26 abril, 2015

Acorde, tem um desconhecido mandando na sua vida!


 Torcendo para que seja hoje o início ou a continuidade - através do conhecimento e não pela dor -  do seu despertar!
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Por Victor Lisboa em Papo de Homem – 17/12/2014

Vivemos semi-despertos e nosso inconsciente toma muitas das nossas decisões. 

Como sair desse estado?


O Experimento Bargh


O modo como você anda, o quão persistente você é, qual seu nível de egoísmo e até mesmo o que você comprará no supermercado: sinto muito, mas quem decide essas coisas banais e outras tantas mais importantes não é você.
Em 1996, o psicólogo John Bargh realizou um experimento simples mas de implicações perturbadoras. Ele dividiu voluntários em dois grupos e pediu que formassem frases com palavras dadas por sua equipe. Mas um dos grupos tinha uma peculiaridade: sem perceberem, algumas dessas palavras eram relacionadas à velhice (esquecido, careca, ruga, etc). Em seguida, Bargh pedia que todos os voluntários caminhassem até outra sala, mais distante, informando que lá haveria mais testes, e cronometrava secretamente o tempo que levavam no percurso.
Por incrível que pareça, os voluntários do grupo com palavras associadas à velhice caminhavam mais lentamente que os do outro grupo, como se fossem idosos. Posteriormente, todos os voluntários disseram não ter percebido as palavras relacionadas à velhice e tampouco notado algo de pouco natural no seu próprio jeito de caminhar.
O teste foi repetido várias vezes, com rigor científico, e o resultado foi sempre o mesmo.
Até então, a ideia de que mensagens subliminares (no sentido de informações apenas percebidas pelo inconsciente de alguém) fossem capazes de realmente orientar o comportamento humano era uma espécie de “lenda urbana” da psicologia. Mas, a partir do experimento de Bargh, novas experiências foram desenvolvidas para apurar a extensão desse efeito de mensagens associativas no comportamento humano mais básico.
Em 2006, uma equipe de psicólogos publicou os resultados de um experimento chamado The Psychological Consequences of Money (“As Consequências Psicológicas do Dinheiro”). Essencialmente, se tratava de um experimento semelhante ao de John Barg, mas com palavras e símbolos relacionados ao dinheiro, que os participantes não percebiam, mas eram repassadas ao seu inconsciente.
Nesse caso, os pesquisadores constataram que os membros do grupo que receberam anteriormente mensagens subliminares associadas a dinheiro persistiam o dobro do tempo na tentativa de resolver um desafio lógico-matemático de difícil solução. Por outro lado, esses mesmos participantes se mostravam muito mais egoísta quando se tratava de ajudar os colegas, ainda que a ajuda não os prejudicasse.
Ou seja, quando as pessoas estão rotineiramente submetidas a um contexto social em que o dinheiro é um assunto onipresente, elas se tornam mais determinadas, mas ao mesmo tempo mais individualistas.
Também em 2006, outro experimento demonstrou que um grupo de pessoas orientado a pensar em atos vergonhosos de seu passado antes de participar de um jogo de palavras tendia a escolher, no jogo, palavras associadas com limpeza. Esse teste progrediu para outro em que parte dos voluntários deveriam imaginar estarem praticando um homicídio – tal grupo, em uma posterior simulação de compra no supermercado, adquiriu mais produtos de limpeza (sabão, detergente, etc.) que os demais participantes.
A um resultado semelhante chegou o mundialmente aclamado neurologista António Damásio. Em 1996, ele desenvolveu uma série de testes que comprovaram que o ser humano não toma decisões racionais mesmo que o contexto exija racionalidade. Segundo a pesquisa de Damásio, tomamos decisões inconscientemente motivados por emoções e, disfarçando esse fato para nós mesmos, criamos justificativas aparentemente racionais para essas escolhas. Quando questionados, os indivíduos sinceramente afirmavam que sua escolha foi pautada por considerações racionais, mas Damásio desenvolveu uma espécie de jogo capaz de revelar quando, na verdade, as decisões eram tomadas por emoções.
Dezenas de outros experimentos similares estão sendo documentados nos últimos tempos, todos realizados e repetidos o número suficiente de vezes para serem validados segundo criteriosos parâmetros científicos. E em todos eles, os participantes afirmaram ao final não terem percebido as mensagens subliminares que influenciaram seu comportamento.
Todas essas pesquisas demonstram, de forma sólida e objetiva, que o pilar central das teorias psicológicas tradicionais realmente existe. Não se trata de uma pressuposição abstrata, sem fundamento: o inconsciente, aqui entendido como uma parte de nossa psique que escapa ao controle da nossa consciência, tem o poder de, frequentemente, dar a última palavra em relação ao nosso comportamento.
E a conclusão final desses experimentos bem resumida por Daniel Kahneman, psicólogo que ganhou o Nobel de economia por desenvolver uma teoria que estuda a tomada de decisão humana inclusive sob o enfoque econômico: gostamos de pensar que somos senhores de nossas atitudes e decisões, mas é um estranho quem conduz nossas vidas.
Após falar de algumas dessas pesquisas em seu aclamado livro Rápido e Devagar, Kahneman arremata: “você acabou de ser apresentado a esse estranho que existe em você mesmo, que talvez esteja no controle sobre grande parte do que você faz, embora você raramente vislumbre isso”.
E esse estranho é manipulável, facilmente influenciável. Um político habilidoso, uma agência publicitária ou mesmo um líder religioso que souber puxar as cordas certas será capaz de conduzir o seu destino como o de um marionete, por mais que você não admita isso, por mais que você se julgue especial e diferente de seus contemporâneos.
E tudo isso porque você está dormindo, neste exato momento.
Acorde.

