música e dos aromas

Ciclos, fases, ritmos... palavras cúmplices do universo feminino.

Um ciclo é o conhecimento de uma trajetória, como uma volta circular.

Fases. Faces diferentes de uma mesma atribuição. Assim como a lua e a mulher que independente de suas fases (e humores!) manterá sua essência.

E ritmo...  O ritmo é feito de tensões alternadas, como sons e pausas. E assim como as ondas do mar, folhas ao vento ou chamas em fogo, o segredo de um ritmo consiste na organização de suas pausas. Pausas não estáticas, mas sim transições entre uma ação e outra. Sem essa coordenação, não existe forma e a função se perde.
É fácil dar o exemplo de um belo ritmo: tensão e relaxamento contínuas e ritmadas organicamente explodem em êxtase.

Nos ciclos femininos, há pequenos e grandes círculos.
Um grande ciclo existe, por exemplo, em nossa ancestralidade, ligadas pelos ventres de todas as mulheres que aqui chegamos.
Nessa longa esfera estão mulheres sábias, selvagens, fortes, e também mulheres reprimidas, sabotadas, fragilizadas....Muitas faces.... do atributo feminino, cada qual reverberando em nós. Essas mulheres teceram um longo caminho, ajudando a construir quem agora somos!

E quem somos?
Relembrar e SER quem somos é o nosso maior desafio por aqui... afinal também teceremos pela vida essa identidade com cada ação, cada gesto e opção que fará ecoar ao mundo nossos valores. Quem então agora Somos.

E o desafio fica grande, porque tantas vezes seremos penalizadas por não ser, penalizadas pelo medo e pela distância psíquica de nossa origem. Vamos nos ocultar, enchendo-nos de tarefas, adiando, ou na inércia - não se concedendo tempo, nem valor.
E assim em nossa identidade de fêmea vamos enlouquecendo com relacionamentos que não nos valorizam, baixa auto-estima, humores instáveis, tensões pré-menstruais, menstruações doloridas, infertilidade, transtornos na menopausa, enxaquecas, candidíase, tumores e por aí vai com muitas síndromes modernas!

O grande ciclo, nossas origens, ajudam-nos a organizar os pequenos ciclos.

Como então podemos passar pelas memórias deste grande círculo feminino e sagrado? Refazendo contato com a natureza instintiva da psique feminina.

E os aliados desse busca podem ser a dança, a música e os aromas!

No corpo de cada mulher existe uma música, um perfume, uma dança.
Nossas células guardam memórias antigas de danças rituais e celebrativas, que faziam o corpo tocar a alma da grande vida... e numa roda, onde dessa forma a alma da vida também era tocada! Tambores marcavam os diferentes compassos do coração numa celebração ao viver. A música sempre deu luz aos movimentos, fluindo e expandindo os corpos.

As músicas orientais são remotas, uma viagem no tempo...

As danças orientais, como a do ventre, de origem sagrada e propulsora da força criativa – com seus movimentos orgânicos circulares, espirais ou stacatos - fazem "dançar" regiões físicas e psíquicas adormecidas. A força da vida, o equilíbrio, estão no centro. Nos seres está no ventre. Observe o ponto de apoio de animais e bebês: ventre!

A dança do ventre respeita a estrutura feminina em todas suas idades, fases. A dança inclui alongamento, respiração, postura, coordenação e flexibilidade. Em movimentos de ventre, quadris e pelve que irão massagear os órgãos, irrigando em especial os reprodutores, enchendo-os de vitalidade. Os movimentos chegam como troca energética em ritmo pulsante e circular ao tórax, coração, braços e mãos; numa transição sempre rítmica.
A dança do ventre esconde e revela, sublima e expressa, integra presente e passado.

O oriente também sempre foi perfumado... lá foram encontrados os primeiros registros de óleos essenciais.

O olfato, o mais antigo dos sentidos, faz parte da natureza selvagem. Um bom faro é sinônimo de instinto, intuição. Sentir os aromas ajuda a aguçar o sentido da percepção, a inspiração. Os aromas dos óleos essenciais (OEs) recordam, despertam, alegram, elevam a vibração, equilibram. Trazem desde o encanto de uma viagem atemporal até o equilíbrio das diversas fases. Sem contar que toda essência floral é um ser feminino! Doces, elas recordam afeto, presença e envolvimento.

