23 abril, 2015

Ao amor que sempre ama...



"Se alguma vez tua alma amou é porque o amor amou através dela, o mesmo amor que ama através de todos os seres e de todas as coisas, a tela universal que interconecta tudo e todos.

É uma realidade da qual te tornas consciente quando teu orgulho se cansa e desiste de ser maior, quando tua vaidade se cala e dá passagem, por pura vergonha de continuar falando bobagens e percebe o ridículo.

Evita o ridículo, todos os dias ergue as mãos e oculta teu rosto na terra preparando-te para o momento de entregar-te ao que te torna quem Tu é de verdade, um ponto de interconexão, de distribuição, de glória, de verdade, de beleza.

Quando Tu amas não é Tu que amas, é o amor que ama como sempre amou, como ama e continuará amando para todo o sempre" 

Oscar Quiroga  (Lua Nova em Áries)


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09 março, 2015

8 de Março, 2015

(tenho reprisado no FB alguns trechos do Blog como este!)



Permita-se ser pequena (grande espaço de silêncio). Apenas responsável por você e sua vida. Nada de maravilhosa, nada de forte. Também não precisa ser mais rígida. Deixe sair a rigidez, “o ter que carregar o outro”, como se ele não tivesse a própria força. Permita agora que o outro tenha a própria força. Permita que o outro possa fluir e ocupar esse espaço. Permita-se a sensação de sentir-se desnecessária, sem uso, preguiçosa… (risos), desocupada. Permita-se não fazer. Permita que o outro faça por você, de vez em quando. E receba! Se abra para receber! E agradecer.
Theresia Maria Spyra

Que tenha sido mais um dia das mulheres maravilhoso, abençoadas pelo manto azul! Um bom descanso...



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23 fevereiro, 2015

Valente - Costurando relações.


Como li neste artigo esses novos filmes da Disney deixaram o amor do príncipe encantado de escanteio e focaram na força do Feminino e dos laços familiares e de amizade. Frozen, Malévola e Valente são bons exemplos de fato.

Mas Valente fala de uma relação feminina especifica e muito especial, a de mãe e filha.



Divertido, Valente é um filme de amor próprio - onde pela primeira vez na história dos contos de fada, uma princesa irá disputar pela sua própria "mão". 

Valente conta a história da ruiva Merida, e fala sobre o feminino selvagem, de ser dona de si e de seu destino. 

E ainda mais relevante é mostrar em Valente a relação mãe-filha. Do conflito constante do ideal de uma geração passada com o ideal próprio de uma nova geração. 
Das escutas. De querer ser ouvido, mas também de aprender o mais difícil, a ouvir.

E Valente ousa de uma forte simbologia, similar ao que se denomina de "movimentos interrompidos" nas Constelações Sistêmicas. A força que existe em um rompimento de fluxo energético familiar. Tão importante e poderoso que no filme exemplifica como a dar continuidade a um "feitiço", ou de desfazê-lo!

E sim como todo filme de final feliz este também encontrará a raiz do problema, e literalmente irá "costurar" a relação, mas não sem antes passar por todo um reconhecimento e entendimento necessário. E curioso (mas certamente não ao acaso) que para que este entendimento ocorra seja usada a imagem do urso, a que relacionamos sentimentos de carinho e proteção!

Definitivamente Valente é bem mais que um filme infantil!





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11 fevereiro, 2015

Conecte-se ao Seu Coração!

Uma das proezas de todo óleo essencial é nos ligar ao nosso coração, deixando de lado a controladora mente. 
Este artigo que está no almanaque Wicca 2015 da editora Pensamento (e que corresponde ao trecho do livro Iniciações de Luz dos Pleidianos de Christine Day) -   fala desta conexão de forma consciente. É tão bacana seu ensinamento e tem uma vibração tão boa que o compartilho aqui:


Ligue-se ao Seu Coração


Uma das lições mais incríveis que aprendi na minha jornada espiritual é que o meu coração é uma passagem direta para a sabedoria divina. É por meio do coração que conseguimos receber as orientações intuitivas do nosso Eu Superior. Mas como você pode se ligar ao seu coração e ao fluxo de luz do seu Eu Superior? Você precisa começar a construir uma nova relação com o seu coração.