Gurdjieff e o sonho acordado


O armênio George Ivanovich Gurdieff faz parte daquele grupo de loucos geniais do século XX, que misturavam insights reveladores com pirações às vezes perigosas, grupo ao qual pertenciam figuras como Colin Wilson, William Reich, Aleister Crowley, Jodoroswki e tantos outros doidos de variado grau de periculosidade social. Sabendo separar o joio do trigo, a teoria maluca das ideias proveitosas, podemos aprender um bocado com Gurdjieff.
Para ele, estamos sempre adormecidos, seja durante o sono noturno, seja com os olhos abertos ao longo do dia, ocasião em que nos iludimos de que estamos totalmente despertos.
Para entendermos o que ele quer dizer, precisamos compreender alguns aspectos elementares dos sonhos. Quando dormimos à noite, ficamos apenas parcialmente e não completamente isolados do mundo externo, sem perceber o que ocorre lá fora. Afinal, fechamos nossos olhos para dormir, mas não nossos ouvidos e os demais sentidos de nosso corpo.
Então, às vezes, percepções do mundo real vazam para dentro de nossos sonhos, e nós incorporamos esses estímulos ao que sonhamos no momento. Todos nós já passamos por esse tipo de experiência. Às vezes, sentimos sede e sonhamos que estamos bebendo água. Dentro de nosso sonho um carro buzina, um telefone toca ou alguém nos chama pelo nome, e logo em seguida despertamos para descobrir que no mundo real um carro estava mesmo buzinando, nosso celular realmente tocava ou alguém de fato tentava nos despertar.
Isso ainda acontece quando estamos supostamente acordados, pois em certo sentido ainda continuamos a sonhar, e quem sonha de olhos abertos é alguém chamado “Ego”.
E o ego sonha porque tende a organizar todas experiências do mundo em torno de si, como se tudo o que ocorresse tivesse ele, direta ou indiretamente, como protagonista, como personagem central para o qual todas as coisas, todos os eventos, convergem.
Assim, a única diferença entre estar dormindo e estar acordado seria apenas do grau de profundidade do ato de sonhar realizado pelo Ego. Isso porque os sonhos são formados por fragmentos de estímulos do mundo lá fora e por elementos que estão em nosso inconsciente. Há, por assim dizer, uma mistura de realidade e de subjetividade.
Durante o dia, a quantidade de percepções do mundo lá fora que vazam para esse nosso “sonho” é muito maior, e o Ego se encarrega de ajustar todos esses estímulos exteriores para formar uma narrativa coerente que confundimos com a realidade, mas que não passa de algo imaginado – pois, no centro da narrativa, nós somos os protagonistas e a verdade é que o mundo existe, as pessoas vivem e as coisas acontecem independentemente de nossa existência.
Vamos lembrar do exemplo da buzina e do celular. Quando estamos acordados, percebemos a realidade ao nosso redor, e estamos conscientes quando um carro buzina ou toca nosso celular. Podemos, assim, interagir com o mundo lá fora.
Porém, para Gurdjieff, não percebemos os estímulos externos tais como são, mas os selecionamos e os interpretamos conforme nossa perspectiva de Ego que está em parte acordado e em parte sonhando.
Da mesma forma como, enquanto dormimos à noite, a matéria de nosso sonhar é o conjunto de elementos pertencentes ao inconsciente somado a algumas percepções da realidade, enquanto estamos acordados durante o dia essas percepções, mais numerosas, são misturados pelo Ego condicionamentos da infância, traumas, preconceitos, desejos frustrados, temores, expectativas e pressuposições sobre como gostaríamos que as coisas fossem.
Para explicar esse processo, há um conceito muito útil formulado pela psicologia. Trata-se do fenômeno da projeção. Assim como um antigo projetor de cinema projeta na tela branca cenas de um filme, da mesma forma nosso Ego projeta nos acontecimentos suposições e circunstâncias que não são reais, mas que correspondem, de forma por vezes simbólica, ao que está dentro de nós e que somos incapazes de reconhecer conscientemente.
Estamos parcialmente dormindo nesse exato momento justamente porque nosso estado de semidespertar é repleto dessas projeções.
Esse é o motivo pelo qual, muitas vezes, um pequeno incidente no trânsito acaba em violência desproporcional. Também é a razão pela qual uma rivalidade entre torcidas de futebol pode ser a dar lugar a um homicídio, ou um pequeno desentendimento entre familiares ou amigos pode resultar num grande desentendimento, com todos magoados de forma incompreensível.
Matar por um time, agredir por causa de um pedaço de metal motorizado ou magoar-se por um incidente minúsculo: fatos insignificantes que resultam em grandes tragédias. É que, envolvendo os fugazes e pouco relevantes eventos da vida real, há camadas e camadas de projeções resultantes de nosso estado semidesperto.
Nesses casos e em muitos outros, quem discute, agride ou se magoa não está realmente enxergando o outro ser humano na sua frente, mas uma mistura da outra pessoa com uma projeção de algo que existe apenas na sua cabeça. Porém, como sonhamos acordados, julgamos ter existência concreta coisas que estão apenas em nossa mente. É assim que nosso Ego mantém uma narrativa coerente, mas falseada, sobre sua importância no mundo.
Mas se a diferença entre nosso sonho noturno e nosso sonho diurno está apenas no grau em que os estímulos internos vazam para nosso sono, há algum modo de realmente despertar?

E como despertar?