Alguns OEs são bem-vindos para o equilíbrio hormonal, evitando a retenção hídrica típica do período menstrual. No alívio das tensões, dores de cabeça de fundo hormonal e problemas psicossomáticos da menopausa como a ansiedade e a depressão.

- Gerânio (pelargonium graveolens)* - pesquisas mencionam a eficácia do Gerânio na prevenção do câncer de útero e mamas. Um óleo bastante lembrado quando o tema é "proteção". Aproveite para ler também o Festival Gerânio.
- Salvia Esclaréia (salvia sclarea)* - estimula os ovários tonificando e induzindo a produção equilibrada dos hormônios, também valiosa na fase da menopausa. O nome Esclaréia significa "clarus", e é símbolo também de "olho interno", curiosamente o olho egípcio de Horus ou "olho-místico" é atríbuido a clarividência e também a glândula pineal.

A palavra menstruação vem do latim mens, que significa tanto mês quanto lua. Foi através da biologia feminina similar aos ciclos da lua, que se denominou o tempo de um mês. A lua cheia, é conhecida como a lua menstruada, dos excessos, dos mistérios, mas também da plenitude!
Estudos científicos relacionam a glândula pineal como a “formadora de ritmos”, e parte dessa informação viria da alternância de dia e noite, ou seja claro e escuro. Sem falar na influência lunar, que possivelmente através da pineal, exerce um forte magnetismo com as fases femininas. Parece então haver uma relação muito especial por estes óleos, Gerânio e Esclaréia, atuarem como protetores especiais para estas fases.

Muitos outros OEs contribuem para a saúde feminina, vale citar:

Limão: forte ação solvente, e portanto desintoxicante suave do organismo de forma geral.
Camomila *: ajuda a regular o ciclo menstrual e a atenuar cólicas.
Cipreste *: regula o ciclo, principalmente em casos de fluxo intenso.
Erva-doce/Funcho *: similar aos efeitos da Esclaréia, atua como estimulante dos ovários.
Vetiver : tônico do sistema reprodutor.
Rosa *: tônico uterino, alivia sintomas da TPM e cólicas menstruais.
Ylang Ylang *: equilibra os hormônios e a afetividade tonifica útero e mamas.

Como usar: ventre, mamas, glúteos, axilas, abdômen, rins, axilas devem ser massageados em movimentos circulares, diluindo os OEs em óleo vegetal (OV) prensado a frio a 3% (máximo), ou seja 97 partes de OV + 3 partes de OE puro ou sinergia (mistura). Use preferencialmente à noite, depois do banho (os poros dilatados facilitam a penetração dos ativos). Para inalação, pingue 1 gota em um lenço, colar de aromatização pessoal, ou no INSPIRA.

Os aromas, a música e a dança do ventre celebram e comungam com nossas células. No ritmo está o resgate do ciclo perdido, está a compreensão além das fases, tocamos nossa origem.

*Nota : A Sálvia Esclaréia, o Gerânio e demais óleos citados estimulam os ovários. Devem ser utilizados com cautela por quem tem mioma ou endometriose e tenha sido suspensa por medicamentos da menstruação, pois esses óleos regularizam e estimulam a menstruação. Pelos mesmos motivos deve ser evitado por gestantes e durante a amamentação.

Agradecimentos :
À Claudia Parolin, com que tenho aprendido na prática sobre a dança do ventre integrativa, e que faz com maestria uma aula se tornar encanto! Sendo aluna pude descrever por experiência sobre esta arte.

À minha linhagem de mulheres (e de homens também !), pelos quais eu pude chegar aqui!

