19 julho, 2011

Reduzir e equilibrar ingestão de ômega-6 + cuidados com o açúcar/carboidrato

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Informar-se e questionar é importante !
Neste caso para manter o coração saudável.

Dr. Dwight C. Lundell, MD *


Nós, os médicos, com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornar difícil admitir quando estamos errados. Então, aqui está: admito estar errado.
Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.
Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como “formadores de opinião”. Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.
A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringindo a ingestão de gordura. Esta última, é claro, que insistiu que baixar o colesterol evita doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.
Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratadas.
As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo podem ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.
Apesar do fato de que 25% da população toma caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca.
Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão afetando as pessoas cada vez mais jovens, em maior número a cada ano.
Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.
A inflamação não é complicada – é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactérias ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.
Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente.
O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poliinsaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.
Deixe-me repetir isso: a lesão e inflamação crônica em nossos vasos sangüíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.
Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados ​​(açúcar,  farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 vegetais como soja, milho e girassol, que são encontrados em muitos alimentos processados.
Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelha e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflamatório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.
Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.
Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados ​​com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.
Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?
Imagine derramar melado no seu teclado, aí você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.
Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.
O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.
Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum – inflamação em suas artérias.
Voltemos ao pão doce. Esse gostoso alimento com aparência inocente não só contém açúcar, é também preparado em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados ​​são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial – e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula – deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.
Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.
Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.
Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.
Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.
Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadores de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados ​​que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.
As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poliinsaturados rotulados como supostamente saudáveis. Esqueça a “ciência” que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.
A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.
A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.
O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó serviu e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.


(*) Este é um artigo do Dr. Dwight Lundell MD, conforme apresentado no Momento Saudável, e que reproduzo aqui. O original, em inglês, pode ser encontrado em duas partes AQUI e AQUI.

Dr. Dwight C. Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospita l do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor dos livros A cura para a doença cardíaca e A Grande Mentira Colesterol.

13 julho, 2011

Aromas Naturais = Boas Vibrações !


"Um banho perfumado e uma massagem aromática, todos os dias,
 constituem o melhor caminho para se ter o corpo e a mente saudáveis"

Hipócrates, século IV a.C.

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11 julho, 2011

Lilja 4-ever

Na quarta passada, na Mostra Internacional de Cinema da TV Cultura, passou Lilja 4-ever.
O filme russo é bem sombrio, triste. O triste constatado, o triste perturbador, o triste daquilo ou de quem não foi significado. Paralelamente vi as notícias de mais uma criança nascida e abandonada nas ruas para a sorte do destino. E como julgar tais mães ? Dizer que é horrível, cruel ? Não estamos na pele da mãe "cruel", para sentenciar, mas constatar que foram incapazes por seus motivos, de Significar (talvez aí nossa mais profunda e perturbadora incompreensão...).


Lilja é ficção, mas poderia ter sido uma destas crianças, era uma indesejada, e se não foi abandonada no nascimento, o foi em vida, como tantos são... 
O filme na chamada dizia tratar-se do tráfico de meninas, da prostituição - é também sobre isso, mais como uma consequência da realidade, e também da mais barra pesada do filme. 


O final me surpreendeu. Na cena entre vida e morte de Lilja, passa um flashback de todas as atitudes diferentes que Lilja poderia ter tido. Mostra que as oportunidades existiram. Que a não ilusão, a docilidade, que atitudes diferentes da condicionada poderiam ter aberto outros caminhos. O flashback divergente é lição, e quase uma remissão. 
Remissão acompanhada pelo seu anjo de guarda, seu amigo Volodja. 
Lilja rezava, e carregava cuidadosamente consigo em suas mudanças a imagem do anjo de guarda que zela pela criança, que é personificado em Volodja.
Volodja não é só mais um abandonado, na concepção do filme ele é para a vida de Lilja o resultado da sua fé (a que/a quem damos importância), ao que damos Significado.


30 junho, 2011

Receitas - Dica


Gostei das receitas integrais do site da Mãe Terra, e do livro que pode ser baixado nesta página. As receitas parecem saborosas e pra lá de nutritivas !