Até hoje, a sua maior ligação é com a mente. A mente tem sido o seu guia na vida, controlando todos os seus atos e determinado todas as suas escolhas. O problema é que a mente é extremamente limitada; a motivação dela é manter você no modo "sobrevivência". Quando você está no modo "sobrevivência", toda a sua motivação no momento de tomar decisões deriva do medo (Se eu deixar este emprego que detesto, não sei se arranjo outro melhor...), da mentalidade de falta (Se eu tivesse um amor, seria muito mais feliz...), e da ideia de que a vida é uma luta, e essas motivações estão totalmente ligadas à ilusão e aos dramas desta nossa realidade tridimensional. Quando está no modo "sobrevivência", você não está ligado à sua intuição, que vem do seu Eu Superior. Isso significa que, para que possa realmente ter uma conexão com o coração, você não pode se dar ao luxo de permitir que a mente tome as decisões por você. A mente é totalmente baseada no medo, e ele vai afastar você de qualquer coisa que ele acredite ser arriscada. Um exemplo bem básico: desde pequeno você tem talento para a música (seu coração falando). O seu maior sonho é criar uma banda e ser músico profissional. No entanto, a sua mente lhe diz que nunca vai ganhar dinheiro desse jeito. Que é melhor ir pelo caminho convencional , mais seguro, e se dedicar a algo mais lucrativo. Mas o mesmo acontece em situações mais corriqueiras. Por exemplo, o seu coração lhe diz que não deve confiar em determinada pessoa, mas a sua mente, guiada pelas aparências, argumenta, dizendo que ela parece tão simpática e solícita que certamente tem boas intenções. Porém, depois de algum tempo, você constata que essa pessoa na verdade estava tentando enganar você.

Para se alinhar com a verdade (a sua e a das outras pessoas), você precisa estar conectado com o seu coração, que está alinhado com a Verdade Universal. para viver bem e avançar no seu caminho espiritual, você precisa estar preparado para confiar no seu coração e no fluxo da vida. E saiba que você pode confiar no seu seu coração para levá-lo aonde precisa ir, pois ele está diretamente ligado à luz do seu Eu Superior. Quando você se liga ao coração e vive com base nele, pode ter certeza de que está sendo cuidado em cada momento da sua  vida, pois você está sendo guiado pela luz do seu Eu Superior. Você pode confiar nessa orientação para cuidar de você. Isso é verdadeiramente tomar de volta o seu poder!

Sua conexão com o coração leva a você entrar em contato com os sentimentos, e os sentimentos propiciam a cura nos níveis físico, emocional e espiritual. Quando começa a sentir o que está em seu coração, você se volta para o momento presente e se pergunta: "O que estou sentindo agora?" Quando os sentimentos vêm à tona e o coração começa a se expandir, você se sente mais vivo e mais ligado ao seu coração.

Os sentimentos são a chave para a maioria de suas experiências. Se você estiver disposto a olhar seus sentimentos de frente quando estiver passando por uma situação difícil e, em seguida, respirar, você vai vai perceber que a dor da experiência em si vai diminuir de intensidade, porque você estará ligado aos seus sentimentos e com a sua verdade. Quando você se conecta com o coração, sente a clareza do momento, e chega a uma nova compreensão. Então, pare e respire, levando o ar para dentro do seu coração quando estiver numa situação difícil. Diminua o ritmo. Reserve um momento para ficar consigo mesmo. Quando surgir uma situação difícil, não tente enfeitar os fatos ou olhar para outro lado, de maneira a não ver o que lhe causa dor ou para não sentir a sua dor emocional. Respire e sinta-a.
Quando se liga com a dor emocional guardada no seu coração e a dissipa, você consegue se conectar de forma mais completa com a sua alegria interior, que é uma parte de quem você é. Quando reprime a dor, você reprime automaticamente a alegria. Você veio a este mundo para experimentar a alegria e as maravilhas que estão aqui neste plano terrestre, para se conectar aos outros seres humanos através do coração, e de viver uma  união sagrada com todas as coisas vivas. Seu coração precisa estar vivo para passar por essas experiencias. Estar vivo é isto: sentir e ser uma parte de toda a força vital e viver a verdadeira paixão. Viver verdadeiramente é sentir - sentir e respirar, através do coração, conectando-se naturalmente com a luz do Eu, assumindo o seu lugar, e permitindo que o Universo o sustente em verdade e amor. Quando o seu coração começa a se abrir, você começa a se abrir, você começa a ser plenamente capaz de receber, e então você pode se abrir para o seu direito natural à abundância em todos os níveis. Você passa a ter um forte sentimento de propósito e começa a se sentir apaixonado pela vida. 

Há uma sensação de liberdade e uma profunda experiência de amor, e você passa a ser nutrido por esse amor, abrindo-se para todos os seres vivos.