E aos muitos e sempre cantadores, tocadores, compositores,enfim aos musicistas que fazem nossa alma viajar e nossos corpos expandirem em lindas vibrações! Agradecimentos especiais aos brasileiros William e Sami Bordokan pelo belíssimo trabalho de música oriental!
Milene Siqueira

18 janeiro, 2009

Meditação com Aromas



Essa meditação é inspirada em texto da perfumista Mandy Aftel:


Sente-se em uma posição confortável. Esteja com o óleo essencial ou sinergia escolhida. Inale do próprio vidrinho ou coloque uma gota em um lenço, ou esteja com o Inspira - (acessório para inalação), ou mesmo sinta-o à partir do uso do colar. Em meditação em grupos, pode ser feito um borrifador e aspergir como uma chuva aromática ou colocar um difusor de ambiente, como o aromatizador elétrico.


Inspire profundamente o aroma por três vezes, soltando o ar também pelo nariz.
Mantendo os olhos abertos, imagine sua consciência se dissolvendo dentro do aroma, como se estivesse tocando-o, imergindo nele, fluindo com ele. Quando atingir o ponto de saturação, feche os olhos para se distanciar de todos os sentidos que não seja o olfato.
Deixe-se viajar profundamente para dentro de você, preservando o aroma que escolheu, e toque-o com sua visão dele. 
Construa uma imagem interior da essência - a essência da essência. Imagine-a como um espectro, um animal, uma lembrança, uma música ou uma dança, qualquer coisa que lhe pareça inteiramente representada pela impressão profunda do aroma. Você verá que cada aroma sob o qual meditar cria uma imagem interna e uma experiência meditativa diferentes.
Recomece. Repita as fases exterior (olhos abertos) a interior (olhos fechados) alternadamente, até que sua alma se sinta plena. Depois date e anote suas percepções sobre as meditações.


Esse exercício a ajudará a incutir em sua consciência uma conexão viva com uma essência específica e, através dela, com a dimensão espiritual dos aromas em geral.


Óleos Essenciais, saiba mais : www.aromarte.com.br




Semelhante atrai semelhante - Quando a mente dita regras no jogo da afinidade olfativa

por Milene Siqueira


Quando recebo as pessoas para conhecerem e sentirem os óleos essenciais é sempre surpresa.
É interessante ver a reação sobre cada vidrinho, há repulsas, adorações, lembranças da infância ... às vezes pontadas súbitas na cabeça... rejeições profundas e paixões que parecem nutrir!
Bom, você que não passou por uma experiência olfativa com óleos essenciais, deve imaginar ao ler que há duas classes de cheiros: os em geral bons, e os em geral não tão bons – mas não é bem por aí... há cheiros adoráveis, mas que para alguns são intoleráveis, e vice-versa! Por isso o que é mais encantador é ver as reações antagônicas de cada pessoa sobre um mesmo aroma.
Fico olhando cada vidrinho como a chave de um enigma pessoal, onde a escolha através do sentido olfativo vai revelando sobre a alma alheia.

Também há reações das pessoas adversas ao esperado! Como, por exemplo, tenho visto a Lavanda ou a Camomila que é indicada à insônia e bons sonhos, e para a maioria é bem feliz no que manda a tradição... mas de repente para alguém.... não é isso que acontece, o sono fica agitado, em alguns casos podem até surgir pesadelos!
Trabalhos da mente, toxinas sendo liberadas? Também. E além... vamos tentar entender porque tudo isso acontece...

Bom, primeiro é difícil descrever toda a complexa função que um óleo essencial desempenha sobre as emoções, sabemos pinceladas sobre, deduzimos, sentimos, lemos, e a experiência também vai nos contando a respeito, mas acredito que revelar tudo em palavras sempre será pouco para explicar o que não é tangível, afinal estamos tratando de algo complexo e etéreo... Mais: cada um que faz contato cria sua própria afinidade - é seu aroma pessoal, condicionamentos, experiências... tudo vai criar uma terceira química: a sua própria alquimia.

Mas porque as rejeições?
Eu penso que o mundo perfeito na Aromaterapia, “seria” que gostássemos ou que pelo menos não nos fossem repulsivos os aromas, isso porque não gostar me parece uma forma menos constrangedora de dizer: não aceito.
E portanto não aceitar é não acolher, é como se tivéssemos na mente um muro, pronto a ser erguido em defesa daquilo que ainda não estamos prontos a ser ou a estar.
Se então, minhas vibrações são diferentes daquelas que um óleo essencial traz como mensagem, eu o rejeito, meu corpo vai ter desconfortos para encaixar algo que é de outra formato – e quanto mais diferente, mais repulsivo. Ou melhor - quanto menos minha mente crê em mim daquela forma, mais não quero, não posso ver, muito menos sentir.