Para Gurdjieff haveria, ao lado do adormecer noturno e do “sonambulismo” diurno, um terceiro estágio de consciência. Esse seria o estado de pleno despertar.
É dessa forma que o bigodudo armênio definia o conceito oriental de “iluminação” e seus equivalentes ocidentais, como a “beatitude”: não haveria nada de místico nesses estados, o iluminado não seria alguém que atingiu um nível de espiritualidade superior. Quem se ilumina simplesmente acordou no sentido de não misturar e confundir as coisas do mundo real com elementos do seu mundo subjetivo – a vida lá fora não é mais uma tela branca na qual seu ego projeta, sem perceber, conteúdos que estão aqui dentro. Ele reconhece as coisas tal como são.
Essa, curiosamente, era a visão que outro maluco beleza, Wilhelm Reich, tinha sobre a personalidade de Jesus Cristo. Para Reich, não se tratava do “filho de Deus”, e tampouco de um alienígena ou ser de alguma forma espiritualmente distinto dos outros humanos. Ele teria sido apenas um homem que despertou mais do que seus contemporâneos, e seu assassinato não começou no momento da crucificação, mas quando seus discípulos passaram a tratá-lo como uma espécie de divindade, deturpando suas palavras.
Nesse caso teríamos, na história de Cristo, um ensinamento importante a tirar. Quando chegamos a esse terceiro estágio, a essa experiência de um maior despertar, aqueles que ainda estão dormindo e sonhando projetam em nós o conteúdo de seu sonho: não nos entendem e tampouco nossas palavras, então nos tratam como se fôssemos seres espiritualmente superiores. Isso é uma estratégia defensiva com a qual o Ego impede que possamos ir mais além e superá-lo. Afinal, se aquele sujeito que fala coisas maravilhosas não é como nós, mas sim uma criatura de natureza divina, estamos dispensados do compromisso de chegar ao estágio em que ele se encontra.
Mas no momento em que despertamos, já não nos enganamos mais e somos capazes, ao menos em parte, de reconhecer o mundo e as coisas tal como de fato são. Percebemos a realidade dentro da modesta capacidade de nossa consciência, mas essa capacidade está disponível em sua potencialidade mais plena pois não está contaminada por conteúdos do inconsciente. Estamos acordados e possuímos a noção mais precisa possível dos estímulos externos, de modo a perceber a complexidade e ambiguidade de cada situação ou ser com que entramos em contato, e a dificuldade peculiar de adaptá-los nas categorias mentais que nossa mente formula.
Mas ainda não chegamos ao que importa: há algum modo de não sonharmos mais?
Nesse ponto, a primeira atitude mentalmente saudável é abandonar qualquer tipo de obsessão pela ideia de “despertar”. Gurdieff era, em grande parte, obcecado com a noção de que podíamos atingir uma consciência mais plena, e exigia incondicional adesão de seus discípulos que deveriam fazer exercícios diários de atenção para não se deixar “adormecer” no cotidiano.
Porém, um dos segredos da vida que nos poupa de sofrimento desnecessário é não exigir de si um desempenho de perfeição a 100%. Admitir que a natureza humana é falha e que graus menores de sucesso, atingíveis sem o sacrifício de nossas relações humanas, são possíveis, é a atitude mais recomendável.
É por isso que se começarmos com uma compreensão de que qualquer pequeno despertar diário, por menor que seja, já é uma vitória, estamos no caminho certo. Seremos capazes de nos desculpar e compreender quando nos apanharmos dormindo diante de uma situação, projetando no mundo real o que é “sonho” de nossa mente, e seguiremos um trajeto suave, sem atritos e obsessões, para um caminho de melhor qualidade de vida.
E qualidade de vida é uma palavra importante, pois deixa claro que, nesse tópico, o fundamental é ser prático e não filosófico. Não queremos chegar a um estágio de superioridade metafísica – queremos é viver bem e reduzir o sofrimento dos seres ao nosso redor. Isso porque ainda não respondemos claramente como chegar a um maior despertar.
Ocorre que a segunda atitude mental saudável é não se deixar prender a qualquer filosofia ou doutrina específica que nos sirva como forma de despertar. Pois ao lado do risco da “obsessão”, também há o risco de “fanatização” com uma das variadas doutrinas e técnicas que podem nos fornecer para deixarmos de dormir acordados.
Porque há, sim, vários métodos capazes de servir como via para um maior despertar. O grande truque é considerarmos todos esses métodos e doutrinas como instrumentos, úteis dentro de determinados limites e contextos, e não como verdades absolutas que trazem a panaceia para nossa situação.
E se adotarmos essa postura, praticamente quase todas as atividades de desenvolvimento humano, da Yoga à prática de nosso esporte favorito, tornam-se ferramentas para o despertar.
Dito isso, uma das práticas mais antigas e eficientes para começar a trilhar o caminho de um maior despertar é a meditação. Por assim dizer, a ela é uma “tecnologia de despertar” desenvolvida no Oriente. Há, na verdade, vários tipos de meditação, e a experiência de cada uma delas é tão particular que é como se fosse uma roupa que se ajusta à cada pessoa conforme suas particularidades. Mas todas induzem, de uma forma ou de outra, nossa mente a ficar mais atenta aos seus processos internos e à relação com o mundo externo.
E modernamente, arrisco dizer que o Ocidente desenvolveu modernamente sua própria tecnologia de despertar, embora sobre ela ainda recaia muita incompreensão e acusações injustas, em grande parte vindas de pessoas que jamais tomaram o cuidado de realmente estudá-la com a profundidade e atenção que ela existe, e que confundem o mapa com o terreno que ele tenta representar. Trata-se da psicanálise, que se desenvolveu muito após o passo inicial dado por Freud (e as principais críticas de leigos voltam-se muito a esse fundador, ignorando o que foi revisto e reformulado ao longo de um século) e que nos auxilia a compreender até onde a nossa percepção do mundo circundante é afetada e mesmo falseada por elementos internos.
Existe, assim, um ponto de encontro entre a prática oriental da meditação e o procedimento ocidental da psicanálise. Seja pelo treino da desindentificação entre a consciência e os pensamentos (meditação), seja pelo trabalho de reconhecimento da representações emocionais/simbólicas (psicanálise), ambas as experiências partem de pontos díspares (a meditação, do treino da consciência; a psicanálise, do labor com o inconsciente) para atingir um objetivo comum: a habilidade de distinguir o que há de real daquilo que há de onírico.
Um mundo com pessoas mais despertas é um mundo de pessoas mais amorosas em suas relações e mais responsáveis em seus atos. Quem acordou um pouco mais do sonambulismo diário é capaz de ter a abertura necessária para construir uma sociedade realmente evoluída, em que o centro de nossas decisões não é o ego, mas o bem estar coletivo.
Fazemos, por fim, amizade com o desconhecido que há em nós e que comanda nossas vidas. Trazemos ele à luz, reconhecemos os seus objetivos confusos, medos ocultos e desejos inconfessos. E ele se torna menos manipulável, menos cego em seus passos. Na verdade, ocorre a fusão entre nós e uma parte de nosso ser que ignoramos. Por fim, abrimos nossos olhos um pouco mais, pois eles estão fechados neste exato momento, e sonhamos sem perceber.
Portanto, despertemos.