Depois que você esta está no fluxo natural de sua própria luz, tudo mudo na sua vida cotidiana. Não há luta, e você  age com liberdade no dia a dia. Há um sentimento de calma interior. É quase como se você vivesse nadando contra a corrente, e de repente se visse livre para descer corrente abaixo, sem nenhum esforço. Essa mudança é você seguindo o fluxo natural do seu Eu, e conectando-se com o amor que existe dentro de você mesmo.


Fortalecendo o músculo do coração (resumo):


  • Leve a sua mão ao coração físico
  • Traga a sua consciência para a  pressão da sua mão sobre o peito.
  • Respire; abra-se para "Este é o MEU coração". Inspire.
Não há drama dentro do coração. Conecte-se sempre à ele, e diga "Seja Feita a Tua Vontade".







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23 janeiro, 2015

Malévola


Seu nome é Malévola, a mais forte das fadas.


Adorei Malévola. Só queria que tivesse tido esta versão quando eu era pequena! snif... O filme me pareceu de fato como a história velada durante toda minha infância... rs

Essa ideia de bem e mal que ao fim não disputa mas que age como frequências, e que se integra, que tudo!

Há considerações psicológicas interessantes, mas o melhor é ver, perceber, sentir, surpreender-se.






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08 janeiro, 2015

Respiração Abdominal

No mecanismo respiratório, o músculo que separa o tórax do abdômen desempenha papel relevantíssimo. Se você se deitar de barriga para cima poderá observar como o abdômen sobe e desce ao ritmo respiratório. Funciona, o diafragma, como uma membrana. Quando desce, intumescendo o abdômen, arrasta consigo a base do pulmão, aumentando o volume interno deste, o que produz a sucção do ar. Isto é a inspiração. 

Na expiração, dá-se exatamente o contrário: o diafragma, levantando-se, comprime os pulmões, expulsando o ar. Este mecanismo, tão bonito e tão sadio, com a vida sedentária, desgraçadamente, vai-se perturbando, até quase desaparecer na maioria das pessoas maduras. É como se o diafragma morresse aos pouquinhos. Resta, no fim, tão-somente a respiração com a parte superior dos pulmões. Mesmo entre atletas tal fato se dá. Quando querem respirar fundo para voltar à calma, levantam os braços, comprimem e intumescem de ar somente o terço superior do órgão. Fazem exatamente o oposto do que o Yoga ensina e que é a forma ideal de respirar. O atleta ocidental inspira estofando o peito e encolhendo a barriga. O yogi inspira projetando discretamente a barriga, puxando para baixo o diafragma, enchendo, assim, não somente o ápice mas também e, mesmo antes, a base do pulmão, que é a zona mais rica em alvéolos, portanto a mais importante para a economia vital.

A morte do diafragma paralisa a movimentação da parede abdominal. Esta, por falta de exercícios, definha, não podendo mais sustentar em seus devidos lugares as vísceras, que se dilatam e caem sob a solicitação da gravidade. E a velhice muito cedo chega, com a gordura que se acumula enfeando a barriga. A visceroptose, este deslocamento das vísceras, é corrigida mediante a respiração diafragmática que você vai aprender daqui a pouco.
A respiração ocidental nega ao organismo um tesouro de benefícios decorrentes da massagem automática e natural que a respiração diafragmática promove nos órgãos internos e nas glândulas, a par de que, do ponto de vista quantitativo, trabalhando apenas com um terço do pulmão, reduz proporcionalmente a "capacidade vital".
A respiração diafragmática tem sido utilizada no tratamento de moléstias cardíacas. Ela massageia com brandura e naturalidade o coração. O professor Tirala, de Wiesbaden, é o pioneiro neste tratamento. No restabelecimento do presidente Eisenhower a respiração teve papel significativo.

Massagem igual a que recebe o coração, todas as vísceras recebem. No caso dos intestinos, ela é particularmente benéfica, curando a prisão de ventre, contribuindo assim para livrar o organismo das massas putrefatas.

Rejuvenescimento progressivo é outro dividendo que seguramente se recolhe. A respiração abdominal também é utilizada como elemento principal em regimes de emagrecimento. Atuando diretamente nas causas da obesidade, é o mais definitivo e sadio método de emagrecimento.

Depois de tudo isto saber, o leitor pode estar ansioso pelo "mapa da mina", isto é, a técnica da respiração diafragmática. Vamos a ela:

Antes de qualquer outra coisa, faz-se imprescindível restaurar os movimentos naturais do diafragma, perdidos em massas de gordura, sufocados por cinturões apertados, esmagado por vísceras crescidas. Sem este exercício preliminar, nada pode ser obtido e nada deve ser tentado.