Acontecem transformações também, não gosto do aroma, porém começo a fazer uso dele, mesmo sem gostar, e muitas vezes acontece de ser bem sucedido, o início é complicado, mas insisto, e dali a pouco não é que estou até gostando dele...? Ou seja a vibração do aroma encontrou encaixe, porque eu acabo de alguma maneira cedendo espaço interno para a adaptação. Essa permissão se dá pelo meu reconhecimento de suas diferenças comigo, mas sobretudo do reconhecimento das suas qualidades, vou respeitando, me entregando, e isso faz com que eu me abra à sua mensagem e assim acabo me rendendo à ele! Acontece!!


Fazer meditações com a escolha de um óleo essencial que não lhe é tão agradável, pode ser bem revelador!
Essa é uma forma, outra é que os aromas indesejados servem para delatar, pontuar meus limites, porém em trabalho paralelo com a terapia vou me adequando (depende de como cada pessoa lida com as mudanças) a novas percepções, e então começa a haver uma nova postura olfativa, onde aí ele ganha novo sentido e entra em sintonia com essa nova necessidade.

Na maioria das vezes percebo que os bloqueios são bem sabidos por quem os tem, e então os defende, fica uma marca limitadora naquilo que "ainda" não se permite. Quando o aroma que trabalha essa questão entra pelas narinas... o escudo aparece!
Mas tem também as rejeições ligadas a traumas ou cheiros que ficaram estigmatizados, como rosas x funeral, por exemplo. Essa marcação do sistema límbico sempre será superior a origem do cheiro por si, sendo difícil, substituir a lembrança a que ele remete. Mas é possível desassociá-lo removendo sua 'forma'.

E existem preferências, eu gosto mais de..., isso é comum e perfeitamente natural, compreensível e também mutável!

Já recebi pessoas que pareciam necessitar de determinado óleo, porém o rejeitaram, ok, deu para perceber que a sintonia estava bem diferente, e sem que a pessoa desejasse uma mudança. Em outros casos, mesmo que a sintonia ainda fosse outra, o desejo e a consciência em buscar estar em outra sintonia era nítida, assim como a escolha correta pelo óleo que a facilitaria na mudança!

Temos uma ressonância nítida com nossas crenças!
A frase aqui poderia ser com as necessidades. Mas não, é com aquilo que acreditamos. Ao mudar crenças, eu mudo minhas necessidades, preferências, gostos. Me adequo ou me limito.

Então, na prática como é quando alguém me procura para experimentar os aromas?
Peço que a pessoa inale uma quantidade de aromas que vou selecionando. E que vá me relatando suas impressões. O objetivo maior é que ela identifique suas preferências. Escolhemos 2 ou 3 que mais gostou, e peço para que a pessoa utilize via colar, aromatizador, como perfume, óleo de massagem ou medite com ele, a forma de uso segue de acordo com a rotina da pessoa e suas necessidades. Procuramos entender um pouco suas escolhas, como também repulsas, que podem ser informações a serem compartilhadas quando a pessoa está em acompanhamento terapêutico.

A escolha inicial pelos aromas que a envolvem, é simples e natural. É confortável e mágico quando a pessoa reconhece seus eleitos! Estamos assim dando forças às suas qualidades e crenças positivas. Em nova análise pode ser chegada a hora de experimentar novos aromas, inclusive os mais complicados ou pode acontecer da “consciência” olfativa ter modificado. Poderemos então optar por um único óleo ou fazer uma sinergia.

Importante citar também que existem mudanças, assim como alteramos comportamentos, desejos, nossos gostos pessoais vão nos acompanhando nessa trajetória, isso pode variar em meses, anos, semanas, depende de como cada um faz escolhas ao longo da vida, e o sutil cheiro da nossa pele também se modificará – tudo é holístico – e uma mudança, pequena que seja, altera o todo. E veremos pessoas com a mesma postura por toda uma vida, essas provavelmente irão gostar por longo tempo das mesmas coisas e portanto dos mesmos cheiros!