Ah ! Vale conferir os artigos e demais dicas do site ! Ótimo.

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15 junho, 2011

Yin Yang - Compreendendo (1°/2 parte)


Por Milene Siqueira
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"No verdadeiro âmago de uma flor, de uma semente ou de um botão de folha, há um ponto do qual a energia emana e do qual o crescimento procede. Desse ponto, a semente brota, a flor desabrocha. Se você cortar uma maça ou um repolho pelo meio, pode ver que se propaga de um ponto central. Se examinar cuidadosamente a flor em botão a folha ao despontar, a semente, o fruto, ou a planta, e dissecá-los até chegar ao seu núcleo, encontrará... nada. Na verdade, há apenas uma coisa, uma energia, uma consciência, mas no momento de manifestar a si mesma torna-se yin e yang. Quando buscamos saúde e harmonia, tentamos achar esse ponto de equilíbrio entre yin e yang."
(Robert Tisserand)


Primeira parte: Compreendendo 
(Influência do patriarcado e o real sentido vibratório da polaridade) 

Yin e Yang, palavras do taoismo chinês que designam a dualidade energética.
Yin é atribuído ao feminino receptivo e Yang ao masculino projetivo, não quanto a fisiologia dos sexos, mas primordialmente como quantitativos energéticos complementares, pois tanto o homem quanto a mulher o possuem.
Yin contém Yang, Yang contém Yin, sempre. 

Equalizar essas energias dentro e fora de nós, seria harmonicamente : ora ceder, ora impor limites; ora iniciar, ora concluir; ora despertar, ora descansar... na constante contração (receber) e expansão (entregar). Se isto não acontece, o fluxo fica acelerado (yang) ou contido (yin).
Para exemplificar, imagine os ritmos e sistemas binários em nosso corpo como: respiração, pulsação, hemisférios cerebrais, glóbulos brancos e vermelhos, a imagem do DNA, etc.

Mas o descompasso é uma realidade, e é retratado até mesmo em épocas, e que moldam nossas condutas sociais:
Lá se passaram mais de três milênios, quando muitas culturas foram marcadas pelo domínio do feminino (o matriarcado-yin), período que é difícil retratar, pois os registros são tão antigos que restaram os arqueológicos, além do que a ideia era essa mesma: não deixar vestígios ou disfarçá-los... para a soberania patriarcal (yang). Mas, dos anos 60 para cá, estamos vendo o patriarcado enfraquecer em nossa cultura, e a uma década isso fica ainda mais evidente. Fato é o grande número de pessoas já administrando suas vidas sem depender diretamente de autoridade ou de patrão; no caso das mulheres é mais explícito, pois não se depende mais do "marido financeiro"; influencia na atualidade a disponibilidade tecnológica e o habitat  virtual, pois permitem maior autonomia e liberdade, é a era digital (binária); e o próprio crescimento da Internet, que até é considerada território feminino, mas não só pelo número de “yins” que “tecem redes” sociais, tem diários virtuais, se comunicam, enfim, que bem sabem “colher” nestes “sítios”...  mas porque a Internet e o lado yin, tem em comum a tal globalidade!

Embora muitos ainda pensem e vivam com uma ideia de domínio, ou de que agora seja a “revanche das mulheres” estamos é caminhando (ou melhor, engatinhando) e nos moldando a uma nova e melhor situação – que não deve ser mais de domínio unilateral, mas de união e equilíbrio dinâmico - só que tudo é ainda tão novo, que está mesmo só germinando! O que parece ser a “vez das mulheres” é a energia yin reverberando e que pode ser vista em homens também. As mulheres,  por sua vez, tem partilhado mais das suas qualidades yang (projeção, iniciativa), e daí que se destacam em território antes habitado somente por homens.

Mas, é claro que nisso tudo, tanto homens quanto mulheres estão perdidos ao terem ainda velhos padrões para funcionar em novos campos energéticos. É até curioso, mas muitos dizem que o tempo está passando mais rápido, se notarmos que tempo é yang e que espaço é yin, veremos que há bastante sentido na expressão popular!