A) Ativação do diafragma
Trata-se de exercício puramente mecânico. Nele ainda não nos preocupamos propriamente com a respiração. Sentado ou em pé, tendo previamente esvaziado os pulmões, movimente a barriga para diante e para trás sob a ação do diafragma. Desde este primeiro exercício você deve habituar-se a manter sua atenção no que está fazendo. Comece com um minuto no primeiro dia e vá acrescentando um nos dias subsequentes até atingir cinco. Não use de violência, pois poderá vir a sentir alguma dor, a qual deverá passar com o repouso. Evite a prática se o estômago estiver cheio. Para maior facilidade, de pé, incline o tronco um pouco para frente, apoiando as mãos nas coxas, um pouco acima dos joelhos.

B) Limpeza do pulmão
O pulmão é como uma esponja que se deve embeber, não de água, como a esponja comum, mas de ar. A cada inspiração se enche de ar, que depois será lançado fora, quando os músculos respiratórios se relaxarem na expiração. Comumente, tanto a inspiração como a expiração não são feitas com todo o pulmão, mas apenas com um terço. Assim, a esponja só funciona numa sua terça parte. Que acontece com o restante? Uma coisa bem nociva: boa quantidade de ar fica estagnada, sem renovação, sujeita portanto a deteriorar-se e deteriorar o próprio pulmão e, portanto, toda a saúde.
Precisamos, portanto, aprender esta prática higiênica tão pouco conhecida e tão útil, qual seja a de expulsar do pulmão o ar residual e fermentado. Aprendemos a espremer ao Máximo a esponja.
Suponhamos que você já aprendeu a movimentar o diafragma. Expulse todo o ar, ajude com uma pequena tosse e complete puxando aquele músculo para cima e comprimindo a musculatura abdominal, o que será conseguido com o encolher ao máximo o abdômen, como que desejando encostar o umbigo às costas. É prudente lembrar que isso não deve ser feito de estômago cheio.

C) Exercício de respiração diafragmática
Tendo readquirido a natural movimentação diafragmática, mercê de um exercício anterior, puramente mecânico, temos agora que a isto associar o movimento da respiração, coisa que, à primeira vista, parece fácil, mas que não é, devido a uns tantos desnaturados automatismos respiratórios adquiridos, bem como pela interferência perturbadora de certos estados psicológicos.
Deite-se sobre as costas, em superfície dura (no assoalho forrado), encolha as pernas, conservando os joelhos altos e juntos, mas os pés afastados. Descanse a mão sobre o abdômen, afrouxando todos os músculos. Proceda à limpeza do pulmão. Assim, o abdômen deve estar retraído ao Máximo. Conserve-o desta maneira, até que se sinta "impulsionado" a inspirar, quando então o abdômen tende a expandir-se. Agora, então, solte-o e deixe o ar entrar. Concomitantemente, o abdômen se eleva, arrastando o diafragma, que por sua vez puxa a base do pulmão, e dessa forma o ar que entrou pelas narinas vem encher este órgão. Para a exalação, novamente o abdômen se abaixa, suspendendo o diafragma, enquanto para fora vai o ar.
"Durante o processo, o abdômen é o único que se movimenta, já que o peito permanece praticamente imóvel. Mas este movimento do abdômen, repetimos, quando se consegue fazer corretamente o exercício, não é a própria pessoa (eu consciente) quem dirige e aciona. É obra exclusiva do diafragma (mente instintiva), o qual o praticante deve limitar-se a seguir com atenção em sua natural, livre e espontânea movimentação. Em realidade, não é a pessoa quem faz o exercício respiratório, mas é a própria vida que nele respira, limitando-se a pessoa a permitir, observar e seguir com atenção o processo natural de respirar que em seu interior tem lugar." (A. Blay, "Hatha Yoga"; Editorial Ibérica, s.a.; Barcelona.)
Esse exercício pode ser realizado sem restrições. Qualquer pessoa sadia ou enferma, jovem ou idosa, pode praticá-lo e na dosagem que desejar. Para os melhores resultados, deve o praticante observar que:
a) Às narinas não cabe puxar o ar. Se há alguma solicitação do ar, esta cabe àquela área posterior ao nariz e anterior à faringe, lugar aproximado da glândula pituitária. O nariz é a entrada natural do ar, pois está aparelhado para filtrá-lo, purificá-lo e aquecê-lo. A respiração pela boca, só em raros exercícios. Mas no exercício presente o nariz serve de passagem tão-somente. À sua passagem, o ar fresco estimula e esfria a mucosa e ao ser expelido vem aquecê-la.
b) A respiração é calmíssima. Uma pessoa profundamente adormecida dá-nos uma ideia daquilo que devemos realizar.
c) Depois de certo progresso na técnica, as pernas podem ficar estendidas, e não mais flexionadas, aproximando-se daquilo que se denomina relaxamento completo, objeto de estudos adiante feitos.
d) Sua atenção alerta e ininterrupta deve acompanhar a suave e profunda ondulação do ventre, o entrar-e-sair do alento. Dizemos alento e não ar atmosférico, pois, a partir daqui, cada vez que inspirarmos (puraka) devemos mentalizar o prâna, que é vida, paz, saúde, energia, alegria, enfim, tudo de que precisamos para sermos felizes.
e) Bem dissemos que a atenção deve acompanhar, pois o praticante somente experimentará as sensações de descanso, liberdade, espontaneidade, leveza, alegria e paz se se abandonar à vida que nele penetra, sem interferir voluntariamente no processo. Deve deixar que a respiração, vinda do plano profundo do eu, chegue à superfície e se harmonize no plano consciente.
f) Esta prática lhe será proveitosa:
1) no relaxamento;
2) ao deitar-se para dormir; 
3) nos momentos de tensões e conflitos emocionais;
4) quando se sentir mentalmente cansado; 
5) na fase preparatória de qualquer trabalho intelectual.
g) As pessoas que se acham presas à cama podem e devem praticar a respiração abdominal. Isto só lhes prestará benefícios.
h) O bom êxito depende da correta posição do corpo, do relaxamento e da atitude mental.
Efeitos psicológicos: Tranquilização de crises emocionais; correção da habitual divagação mental; sensação de vivência deliciosa e profunda. Cura insônias.
Efeitos fisiológicos: repouso geral, especialmente para os sistemas nervosos cerebrospinal e vago-simpático; perfeita irrigação sanguínea; regularização de todas as funções vegetativas, com a mais profunda pranificação do corpo sutil.