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23 abril, 2015

Ao amor que sempre ama...



"Se alguma vez tua alma amou é porque o amor amou através dela, o mesmo amor que ama através de todos os seres e de todas as coisas, a tela universal que interconecta tudo e todos.

É uma realidade da qual te tornas consciente quando teu orgulho se cansa e desiste de ser maior, quando tua vaidade se cala e dá passagem, por pura vergonha de continuar falando bobagens e percebe o ridículo.

Evita o ridículo, todos os dias ergue as mãos e oculta teu rosto na terra preparando-te para o momento de entregar-te ao que te torna quem Tu é de verdade, um ponto de interconexão, de distribuição, de glória, de verdade, de beleza.

Quando Tu amas não é Tu que amas, é o amor que ama como sempre amou, como ama e continuará amando para todo o sempre" 

Oscar Quiroga  (Lua Nova em Áries)


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09 março, 2015

8 de Março, 2015

(tenho reprisado no FB alguns trechos do Blog como este!)



Permita-se ser pequena (grande espaço de silêncio). Apenas responsável por você e sua vida. Nada de maravilhosa, nada de forte. Também não precisa ser mais rígida. Deixe sair a rigidez, “o ter que carregar o outro”, como se ele não tivesse a própria força. Permita agora que o outro tenha a própria força. Permita que o outro possa fluir e ocupar esse espaço. Permita-se a sensação de sentir-se desnecessária, sem uso, preguiçosa… (risos), desocupada. Permita-se não fazer. Permita que o outro faça por você, de vez em quando. E receba! Se abra para receber! E agradecer.
Theresia Maria Spyra

Que tenha sido mais um dia das mulheres maravilhoso, abençoadas pelo manto azul! Um bom descanso...



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23 fevereiro, 2015

Valente - Costurando relações.


Como li neste artigo esses novos filmes da Disney deixaram o amor do príncipe encantado de escanteio e focaram na força do Feminino e dos laços familiares e de amizade. Frozen, Malévola e Valente são bons exemplos de fato.

Mas Valente fala de uma relação feminina especifica e muito especial, a de mãe e filha.



Divertido, Valente é um filme de amor próprio - onde pela primeira vez na história dos contos de fada, uma princesa irá disputar pela sua própria "mão". 

Valente conta a história da ruiva Merida, e fala sobre o feminino selvagem, de ser dona de si e de seu destino. 

E ainda mais relevante é mostrar em Valente a relação mãe-filha. Do conflito constante do ideal de uma geração passada com o ideal próprio de uma nova geração. 
Das escutas. De querer ser ouvido, mas também de aprender o mais difícil, a ouvir.

E Valente ousa de uma forte simbologia, similar ao que se denomina de "movimentos interrompidos" nas Constelações Sistêmicas. A força que existe em um rompimento de fluxo energético familiar. Tão importante e poderoso que no filme exemplifica como a dar continuidade a um "feitiço", ou de desfazê-lo!

E sim como todo filme de final feliz este também encontrará a raiz do problema, e literalmente irá "costurar" a relação, mas não sem antes passar por todo um reconhecimento e entendimento necessário. E curioso (mas certamente não ao acaso) que para que este entendimento ocorra seja usada a imagem do urso, a que relacionamos sentimentos de carinho e proteção!

Definitivamente Valente é bem mais que um filme infantil!





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11 fevereiro, 2015

Conecte-se ao Seu Coração!

Uma das proezas de todo óleo essencial é nos ligar ao nosso coração, deixando de lado a controladora mente. 
Este artigo que está no almanaque Wicca 2015 da editora Pensamento (e que corresponde ao trecho do livro Iniciações de Luz dos Pleidianos de Christine Day) -   fala desta conexão de forma consciente. É tão bacana seu ensinamento e tem uma vibração tão boa que o compartilho aqui:


Ligue-se ao Seu Coração


Uma das lições mais incríveis que aprendi na minha jornada espiritual é que o meu coração é uma passagem direta para a sabedoria divina. É por meio do coração que conseguimos receber as orientações intuitivas do nosso Eu Superior. Mas como você pode se ligar ao seu coração e ao fluxo de luz do seu Eu Superior? Você precisa começar a construir uma nova relação com o seu coração.

Até hoje, a sua maior ligação é com a mente. A mente tem sido o seu guia na vida, controlando todos os seus atos e determinado todas as suas escolhas. O problema é que a mente é extremamente limitada; a motivação dela é manter você no modo "sobrevivência". Quando você está no modo "sobrevivência", toda a sua motivação no momento de tomar decisões deriva do medo (Se eu deixar este emprego que detesto, não sei se arranjo outro melhor...), da mentalidade de falta (Se eu tivesse um amor, seria muito mais feliz...), e da ideia de que a vida é uma luta, e essas motivações estão totalmente ligadas à ilusão e aos dramas desta nossa realidade tridimensional. Quando está no modo "sobrevivência", você não está ligado à sua intuição, que vem do seu Eu Superior. Isso significa que, para que possa realmente ter uma conexão com o coração, você não pode se dar ao luxo de permitir que a mente tome as decisões por você. A mente é totalmente baseada no medo, e ele vai afastar você de qualquer coisa que ele acredite ser arriscada. Um exemplo bem básico: desde pequeno você tem talento para a música (seu coração falando). O seu maior sonho é criar uma banda e ser músico profissional. No entanto, a sua mente lhe diz que nunca vai ganhar dinheiro desse jeito. Que é melhor ir pelo caminho convencional , mais seguro, e se dedicar a algo mais lucrativo. Mas o mesmo acontece em situações mais corriqueiras. Por exemplo, o seu coração lhe diz que não deve confiar em determinada pessoa, mas a sua mente, guiada pelas aparências, argumenta, dizendo que ela parece tão simpática e solícita que certamente tem boas intenções. Porém, depois de algum tempo, você constata que essa pessoa na verdade estava tentando enganar você.