Os homens, que viveram há poucos anos o rígido modelo patriarcal, eram liderança ou subordinados ao masculino, detinham o domínio como grupo de força projetiva, e então é normal que se sintam mais temerosos do que as mulheres - que vinham “driblando” a situação há um looooongo tempo. Se o yang de um homem que sempre foi dominante sobre seu yin, se vê com seu yang “rendido” fica fácil este se aventurar em jogos, traições e vícios como tentativa sombria de pertencer ao grupo, de reafirmar seu poderio yang -  atitudes inconscientes e das quais a mente precisa compreender os valores reais! Em nossa cultura, homens tem relatado em consultório medo desta “nova” mulher que impõe seus direitos, e tem sofrido mais de baixa autoestima e depressão, o que até pouco tempo era atribuído quase que exclusivamente às mulheres. Na verdade é a inabilidade com o seu yin, que foi “castrado” em todo o sistema patriarcal.
Lembrei-me agora de homens que há décadas atrás se suicidavam com armas de fogo (poder fálico) por derrota “patrimonial”...
Mas as mulheres também sofrem nessa transição onde não há muito conhecimento e lucidez - o que é compreensível pois é esta geração que tem reescrito a história que nossos ancestrais levaram anos para qualquer mudança significativa. Nesta recente inclusão feminina no mundo corporativo e competidor (yang), ou como “chefes” de família há uma tendência maior de ver mulheres com energia yang acentuada, o que as faz estarem com um maior domínio do intelecto sobre a intuição, excesso da valorização exterior, dificuldades com o lado receptivo, turbulências emocionais, e uma “dureza” sentimental e corporal.
Em muitas casas a ordem antes conhecida do homem como provedor se inverteu, e é sabido o grande número de mulheres que se sobrecarregaram de tarefas e que passaram a sustentar física e emocionalmente seus lares - aliás, uma boa parcela que apresenta quadros de endometriose representa claramente esse novo papel da provedora (yang), onde o endométrio se faz presente fora da sua região natural de expansão. A mulher pode sim prover, mas deve juntar a vibração oposta/complementar que é a de se conscientizar do mesmo sentido merecedor em receber (yin) (os homens que eram os provedores não tinham problemas, pois iam para casa receber: alimento, roupa lavada, casa arrumada, atenção, etc); a mulher pode exercer muitas atividades (yang), desde que dê atenção ao yin, que é o descanso/relaxamento proporcional. E claro que o mesmo vale para homens.

Da preocupação, queixas e do surgimento de muitas síndromes femininas, surgiu o resgate do sagrado feminino, o que ajuda, mas nem sempre conscientizam da importância dos pólos arquetípicos.
E da preservação da natureza depende fundamentalmente a presença do “feminino” - conservar, cooperar e sustentar são adjetivos YIN - e cuidar de nosso ar, águas, e das florestas que já foram suficientemente desbravadas (yang) é emergencial.
Assim como é preciso educar mais sabiamente nossas crianças que cuidarão deste planeta. Vejo muita confusão na educação, parece que quando educam excluem o amor, e que quando amam não educam. Educar é saber dizer sim e não, o que não exclui disto o amor que é principio único (sem dualidade). Num sentido geral, antes era tudo proibido, agora é tudo permitido, é preciso equalizar ! Criança quer saber até onde pode ir, e testa o limite dos pais para aprender os seus próprios.

E Deus criou o céu (yang) e a terra (yin)...
E da argila (terra) fez o homem (yang), e de uma de suas costelas fez a mulher (yin)...
Se yang é o impulso de energia, yin é a consolidação; se yang é dilatação, yin é a contração; se yang é pergunta, yin é a resposta. E então fica claro que para toda ação (yang) existe uma reação (yin), e compreende-se o axioma de que é dando (yang), que se recebe (yin).
Porém, antes de yang ser manifestação, yin é o não-manifesto. Portanto a inspiração, a intuição e a espiritualidade podem ser consideradas yin em relação a yang. Yin (terra) molda yang, e estará contida em yang (costela). Nossas inspirações (yin) precisam ser encarnadas (yang), e assim yin (res)surge, complementa. A percepção/mente intuitiva (yin) caminha um passo antes da mente racional (yang), que as ordena.
No simbolismo do Gênesis, parece que antes que existisse a pergunta, yin já era a resposta!