Este texto foi extraído do capitulo 2
do livro "AUTO PERFEIÇÃO COM HATHA YOGA"
Hermógenes
da Editora Record.


23 dezembro, 2014

História de Natal - A boneca roubada

Domingo passado liguei o rádio - estava na Mundial, deitei na cama e ouvi uma história de Natal, era mais ou menos assim:

Ela com a voz meio trêmula começou a contar que quando pequena tinha muita, mas muita vontade de ter uma boneca, que ficava sonhando acordada em como deveria ser o cheiro de uma boneca. (noossa, lembrei do cheiro das minhas bonecas... abrindo da caixa, boneca nova de Natal...)

E na frente de onde ela morava, que as crianças ganhavam muitos brinquedos, que o pai delas deveria trabalhar na Estrela, e que o desejo ia ficando cada vez maior. No dia de Natal ela viu que a menina havia ganho mais de uma boneca. Sem que a menina visse ela roubou uma boneca.

Mas o irmão da menina viu e contou à mãe deles, que foi até a casa dela contar ao pai o que havia acontecido. O pai dela muito bravo disse que se fosse verdade ia devolver a boneca e castigar a filha, mas que se fosse mentira que ia cortar a língua da mulher. A mulher muito assustada disse que esquecesse o assunto.

E então ela que estava por perto, foi saindo de fininho com medo. E então, o pai a pegou pelo braço e disse:
- Você vá lá dentro e esconda muito bem essa boneca, ou eu vou ter que te castigar.

E ela pegou nas mãos do pai, chorou e agradeceu muito.

Ela ainda contou que brincou muito com esta boneca, que a escondia e a levava para as matas perto da sua casa/acampamento (ela é cigana) e brincava por horas.

Eu me emocionei com ela contando, o operador da rádio também e muita gente também deve ter se emocionado ouvindo esta pequena e significativa história.

Não se julga a moral, se esteve certo ou errado que ela tivesse roubado a boneca. Mas a atitude do pai é de uma nobreza e tanto, defende e guarda o segredo da filha. Ao invés de uma culpa ela é absolvida no afeto do pai, que compreende seu desejo, e assim lhe concede um presente muito valioso!


nota: não sei quem era a comunicadora da rádio, somente acabei ouvindo o trecho da história.



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22 dezembro, 2014

Boas Festas 2014/2015 - Luz!



Luz:

A Luz revela e nos revela.
Mas partes de nós temem a Luz, que as revelem, é o medo.

Esse é o conflito mais antigo -  entre a luz e as trevas,
entre o amor e o medo.
Mas a Luz sempre vence, porque só ela é Real.

O sofrimento é ilusão, apenas, tão somente...
E o tempo é tempo para a desfazer.
De deixar Ser o que É.

Não disseram que seria fácil... 
Então através dos Iluminados abre-se um portal doce, silencioso e elevado, 
onde nossa própria centelha divina relembra sua origem, sua essência - ilumina-se!