Para se alinhar com a verdade (a sua e a das outras pessoas), você precisa estar conectado com o seu coração, que está alinhado com a Verdade Universal. para viver bem e avançar no seu caminho espiritual, você precisa estar preparado para confiar no seu coração e no fluxo da vida. E saiba que você pode confiar no seu seu coração para levá-lo aonde precisa ir, pois ele está diretamente ligado à luz do seu Eu Superior. Quando você se liga ao coração e vive com base nele, pode ter certeza de que está sendo cuidado em cada momento da sua  vida, pois você está sendo guiado pela luz do seu Eu Superior. Você pode confiar nessa orientação para cuidar de você. Isso é verdadeiramente tomar de volta o seu poder!

Sua conexão com o coração leva a você entrar em contato com os sentimentos, e os sentimentos propiciam a cura nos níveis físico, emocional e espiritual. Quando começa a sentir o que está em seu coração, você se volta para o momento presente e se pergunta: "O que estou sentindo agora?" Quando os sentimentos vêm à tona e o coração começa a se expandir, você se sente mais vivo e mais ligado ao seu coração.

Os sentimentos são a chave para a maioria de suas experiências. Se você estiver disposto a olhar seus sentimentos de frente quando estiver passando por uma situação difícil e, em seguida, respirar, você vai vai perceber que a dor da experiência em si vai diminuir de intensidade, porque você estará ligado aos seus sentimentos e com a sua verdade. Quando você se conecta com o coração, sente a clareza do momento, e chega a uma nova compreensão. Então, pare e respire, levando o ar para dentro do seu coração quando estiver numa situação difícil. Diminua o ritmo. Reserve um momento para ficar consigo mesmo. Quando surgir uma situação difícil, não tente enfeitar os fatos ou olhar para outro lado, de maneira a não ver o que lhe causa dor ou para não sentir a sua dor emocional. Respire e sinta-a.
Quando se liga com a dor emocional guardada no seu coração e a dissipa, você consegue se conectar de forma mais completa com a sua alegria interior, que é uma parte de quem você é. Quando reprime a dor, você reprime automaticamente a alegria. Você veio a este mundo para experimentar a alegria e as maravilhas que estão aqui neste plano terrestre, para se conectar aos outros seres humanos através do coração, e de viver uma  união sagrada com todas as coisas vivas. Seu coração precisa estar vivo para passar por essas experiencias. Estar vivo é isto: sentir e ser uma parte de toda a força vital e viver a verdadeira paixão. Viver verdadeiramente é sentir - sentir e respirar, através do coração, conectando-se naturalmente com a luz do Eu, assumindo o seu lugar, e permitindo que o Universo o sustente em verdade e amor. Quando o seu coração começa a se abrir, você começa a se abrir, você começa a ser plenamente capaz de receber, e então você pode se abrir para o seu direito natural à abundância em todos os níveis. Você passa a ter um forte sentimento de propósito e começa a se sentir apaixonado pela vida. 

Há uma sensação de liberdade e uma profunda experiência de amor, e você passa a ser nutrido por esse amor, abrindo-se para todos os seres vivos.

Depois que você esta está no fluxo natural de sua própria luz, tudo mudo na sua vida cotidiana. Não há luta, e você  age com liberdade no dia a dia. Há um sentimento de calma interior. É quase como se você vivesse nadando contra a corrente, e de repente se visse livre para descer corrente abaixo, sem nenhum esforço. Essa mudança é você seguindo o fluxo natural do seu Eu, e conectando-se com o amor que existe dentro de você mesmo.


Fortalecendo o músculo do coração (resumo):


  • Leve a sua mão ao coração físico
  • Traga a sua consciência para a  pressão da sua mão sobre o peito.
  • Respire; abra-se para "Este é o MEU coração". Inspire.
Não há drama dentro do coração. Conecte-se sempre à ele, e diga "Seja Feita a Tua Vontade".







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23 janeiro, 2015

Malévola


Seu nome é Malévola, a mais forte das fadas.


Adorei Malévola. Só queria que tivesse tido esta versão quando eu era pequena! snif... O filme me pareceu de fato como a história velada durante toda minha infância... rs

Essa ideia de bem e mal que ao fim não disputa mas que age como frequências, e que se integra, que tudo!

Há considerações psicológicas interessantes, mas o melhor é ver, perceber, sentir, surpreender-se.






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08 janeiro, 2015

Respiração Abdominal

No mecanismo respiratório, o músculo que separa o tórax do abdômen desempenha papel relevantíssimo. Se você se deitar de barriga para cima poderá observar como o abdômen sobe e desce ao ritmo respiratório. Funciona, o diafragma, como uma membrana. Quando desce, intumescendo o abdômen, arrasta consigo a base do pulmão, aumentando o volume interno deste, o que produz a sucção do ar. Isto é a inspiração. 

Na expiração, dá-se exatamente o contrário: o diafragma, levantando-se, comprime os pulmões, expulsando o ar. Este mecanismo, tão bonito e tão sadio, com a vida sedentária, desgraçadamente, vai-se perturbando, até quase desaparecer na maioria das pessoas maduras. É como se o diafragma morresse aos pouquinhos. Resta, no fim, tão-somente a respiração com a parte superior dos pulmões. Mesmo entre atletas tal fato se dá. Quando querem respirar fundo para voltar à calma, levantam os braços, comprimem e intumescem de ar somente o terço superior do órgão. Fazem exatamente o oposto do que o Yoga ensina e que é a forma ideal de respirar. O atleta ocidental inspira estofando o peito e encolhendo a barriga. O yogi inspira projetando discretamente a barriga, puxando para baixo o diafragma, enchendo, assim, não somente o ápice mas também e, mesmo antes, a base do pulmão, que é a zona mais rica em alvéolos, portanto a mais importante para a economia vital.

A morte do diafragma paralisa a movimentação da parede abdominal. Esta, por falta de exercícios, definha, não podendo mais sustentar em seus devidos lugares as vísceras, que se dilatam e caem sob a solicitação da gravidade. E a velhice muito cedo chega, com a gordura que se acumula enfeando a barriga. A visceroptose, este deslocamento das vísceras, é corrigida mediante a respiração diafragmática que você vai aprender daqui a pouco.
A respiração ocidental nega ao organismo um tesouro de benefícios decorrentes da massagem automática e natural que a respiração diafragmática promove nos órgãos internos e nas glândulas, a par de que, do ponto de vista quantitativo, trabalhando apenas com um terço do pulmão, reduz proporcionalmente a "capacidade vital".
A respiração diafragmática tem sido utilizada no tratamento de moléstias cardíacas. Ela massageia com brandura e naturalidade o coração. O professor Tirala, de Wiesbaden, é o pioneiro neste tratamento. No restabelecimento do presidente Eisenhower a respiração teve papel significativo.