Abaixo alguns atributos de yin/yang:

  • Yang – masculino; provedor; foco/individual; competitivo; prático; extrovertido; vontade; força; mental; solar; construtivo; rápido; aterrador (conectado); quente.
  • Yin – feminino; receptivo; sistêmico/global; cooperativo; detalhista; introspectivo; sabedoria; resistência; intuitivo; lunar; instrutivo; paciência; oceânico (abrangente); frio.

O yang do homem e da mulher deve ser empreendedor, ativo e focadosem perder seu yin, que é sua sabedoria, globalidade e sensibilidade.

Para o “benefício” do patriarcado, tratou-se de interpretar escrituras milenares como o I Ching, atribuindo o yin a mulher e o yang ao homem, e fazer da mulher servidora do homem, isso causou prejuízo ao yin masculino e grande sofrimento às mulheres. Porém a interpretação chinesa real, segundo Fritjof Capra, não era essa:  “... os antigos chineses acreditavam que todas as pessoas, homens ou mulheres passam por fases yin e yang. A personalidade de cada homem e de cada mulher não é uma entidade estática, mas um fenômeno dinâmico resultante da interação entre elementos masculinos e femininos”.

Esta interação é fator importante e se dá por relatividade, por isso, o movimento deve ser dinâmico, é como uma dança, que oscila do ponto da nossa personalidade para com o ambiente, pessoas e situações. Se este ritmo é harmônico, o ponto de equilíbrio se mantém. Se isto não ocorre, uma energia pode ocupar um espaço  que não lhe é natural, havendo predomínio de uma sobre a outra (excesso), onde a vibração de yang será excessivamente acelerada ou de yin excessivamente contida, gerando deficiências e sobrecargas e não manifestando a potencialidade de cada uma, pois uma só se equilibra em função da outra, são antagônicas e interdependentes.

Yin está associado a contenção, abrangência e subjetividade. Yang à aceleração, restrição e objetividade: 

No homem ou na mulher, alguns sintomas de excesso de Yin são :
Acolhedor em excesso; dificuldade tomar iniciativa, decidir ; ideias confusas; dificuldade em separar eventos (emocional); dificuldades financeiras quando dependa de empreender; pode ser lento, melancólico e disperso; alienação; ambiente desorganizado, acumula muitas coisas; no corpo, facilidade em reter água e pele flácida; movimentos contidos; voz baixa, opina pouco; dependência ; depressão; adiamento; pessimismo; timidez; sonolência; alta sensibilidade; vida social ou familiar “árida”; pouca energia; doenças crônicas (implosão).

E do excesso de Yang :
Pode ser raivoso, explosivo e agressor; aceleração mental ; dificuldade em ver o todo (racional);  desconexão interna; corpo tenso, não relaxa, falta movimento harmonioso; otimismo eufórico, quer convencer; dita condutas; rigidez moral, e portanto são muito seletivos (tendência a racismo, especismo, etc); metódico; dorme pouco; voz alta e/ou fala ininterrupta, lança palavras sem ouvir o outro; movimentos extravagantes; exaltação; impaciência; vida social ou familiar “cheia”; ansiedade; muita energia; doenças agudas (explosão).

Em alguns excessos há um equilíbrio natural, se, por exemplo, há muita atividade (yang) é normal que precise-se dormir muito (yin), se uma pessoa está com predomínio de yang e não faz atividades tende a ter insônia, ou seja, precisa “gastar” yang (energia) para dormir bem ou usar elementos calmantes para compensar. E toda vez que uma vibração chega ao seu limite, transforma-se no seu oposto-complementar. Todos já ouvimos falar que depois da tempestade, vem a bonança. Ou de uma pessoa extremamente dócil (+yin) que “estourou” (yang). E é tudo equilíbrio ! Que claro, pode ser compreendido a tempo de que o excesso não ocorra. Normalmente não paramos para analisar o porque de uma atitude, e se há uma deficiência isso já faz parte da dificuldade pessoal - e quando o complementar aparece, é a natureza que de certa forma está se encarregando de nos ajudar a integrar/acolher, fazendo com que tenhamos mais compreensão e menos dificuldades !