Nota : Com perfumes, a relação de afinidade descrita é bem parecida, porém muito do que há disponível nas prateleiras das perfumarias é sintético, ou com pequena parcela de óleos naturais. E quando tratamos de óleo essencial, estamos descrevendo sobre essência natural e pura, e portanto do código genético que a Natureza assim criou.

08 janeiro, 2009

Começando 2009 !

2009 começa ... saudações a um ano de muita paz e sorte - que assim seja !

Falando um pouco do fim de ano... como de costume passo o Natal na casa de meus avós em Engenheiro Passos no Rio, pra lá sempre levo um livro para ler, além de estar lá, eu adoro o açúde que tem em frente a casa, que quando pequena brincava na água com meus primos, de uns tempos pra cá a água não é mais tão limpa e é proibido entrar nela. A prefeitura cercou o espaço, colocou um bar, umas churrasqueiras e banquinhos e mesas. E é engraçado porque nunca se vê ninguém por lá. Se o tempo está bom, eu vira e mexe dou uma escapadinha para aquele lugar, me jogo na grama e fico olhando para o céu, ouvindo o barulho da água cair, o verde ..., ou sento no banquinho em frente e leio. Ano passado me dei conta de uma coisa muito triste...o homem que fica no bar tinha uns 4 passarinhos em gaiolas... meu Deus como pode ? Primeiro : como pode alguém aprisionar um pássaro que foi feito para voar ? Segundo: sentar ali em frente ao açude por 5 minutos que seja, é uma explosão de pássaros alegres que passam voando, dando rasantes na água, brincam e cantam, numa alegria total em ser livre ! Ou seja nunca existiu contemplação pelo dono do bar e nem de ninguém que tenha pássaros trancafiados, infelizmente nem de meus avós que lá na casa tem 2 em gaiolas, eu até ignoro para não me aborrecer... ! Bom, esse ano no açúde não tinham passarinhos, roubaram ! E tomara que os ladrões tenham libertado os pássaros, tá acho que é meio improvável, mas quem sabe sejam ladrões mais contemplativos...

Falando em livro...tô lendo Essências e Alquimia de Mandy Aftel, encantador livro para quem curte a alquimia dos óleos essenciais ! Vale a pena.

18 dezembro, 2008

Desejos para 2009...





Esse fim de ano estou usando a imagem do Cristo numa imagem reflexiva, calma, bonita, serena, contemplativa.... O braço esquerdo detém o braço direito, como quem se compreende pela necessidade do momento da não-ação, que me fez lembrar a preciosa mensagem Zen do fazer sem fazer....
E lembrando uma mensagem da revista Bons Fluidos de algum ano..., que desejava presentes tão simples
e de verdade tão raros, elaborei minha mensagem com desejos para o próximo ano...

À ti, desejos raros ...

Tempo, silêncio, contemplação, compreensão.
Ter tempo. Tempo para cumprir compromissos e sonhos. Tempo para aprender, tempo para ensinar, e ainda ter muito tempo para o nada..., sim : o nada !

O nada do silêncio, neutro e nutritivo. O silêncio aqui desejado é aquele que a mente se aquieta e as intuições afloram, enriquecem a vida, prolongam o tempo !

Contemplação. Para contemplar é preciso harmonia, centramento, estar nutrido.
Contemplar é poético, acalma, nos silencia. Contemplar também é compreender com a alma.

Onde há compreensão intrigas não brotam, as raivas ganham um entendimento que muda
o sentimento, enobrece. Ter compreensão é amar, e penso que seja um dos caminhos do equilíbrio...

***

Aos meus amigos, familiares, clientes e colaboradores um excelente Natal
e que venha um 2009 de luz, consciência, saúde e serenidade na paz do Cristo,
e todos meus desejos acima repletos também de muito amor.

Com cheiro de olíbano e de pinheiros,
Milene

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