Muitos caminhos conduzindo ao mesmo manancial.
Muitos nomes conduzindo à mesma Fonte.

É Natal e seu nome é Jesus, o Cristo.
A reverência nos humaniza/aterra e nos conecta ao Divino. 
Entremos em sintonia, reverenciemos à Luz, 
e nessa espiritualidade profunda nos tornamos capazes de decidir apenas em Seu nome, Amor.

Vai... expire o medo,
inspire, inspire... Amor.

E assim é que desejo muita Luz para você!



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19 dezembro, 2014

Divergente e O Doador de Memórias - muitas semelhanças


Esses 2 filmes são parecidos pelo estilo de sociedade "futurista" e isolada. Os dois tem líderes mulheres, loiras e más (!) - em Divergente é Kate Winslet e no Doador de Memórias é Meryl Streep de cabelos brancos.
Os dois retratam uma guerra moral em nome de uma pseudo paz, que claro, nunca funciona para sempre. Traçam um enredo semelhante onde alguns personagens se destacam da anestesia da falsa perfeição.

Em Divergente trata-se de uma das maiores dificuldades para todo ser humano que é escolher ser diferente da família.
A qualidade de ser divergente (não apenas diferente) aparece como uma pré-disposição mental - assim como os "resilientes".

Os divergentes são sempre temidos. Gostar de mais de uma coisa, pensar em estratégias múltiplas... é ter a capacidade de sair da caixa. É... parece que isto é para poucos ainda. Então, só o tema em si já é válido pela reflexão.
Outra coisa interessante de se ver são as facções, qualquer semelhança com a realidade não será mera ficção...

Em Doador de Memórias é o mundo zero mas sem graça x o mundo da dualidade. É o mundo de Adão e Eva (antes da maça obviamente), só que inventado pelo homem como uma nova civilização.

Falta algo a mais tanto em um filme como em outro.
Razoáveis, mas não chegam a ser descartáveis! 



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Enya - May It Be

Ando contente só em ver tanta coisa boa que tive a oportunidade de conhecer/saber!

Essa semana entrei num remember Enya.

A primeira vez que ouvi Enya tinha 12/13 anos, minha vizinha colocou o som alto e aquela voz era divina... O nome dela era Simone. Simone era diferente da família, daquele tipo "divergente".

Enya estava bem no comecinho despontando no Brasil, o new age ganhava ares na bela voz da Enya, entre tanta coisa boa de música que rolava nos anos 80. Enya foi a entrada para que eu conhecesse outras coisas bem bacanas deste estilo, acho que igualmente aconteceu com outras tantas pessoas. Sou grata à Simone e a então ter passado um bom tempo embalada em boa música dos anos 80, incluindo o new age.

Aliás eu ando achando que as músicas que de vez em quando ouço também andam "contaminando" meus vizinhos! rs

Take a break  and... expanda a tela e aumente o som...









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10 dezembro, 2014

Aromais e Arom'Arte no Facebook!


Olha só... demorei, mas Aromais & Arom'Arte tem página no Face agora! Nova forma de comunicação para facilitar e compartilhar postagens aqui do blog, novidades e ofertas da Loja Virtual Arom'Arte e outros compartilhamentos interessantes e afins ao universo "essencial" de forma geral!

Seja muito bem vindo(a)! 


É só clicar à direita ao lado no "acompanhar" azulzinho, mas não deixe de entrar na página e clicar ao lado de CURTIU na setinha para receber as notificações ou no feed de interesses,ok!
(ou aqui: https://www.facebook.com/aromais15)
Afinal é mais uma forma de comunicação, que se for da sua preferência, fique ligadinho por lá!

Notificações por e-mail estão ficando cada vez mais demoradas e outros deixaram se usar com frequência, além do que devido a uma pane nesse ano perdi vários contatos... então ter o Face é uma forma de agilizar essa comunicação - e talvez venha um WhatsApp no ano que vem!

Em 2015 quero ficar um pouco menos conectada - não sou viciada, rs! - nem ligo nada nos fins de semana, fico de boa sem... Mas acho que disciplina nesse ambiente virtual só faz bem, andamos perdendo FOCO! O Face mesmo é complicado uma coisa leva a outra que leva a outra e quando vemos estamos um tempão danado por lá... Por isso já vi muita gente sacando isso e excluindo tudo, mas que tal a disciplina? Treinar atenção, foco... bacana, não?

Enfim...... curta no Face não só por curtir, mas se for do seu interesse acompanhar por lá, ok!