Da boa permanência das uniões afetivas, também depende o bom equilíbrio yin/yang : “o casamento entre um homem e uma mulher depende de um outro casamento mais interior e definitivo : o casamento das forças yin e yang que também agem no interior de cada um dos sexos”( Ely Britto).
Uma das principais formas de aprender mais sobre nós e complementar nossa vibração é através dos relacionamentos. Mas com as mudanças sociais, a permanência das relações ficou instável, pois não prevalece tanto a dependência financeira ou a aparência social, que mantinha uniões no passado. Revela-se agora que a duração dependa de afinidades sentimentais e mentais com o parceiro(a), para que haja paralelamente o casamento mais importante que é o de cada um com sua própria divindade. O parceiro reflete seu interior no outro (complementando ao outro e a si próprio). E o que irá manter uma parceria é que após a atração, sejam cultivados o diálogo, compreensão, contato físico e a disponibilidade complementar, ou seja, que deem-se condições mútuas para que haja a integração.

Um dos hexagramas mais favoráveis do I Ching é o 8 original (Fu Hsi), quando o trigrama de K'un (terra/yin) está em cima e Ch'ien (céu/yang) em baixo, é o hexagrama da Paz, do encontro, dos movimentos que se complementam, é quando tudo prospera porque o céu está na terra ! 
A Integração dos “diferentes"... do nosso feminino e masculino, do potencial de nosso pai e mãe e de nossos ancestrais em nós, do inconsciente com o consciente, da vontade com a realização, do sagrado com o profano, da ciência com a filosofia, do som com o silêncio, da amada com seu amante... e tantos outros... será sempre a união alquímica, a pura potencialidade. 

referências :

- A Arte da Aromaterapia, Robert Tisserand
- O Ponto de Mutação, Fritjof Capra
- I Ching - Um Novo Ponto de Vista,  Ely Britto
- O Tarô Zen, de Osho  (Arcano XIV - Integração)


>Clique aqui para ler a segunda parte (Integrando - Aliados da harmonia).


Yin Yang - Integrando (2/2° parte)


Clique aqui para ler a primeira parte (Compreendendo - Influência do patriarcado e o real sentido vibratório da polaridade).

por Milene Siqueira
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"Podemos ver yin e yang nas mudanças das estações, na atmosfera, no ciclo das noites e dias. Podemos vê-los no crescimento das plantas; uma semente precisa de terra (yang) e água(yin) para se desenvolver. Da casca da semente um broto explode para fora e as raízes delicadas começam a crescer.  O movimento para cima (yin) do broto é equilibrado pelo movimento para baixo (yang) das raízes. Quando a muda brota da terra, o seu ambiente muda completamente. Está agora sob a influência do ar (yin) desenvolve folhas para fora (yang) e mais tarde botões (yin), e depois flores (yang) e frutos (yin). O fruto torna-se mais e mais maduro (yin) até finalmente cair na terra (yang) e o ciclo recomeça.” ( R. Tisserand )
   
Segunda Parte: Integrando
(Aliados da harmonia)

Encontrar o ponto de equilíbrio é tarefa constante, é desordem (yin) e ordem (yang), sem um, não há o outro.
"quanto maior a instabilidade, maior a possibilidade de novas formas de ordem" (Pedro Paulo Monteiro sobre Elya Prigogine). O maior problema não é o desequilíbrio em si, mas a falta de ritmo.
Yang que é força centrípeta (para o centro) e yin centrífuga (longe do centro), se não complementam-se em seus opostos, é feito movimentos que exaurem até que cheguem ao seu limite, quando alternam-se. Enquanto não percebemos e respeitamos o ritmo, podemos passar por longos períodos "dançando feio"..., por isso a observação é a "música"  que comanda o ritmo.
Sempre que há um excedente vibratório, a vibração oposta estará proporcionalmente prejudicada, insuficiente. A deficiência de yin ou de yang implica em que esta não foi reconhecida, valorizada, decodificada. Mas quando os valores começam a despertar no Ser, as "nuvens" igualmente começam a se dissipar, e a integração pode acontecer.