Massagem igual a que recebe o coração, todas as vísceras recebem. No caso dos intestinos, ela é particularmente benéfica, curando a prisão de ventre, contribuindo assim para livrar o organismo das massas putrefatas.

Rejuvenescimento progressivo é outro dividendo que seguramente se recolhe. A respiração abdominal também é utilizada como elemento principal em regimes de emagrecimento. Atuando diretamente nas causas da obesidade, é o mais definitivo e sadio método de emagrecimento.

Depois de tudo isto saber, o leitor pode estar ansioso pelo "mapa da mina", isto é, a técnica da respiração diafragmática. Vamos a ela:

Antes de qualquer outra coisa, faz-se imprescindível restaurar os movimentos naturais do diafragma, perdidos em massas de gordura, sufocados por cinturões apertados, esmagado por vísceras crescidas. Sem este exercício preliminar, nada pode ser obtido e nada deve ser tentado.

A) Ativação do diafragma
Trata-se de exercício puramente mecânico. Nele ainda não nos preocupamos propriamente com a respiração. Sentado ou em pé, tendo previamente esvaziado os pulmões, movimente a barriga para diante e para trás sob a ação do diafragma. Desde este primeiro exercício você deve habituar-se a manter sua atenção no que está fazendo. Comece com um minuto no primeiro dia e vá acrescentando um nos dias subsequentes até atingir cinco. Não use de violência, pois poderá vir a sentir alguma dor, a qual deverá passar com o repouso. Evite a prática se o estômago estiver cheio. Para maior facilidade, de pé, incline o tronco um pouco para frente, apoiando as mãos nas coxas, um pouco acima dos joelhos.

B) Limpeza do pulmão
O pulmão é como uma esponja que se deve embeber, não de água, como a esponja comum, mas de ar. A cada inspiração se enche de ar, que depois será lançado fora, quando os músculos respiratórios se relaxarem na expiração. Comumente, tanto a inspiração como a expiração não são feitas com todo o pulmão, mas apenas com um terço. Assim, a esponja só funciona numa sua terça parte. Que acontece com o restante? Uma coisa bem nociva: boa quantidade de ar fica estagnada, sem renovação, sujeita portanto a deteriorar-se e deteriorar o próprio pulmão e, portanto, toda a saúde.
Precisamos, portanto, aprender esta prática higiênica tão pouco conhecida e tão útil, qual seja a de expulsar do pulmão o ar residual e fermentado. Aprendemos a espremer ao Máximo a esponja.
Suponhamos que você já aprendeu a movimentar o diafragma. Expulse todo o ar, ajude com uma pequena tosse e complete puxando aquele músculo para cima e comprimindo a musculatura abdominal, o que será conseguido com o encolher ao máximo o abdômen, como que desejando encostar o umbigo às costas. É prudente lembrar que isso não deve ser feito de estômago cheio.

C) Exercício de respiração diafragmática
Tendo readquirido a natural movimentação diafragmática, mercê de um exercício anterior, puramente mecânico, temos agora que a isto associar o movimento da respiração, coisa que, à primeira vista, parece fácil, mas que não é, devido a uns tantos desnaturados automatismos respiratórios adquiridos, bem como pela interferência perturbadora de certos estados psicológicos.
Deite-se sobre as costas, em superfície dura (no assoalho forrado), encolha as pernas, conservando os joelhos altos e juntos, mas os pés afastados. Descanse a mão sobre o abdômen, afrouxando todos os músculos. Proceda à limpeza do pulmão. Assim, o abdômen deve estar retraído ao Máximo. Conserve-o desta maneira, até que se sinta "impulsionado" a inspirar, quando então o abdômen tende a expandir-se. Agora, então, solte-o e deixe o ar entrar. Concomitantemente, o abdômen se eleva, arrastando o diafragma, que por sua vez puxa a base do pulmão, e dessa forma o ar que entrou pelas narinas vem encher este órgão. Para a exalação, novamente o abdômen se abaixa, suspendendo o diafragma, enquanto para fora vai o ar.
"Durante o processo, o abdômen é o único que se movimenta, já que o peito permanece praticamente imóvel. Mas este movimento do abdômen, repetimos, quando se consegue fazer corretamente o exercício, não é a própria pessoa (eu consciente) quem dirige e aciona. É obra exclusiva do diafragma (mente instintiva), o qual o praticante deve limitar-se a seguir com atenção em sua natural, livre e espontânea movimentação. Em realidade, não é a pessoa quem faz o exercício respiratório, mas é a própria vida que nele respira, limitando-se a pessoa a permitir, observar e seguir com atenção o processo natural de respirar que em seu interior tem lugar." (A. Blay, "Hatha Yoga"; Editorial Ibérica, s.a.; Barcelona.)
Esse exercício pode ser realizado sem restrições. Qualquer pessoa sadia ou enferma, jovem ou idosa, pode praticá-lo e na dosagem que desejar. Para os melhores resultados, deve o praticante observar que:
a) Às narinas não cabe puxar o ar. Se há alguma solicitação do ar, esta cabe àquela área posterior ao nariz e anterior à faringe, lugar aproximado da glândula pituitária. O nariz é a entrada natural do ar, pois está aparelhado para filtrá-lo, purificá-lo e aquecê-lo. A respiração pela boca, só em raros exercícios. Mas no exercício presente o nariz serve de passagem tão-somente. À sua passagem, o ar fresco estimula e esfria a mucosa e ao ser expelido vem aquecê-la.
b) A respiração é calmíssima. Uma pessoa profundamente adormecida dá-nos uma ideia daquilo que devemos realizar.
c) Depois de certo progresso na técnica, as pernas podem ficar estendidas, e não mais flexionadas, aproximando-se daquilo que se denomina relaxamento completo, objeto de estudos adiante feitos.
d) Sua atenção alerta e ininterrupta deve acompanhar a suave e profunda ondulação do ventre, o entrar-e-sair do alento. Dizemos alento e não ar atmosférico, pois, a partir daqui, cada vez que inspirarmos (puraka) devemos mentalizar o prâna, que é vida, paz, saúde, energia, alegria, enfim, tudo de que precisamos para sermos felizes.
e) Bem dissemos que a atenção deve acompanhar, pois o praticante somente experimentará as sensações de descanso, liberdade, espontaneidade, leveza, alegria e paz se se abandonar à vida que nele penetra, sem interferir voluntariamente no processo. Deve deixar que a respiração, vinda do plano profundo do eu, chegue à superfície e se harmonize no plano consciente.
f) Esta prática lhe será proveitosa:
1) no relaxamento;
2) ao deitar-se para dormir; 
3) nos momentos de tensões e conflitos emocionais;
4) quando se sentir mentalmente cansado; 
5) na fase preparatória de qualquer trabalho intelectual.
g) As pessoas que se acham presas à cama podem e devem praticar a respiração abdominal. Isto só lhes prestará benefícios.
h) O bom êxito depende da correta posição do corpo, do relaxamento e da atitude mental.
Efeitos psicológicos: Tranquilização de crises emocionais; correção da habitual divagação mental; sensação de vivência deliciosa e profunda. Cura insônias.
Efeitos fisiológicos: repouso geral, especialmente para os sistemas nervosos cerebrospinal e vago-simpático; perfeita irrigação sanguínea; regularização de todas as funções vegetativas, com a mais profunda pranificação do corpo sutil.