Grata,
Milene


18 novembro, 2014

Óleos Essenciais e AutoEstima

(leia aqui a primeira parte - AutoEstima- o afeto que mora do lado de dentro - importante para compreensão do que é de fato autoestima)

Os óleos Essenciais no apoio da Autoestima


"Quando você descobre sua natureza essencial,
quando sabe quem realmente é, encontra toda a sua potencialidade" 
Deepak Chopra

Além das dicas para autoestima (leia aqui o artigo completo), às vezes encontramos dificuldades no modo racional e precisamos de ajuda sensorial que chegue mais sutilmente e abra as portas da percepção, e aí podemos contar com o poder valioso da natureza através dos óleos essenciais (oes).

De modo geral todo óleo essencial (oe) faz contato com nosso Ser, e só isto já é muito bom. 
Como indicações mais específicas são diversos os óleos essenciais e dezenas de possibilidades de combinação - algumas indicações partem no sentido da autoconfiança com óleos terrosos, outros com maior enfoque na energia do ventre - o plexo solar -, que trabalha no autoconceito. Também gosto dos cheiros doces que tem a ligação com a Terra (confiança) e com a ternura dessa mãe Natureza, mas estes entram nas sinergias (composições) que funcionam melhor que isoladamente.
Alguns dos oes indicados: ylang ylang, gerânio, grapefruit, funcho, capim-limão, limão, laranja, gengibre, hortelã-pimenta, alecrim, patchouli, vetiver, cedro.

Mas se fosse para escolher apenas um óleo essencial, daria esse crédito à Bergamota, inclusive já reconhecido como óleo da autoestima. Certamente pelo seu profundo efeito equilibrante, ou melhor, "aquietante" -  que nos aproxima da nossa essência (EU).
Nosso EU que já é perfeito não encontra as barreiras morais e reações emocionais (vergonha, culpa, inveja, ira, ciúmes, etc). E dissolvendo as barreiras o que encontramos é pura potencialidade.

Foi usando a mesma via colar aromaterápico - o Graal - que me levou a pensar em escrever o artigo sobre autoestima. Veja uma citação deste oe:


 Celebração


"Bergamota= aumenta a concentração; refresca e elimina estados depressivos ou de angústia. Ativa as forças de autodeterminação, aceitação de si mesmo, fazendo perceber com mais clareza as atitudes e pensamentos. Ativa as forças da luz. Alivia sintomas de medo, vulnerabilidade, vergonha, timidez ou sentimentos de rejeição em pessoas muito influenciáveis; traz coragem e confiança para expressar seu verdadeiro EU e sentimentos com autenticidade, sem condicionamentos ou sentimentos de culpa; ajuda a tentar novamente; oscilações emocionais extremas."  Hermann N.A. Ulrich

 
A dica é usar as sinergias ou, por exemplo, o óleo de bergamota, no colar diariamente por pelo menos 10 dias seguidos.

Leia também: Não Saber Dizer NÃO.

Saiba mais sobre os óleos essenciais indicados: www.aromarte.com.br

Adquirir óleos essenciais, óleos de massagem/sinergias e acessórios aromaterápicos como colares, produtos Doce Limão, e mais: 

www.aromarte.com.br/loja.htm




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17 novembro, 2014

AutoEstima - O afeto que mora do lado de dentro



por Milene Siqueira

Mona Lisa


Embora a autoestima pareça ser um desejo da maioria dos mortais, sabemos rasamente sobre o assunto, e que vai pouco além da vontade de ter uma boa autoestima. 

Neste artigo vou dar uma certa reviravolta no assunto, apontando onde inicia, a identificar o que afeta, o quanto nos limita essa falta ou baixa autoestima e até mesmo quando essa busca nos prejudica. Para chegar a todas essas nuances que o assunto merece o texto ficou longo, mas vale tirar um tempinho para iniciar este importante conhecimento. 

Pra começar, o que é essa tal autoestima? O dicionário diz que é ter 
por si mesmo consideração, apreciação, respeito, confiança, afeto. 

Estética: autoestima ou pseudo autoestima?

Tem se associado autoestima com aparência. Alguns até pensam que é usando a roupa da marca W, frequentando o lugar X, fazendo a plástica Y, andando no carro Z, que pode-se "comprar" esta autoconfiança, resolver os conflitos do gostar de si mesmo. Ledo engano.
Cuidados estéticos e aquisições podem sim harmonizar a imagem. Se cuidar, se arrumar, é bem estar para conosco e até consideração com o outro, mas há confusão entre um bem estar saudável e a autoestima que não tem a ver com ter, mas sempre com o Ser. 