Fatores internos geram fatores externos e vice-versa, podemos ficar "animados", beneficiados por meio da alimentação, da respiração, terapias e dos óleos essenciais, por exemplo.

A respiração Yin Yang

"Se vivermos como respiramos, inspirando e soltando, não poderemos errar" (Clarissa P. Estés)

A respiração é a forma primordial de encontrar o ponto de equilíbrio. Deveríamos respirar plenamente levando energia para todas as partes do corpo, sugiro a leitura do texto Respiração Plena, que descreve como é a respiração sadia, profunda, que harmoniza as vibrações yin/yang. 
Aliado a respiração, estão os exercícios físicos, recomendo a leitura do livro Mente e Cérebro Poderosos, de Conceição Trucom, onde consta uma série de exercícios respiratórios e físicos que harmoniza, eliminando bloqueios do corpo emocional. Estas práticas faziam parte das ciências orientais e ocultas, mas que hoje estão a disposição do saber. Este livro, ajuda na compreensão e dá dicas para estimular as atividades dos aspectos lógico (yang) e intuitivo (yin) da mente, talvez a mais poderosa das integrações!

Alimentação Yin Yang

Depois da respiração, vem a alimentação, ajustando a dieta mais propícia a cada predominância. Pessoas com excesso de yang precisam aumentar o consumo de alimentos yin e vice-versa.

Outras terapias Yin Yang

O conhecimento milenar da dualidade, é a base da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que detalhou e fez analogias aos 5 elementos e órgãos em nosso corpo. É a Medicina que trabalha no equilíbrio yin/yang, mantendo o bem estar e atuando na prevenção. 
Derivam do conhecimento yin/yang, o Feng Shui (harmonização ambiental), a Acupuntura, a Moxabustão, Do-In, Shiatsu, etc. Mas muitas outras terapias e filosofias com outros nomes, partem do mesmo embasamento do conhecimento da dualidade, e da atuação do tratamento de forma sistêmica. 

Óleos Essenciais Yin Yang

Entre os auxílios da natureza, temos o benefício através dos óleos essenciais.
Cada óleo essencial (oe) manifesta-se como yin ou yang, mas a classificação nem sempre é rigorosa, pois pode até ser considerada neutra como é o caso da lavanda em algumas teorias (em outras, não consta o quesito neutralidade); ou ser referida por gênero químico, que ressaltam as qualidades como sedativo ou estimulante; se o óleo é frio ou quente; parte da extração da planta ou seu desenvolvimento; e até outras teorias como cores, notas olfativas, taxa de evaporação, regência planetária, etc. Dessa forma, vemos um mesmo óleo com algumas divergências classificatórias, conforme o ponto de abordagem usado.

O maior valor deve se dar pela relatividade (mais importante a interação, do que pelo que se é).
Por possuírem a dualidade intrínseca, os oes irão colaborar na harmonia da maioria dos aspectos a serem tratados. Outra relevância é a afinidade olfativa, seremos naturalmente atraídos pelo aroma oposto-complementar, do que estiver em nós em maior grau. Yang atrai Yin e Yin atrai Yang (o que não equivale a noção ocidental de opostos). Trabalhar com a afinidade é sempre o primeiro passo !

Abaixo seguem algumas sugestões de óleos essenciais a escolher, mas antes, leia sobre uso e precauções.

Lavanda por sua ação equilibrante dos opostos, e hortelã-pimenta que embora fria (yin), também aqueça (yang) no frio e regula temperatura e humores, podem ser usados frequentemente.