Este texto foi extraído do capitulo 2
do livro "AUTO PERFEIÇÃO COM HATHA YOGA"
Hermógenes
da Editora Record.


23 dezembro, 2014

História de Natal - A boneca roubada

Domingo passado liguei o rádio - estava na Mundial, deitei na cama e ouvi uma história de Natal, era mais ou menos assim:

Ela com a voz meio trêmula começou a contar que quando pequena tinha muita, mas muita vontade de ter uma boneca, que ficava sonhando acordada em como deveria ser o cheiro de uma boneca. (noossa, lembrei do cheiro das minhas bonecas... abrindo da caixa, boneca nova de Natal...)

E na frente de onde ela morava, que as crianças ganhavam muitos brinquedos, que o pai delas deveria trabalhar na Estrela, e que o desejo ia ficando cada vez maior. No dia de Natal ela viu que a menina havia ganho mais de uma boneca. Sem que a menina visse ela roubou uma boneca.

Mas o irmão da menina viu e contou à mãe deles, que foi até a casa dela contar ao pai o que havia acontecido. O pai dela muito bravo disse que se fosse verdade ia devolver a boneca e castigar a filha, mas que se fosse mentira que ia cortar a língua da mulher. A mulher muito assustada disse que esquecesse o assunto.

E então ela que estava por perto, foi saindo de fininho com medo. E então, o pai a pegou pelo braço e disse:
- Você vá lá dentro e esconda muito bem essa boneca, ou eu vou ter que te castigar.

E ela pegou nas mãos do pai, chorou e agradeceu muito.

Ela ainda contou que brincou muito com esta boneca, que a escondia e a levava para as matas perto da sua casa/acampamento (ela é cigana) e brincava por horas.

Eu me emocionei com ela contando, o operador da rádio também e muita gente também deve ter se emocionado ouvindo esta pequena e significativa história.

Não se julga a moral, se esteve certo ou errado que ela tivesse roubado a boneca. Mas a atitude do pai é de uma nobreza e tanto, defende e guarda o segredo da filha. Ao invés de uma culpa ela é absolvida no afeto do pai, que compreende seu desejo, e assim lhe concede um presente muito valioso!


nota: não sei quem era a comunicadora da rádio, somente acabei ouvindo o trecho da história.



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22 dezembro, 2014

Boas Festas 2014/2015 - Luz!



Luz:

A Luz revela e nos revela.
Mas partes de nós temem a Luz, que as revelem, é o medo.

Esse é o conflito mais antigo -  entre a luz e as trevas,
entre o amor e o medo.
Mas a Luz sempre vence, porque só ela é Real.

O sofrimento é ilusão, apenas, tão somente...
E o tempo é tempo para a desfazer.
De deixar Ser o que É.

Não disseram que seria fácil... 
Então através dos Iluminados abre-se um portal doce, silencioso e elevado, 
onde nossa própria centelha divina relembra sua origem, sua essência - ilumina-se!

Muitos caminhos conduzindo ao mesmo manancial.
Muitos nomes conduzindo à mesma Fonte.

É Natal e seu nome é Jesus, o Cristo.
A reverência nos humaniza/aterra e nos conecta ao Divino. 
Entremos em sintonia, reverenciemos à Luz, 
e nessa espiritualidade profunda nos tornamos capazes de decidir apenas em Seu nome, Amor.

Vai... expire o medo,
inspire, inspire... Amor.

E assim é que desejo muita Luz para você!



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19 dezembro, 2014

Divergente e O Doador de Memórias - muitas semelhanças


Esses 2 filmes são parecidos pelo estilo de sociedade "futurista" e isolada. Os dois tem líderes mulheres, loiras e más (!) - em Divergente é Kate Winslet e no Doador de Memórias é Meryl Streep de cabelos brancos.
Os dois retratam uma guerra moral em nome de uma pseudo paz, que claro, nunca funciona para sempre. Traçam um enredo semelhante onde alguns personagens se destacam da anestesia da falsa perfeição.

Em Divergente trata-se de uma das maiores dificuldades para todo ser humano que é escolher ser diferente da família.
A qualidade de ser divergente (não apenas diferente) aparece como uma pré-disposição mental - assim como os "resilientes".

Os divergentes são sempre temidos. Gostar de mais de uma coisa, pensar em estratégias múltiplas... é ter a capacidade de sair da caixa. É... parece que isto é para poucos ainda. Então, só o tema em si já é válido pela reflexão.
Outra coisa interessante de se ver são as facções, qualquer semelhança com a realidade não será mera ficção...