Em excesso de Yin, se a intenção é :
  • aquecer : oes como canela ; cravo ; gengibre; alecrim.
  • ”aterrar”: gengibre ; patchouli; cedro; tomilho, manjericão, tea tree.
  • movimentar : alecrim; laranja ; limão; tangerina; eucalipto.
  • drenar : erva-doce/funcho ; cipreste ; junípero ; cítricos ; cedro ; eucalipto ; capim-limão ; gerânio.
  • dissipar o medo : gerânio; sálvia-esclaréia; tangerina; abeto.
  • aumentar a auto-estima : patchouli ; ylang ylang ; grapefruit.
  • ordem : tangerina;  laranja;  limão; hortelã-pimenta; hortelã-do-campo.
  • decisão : sálvia esclaréia; limão; lavanda; vetiver; patchouli.
  • dor nas pernas, varizes : capim-limão; tea tree; cipreste; hortelã-pimenta; limão.
Em excesso de Yang: 

São considerados todos os óleos relaxantes e sedativos, como :  camomila; ylang ylang; rosa; bálsamo do peru; pau-rosa; palmarosa; abetos/pinheiros.
  • meditação e espiritualidade : olíbano; breu; cedro; sândalo; lavanda.
  • rigidez muscular/flexibilidade : olíbano; tea-tree; vetiver; turmérico
  • receptividade : ylang ylang; jasmim; rosa; palmarosa.
  • contratura muscular : alecrim; lavandim.
  • insônia : lavanda; camomila; tangerina; manjerona; ylang ylang.
  • raiva : camomila; gerânio; hortelã-pimenta.
  • ansiedade : bergamota; camomila; lavanda; manjerona; tangerina; gerânio.
  • controle da fala e da expressão: cipreste; erva-doce/funcho.
  • hipertensão : lavanda; capim-limão; ylang-ylang; manjerona.
Alguns óleos com dominância :
yin : rosa; ylang-ylang; cipreste; camomila.
yang : tomilho; alecrim; limão; cravo; canela; patchouli; vetiver; olíbano; breu.

Conexão Corpo

"Tudo o que o mundo pode dar-vos é um corpo - 
uma arca para navegar pelo mar da vida dual" (M. Naimy)

"na medida em que nos retiramos para nossas mentes, esquecemos como "pensar" com nossos corpos, de que modo usá-los como agentes de conhecimento" (F. Capra)
Todos as dicas listadas acima (alimentação, respiração, terapias, óleos essenciais) visam a estabelecer conexão entre o corpo sensorial (yin) e o corpo mental (yang). Poderemos então "pensar" além da mente,  sermos "tocados", sentindo primeiramente e adentrar no fluxo coerente... "ser, sentir, pensar...".

Estar presente em cada ação, não deixando a mente vagar é saúde mental !
A consciência do corpo interior nos mantém no presente. Quando estamos "enraizados" dentro de nós, a ansiedade desaparece, o passado fica pra trás : "...o corpo interior está na fronteira entre a forma e a essência, que é a sua verdadeira natureza"(E.Tolle). 

Sermos harmonicamente dinâmicos, traduz em nosso bem estar, de quem convive conosco, da sociedade, enfim da nossa presença, dinamizando os aspectos do Ser em plenitude. Devemos cuidar das nossas emoções, fazer prevalecer o sentimento, respeitar as diferenças. 

"A dualidade é uma fricção constante; e a fricção dá a ilusão de duas superfícies que se opõem, inclinadas à autodestruição. Em verdade, os opostos aparentes estão completando-se, preenchendo-se e trabalhando de mãos dadas por um só objetivo - a paz perfeita, a unidade e o equilíbrio da Sagrada Compreensão." 
(M. Naimy)

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Referências:
- A Arte da Aromaterapia, Robert Tisserand
- Quem Somos Nós ? O Enigma do Corpo, Pedro Paulo Monteiro
- Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés
- www.docelimao.com.br (Conceição Trucom)
- O Ponto de Mutação, Fritjof Capra
- O Poder do Agora, Eckhart Tolle
- O Livro de Mirdad, Mikhaïl Naimy

Saiba mais sobre Óleos Essenciais : www.aromarte.com.br
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