Em Doador de Memórias é o mundo zero mas sem graça x o mundo da dualidade. É o mundo de Adão e Eva (antes da maça obviamente), só que inventado pelo homem como uma nova civilização.

Falta algo a mais tanto em um filme como em outro.
Razoáveis, mas não chegam a ser descartáveis! 



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Enya - May It Be

Ando contente só em ver tanta coisa boa que tive a oportunidade de conhecer/saber!

Essa semana entrei num remember Enya.

A primeira vez que ouvi Enya tinha 12/13 anos, minha vizinha colocou o som alto e aquela voz era divina... O nome dela era Simone. Simone era diferente da família, daquele tipo "divergente".

Enya estava bem no comecinho despontando no Brasil, o new age ganhava ares na bela voz da Enya, entre tanta coisa boa de música que rolava nos anos 80. Enya foi a entrada para que eu conhecesse outras coisas bem bacanas deste estilo, acho que igualmente aconteceu com outras tantas pessoas. Sou grata à Simone e a então ter passado um bom tempo embalada em boa música dos anos 80, incluindo o new age.

Aliás eu ando achando que as músicas que de vez em quando ouço também andam "contaminando" meus vizinhos! rs

Take a break  and... expanda a tela e aumente o som...









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10 dezembro, 2014

Aromais e Arom'Arte no Facebook!


Olha só... demorei, mas Aromais & Arom'Arte tem página no Face agora! Nova forma de comunicação para facilitar e compartilhar postagens aqui do blog, novidades e ofertas da Loja Virtual Arom'Arte e outros compartilhamentos interessantes e afins ao universo "essencial" de forma geral!

Seja muito bem vindo(a)! 


É só clicar à direita ao lado no "acompanhar" azulzinho, mas não deixe de entrar na página e clicar ao lado de CURTIU na setinha para receber as notificações ou no feed de interesses,ok!
(ou aqui: https://www.facebook.com/aromais15)
Afinal é mais uma forma de comunicação, que se for da sua preferência, fique ligadinho por lá!

Notificações por e-mail estão ficando cada vez mais demoradas e outros deixaram se usar com frequência, além do que devido a uma pane nesse ano perdi vários contatos... então ter o Face é uma forma de agilizar essa comunicação - e talvez venha um WhatsApp no ano que vem!

Em 2015 quero ficar um pouco menos conectada - não sou viciada, rs! - nem ligo nada nos fins de semana, fico de boa sem... Mas acho que disciplina nesse ambiente virtual só faz bem, andamos perdendo FOCO! O Face mesmo é complicado uma coisa leva a outra que leva a outra e quando vemos estamos um tempão danado por lá... Por isso já vi muita gente sacando isso e excluindo tudo, mas que tal a disciplina? Treinar atenção, foco... bacana, não?

Enfim...... curta no Face não só por curtir, mas se for do seu interesse acompanhar por lá, ok!

Grata,
Milene


18 novembro, 2014

Óleos Essenciais e AutoEstima

(leia aqui a primeira parte - AutoEstima- o afeto que mora do lado de dentro - importante para compreensão do que é de fato autoestima)

Os óleos Essenciais no apoio da Autoestima


"Quando você descobre sua natureza essencial,
quando sabe quem realmente é, encontra toda a sua potencialidade" 
Deepak Chopra

Além das dicas para autoestima (leia aqui o artigo completo), às vezes encontramos dificuldades no modo racional e precisamos de ajuda sensorial que chegue mais sutilmente e abra as portas da percepção, e aí podemos contar com o poder valioso da natureza através dos óleos essenciais (oes).

De modo geral todo óleo essencial (oe) faz contato com nosso Ser, e só isto já é muito bom. 
Como indicações mais específicas são diversos os óleos essenciais e dezenas de possibilidades de combinação - algumas indicações partem no sentido da autoconfiança com óleos terrosos, outros com maior enfoque na energia do ventre - o plexo solar -, que trabalha no autoconceito. Também gosto dos cheiros doces que tem a ligação com a Terra (confiança) e com a ternura dessa mãe Natureza, mas estes entram nas sinergias (composições) que funcionam melhor que isoladamente.
Alguns dos oes indicados: ylang ylang, gerânio, grapefruit, funcho, capim-limão, limão, laranja, gengibre, hortelã-pimenta, alecrim, patchouli, vetiver, cedro.

Mas se fosse para escolher apenas um óleo essencial, daria esse crédito à Bergamota, inclusive já reconhecido como óleo da autoestima. Certamente pelo seu profundo efeito equilibrante, ou melhor, "aquietante" -  que nos aproxima da nossa essência (EU).
Nosso EU que já é perfeito não encontra as barreiras morais e reações emocionais (vergonha, culpa, inveja, ira, ciúmes, etc). E dissolvendo as barreiras o que encontramos é pura potencialidade.

Foi usando a mesma via colar aromaterápico - o Graal - que me levou a pensar em escrever o artigo sobre autoestima. Veja uma citação deste oe:


 Celebração


"Bergamota= aumenta a concentração; refresca e elimina estados depressivos ou de angústia. Ativa as forças de autodeterminação, aceitação de si mesmo, fazendo perceber com mais clareza as atitudes e pensamentos. Ativa as forças da luz. Alivia sintomas de medo, vulnerabilidade, vergonha, timidez ou sentimentos de rejeição em pessoas muito influenciáveis; traz coragem e confiança para expressar seu verdadeiro EU e sentimentos com autenticidade, sem condicionamentos ou sentimentos de culpa; ajuda a tentar novamente; oscilações emocionais extremas."  Hermann N.A. Ulrich

 
A dica é usar as sinergias ou, por exemplo, o óleo de bergamota, no colar diariamente por pelo menos 10 dias seguidos.

Leia também: Não Saber Dizer NÃO.

Saiba mais sobre os óleos essenciais indicados: www.aromarte.com.br

Adquirir óleos essenciais, óleos de massagem/sinergias e acessórios aromaterápicos como colares, produtos Doce Limão, e mais: 

www.aromarte.com.br/loja.htm




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