Uma pessoa firmada em sua autoestima tem a aparência como reflexo e consequentemente a importância estética é diminuída, porque será mais comum passar a gostar como somos, e usando dos recursos que temos mas que antes não víamos para valorizar nossa imagem, do que partir para uma mudança que acabe sacrificando, seja o sacrifício de tempo, das finanças, da saúde, do físico, do humor, enfim... 


"Autoestima é a possibilidade ética de eu gostar de mim.
A pessoa sem autoestima procura na estética o jeito de gostar de si.”
(Ivan Capelatto*) 

Valores do Ser que não sejam reconhecidos por si mesmo, são buscados esteticamente não como complemento para valorizar o que se tem, mas para mudar o que se é, encaixar-se em padrões sociais (mascarando-se), e é quando você não sente-se à vontade consigo. 
Autoestima não condiz com sacrifício, mas sim com aceitação e compreensão. E as mudanças serão consequências.


A base da autoestima começa na infância

Com base nas publicações do pediatra e psicanalista Donald Winnicott (1896-1971) autoestima adquire-se na infância. É quando percebemos que nosso lado "mau" (raiva, agressividade, frustração) não é tão mau assim, e que sentir raiva não destrói ninguém. Mas para tal referência é necessário que a frustração da criança seja suportada pelo outro (seu cuidador) e então a percepção infantil se estrutura para que seja suportada por ela própria - somos então capacitados na infância às frustrações através dos limites que o cuidador (em geral os pais) nos concedem. Sem limites, a coisa fica complicada. É um caminho neurológico, trabalho para o sistema límbico. 
Inclui-se também a importância dos elogios e dos cuidados (a não negligência) durante a infância.

Os valores adquiridos na infância sustentam a permanência do equilíbrio no adulto, norteia neurologicamente o “bom senso”, e os primeiros conceitos do gostar de si mesmo.

Dar limite é dar educação, é se importar, é significar, e é afeto! E autoestima e afeto caminham juntos.
*Para saber mais sobre a supra importância dos limites na educação sugiro ver aqui e aqui palestras do psicólogo Ivan Capelatto.


Dependentes do reconhecimento

Cada vez que “compramos” a ideia da capa da revista, da tendência que está fora do alcance, do prazer imediato, do alpinismo social, do sacrifício ao invés da aceitação de si, um passo distante do afeto estamos dando.
Mas se é tão ruim por que compramos a ideia? 
-Compramos porque queremos afeto. Sim, paradoxal. 
Queremos reconhecimento que nos signifique. Mas ao invés de buscar dentro, lançamos o desejo para fora, e aí podemos correr o risco de ficar dependentes do afeto do outro. Quanto menos tenhamos recebido esta significação (afeto) no decorrer da infância, mais tempo passaremos pela vida à procura em busca de sermos vistos, reconhecidos, "curtidos”. Confundimos o afeto e relegamos seu poder, quando ainda não o descobrimos por nós próprios.

A obesidade pode passar por este caminho (não é regra) indo na contramão da modelo na capa da revista, mas que não faz diferente. O corpo ganha volume para dizer: me veja, me note, me ame. Pode ser em decorrência de um pai que não fez vínculo, de uma mãe distante, e um casamento que confirma a “invisibilidade”. Não importa a idade, é a criança ainda que pede pelo acolhimento do olhar, pela sua nutrição, pelos limites não conhecidos, pelo afeto por si não reconhecido.


Baixa autoestima

A chamada baixa autoestima busca fora a aprovação (afeto) que não conhece por si mesmo, e mostra suas facetas:
  • Não saber dizer não; querer ser sempre a boazinha/bonzinho; submissão nos relacionamentos - fazer mais do que suas possibilidades em benefício à agradar ao outro; não se posicionar perante seus direitos; fuga da escuta repreensiva e má reação às críticas (ou dificuldade de ouvir/codificar para além do pessoal); extrapolar o orçamento; exageros estéticos ou físicos; "pegar" o problema do outro; ser a "vítima"; dependência, carência; compulsão; acúmulo de objetos "afetivos"; ansiedade envolvendo aprovação e reconhecimento; discrepância entre o que se deseja e o que se tem/conflito interior; comparação (distância do Ser); negatividade; magoa-se facilmente; culpa (consequência). E mesmo uma elevada autoestima (superioridade) ou uma tirania pode mascarar uma baixa autoestima.

A cilada da elevada autoestima

É muito comum uma alta autoestima esconder uma baixa autoestima. A psicóloga e escritora Kristin Neff foi mais radical e faz um "abaixo à autoestima", pois segundo ela o perigo é a superioridade que vem no pacote autoestima. E quando falta informação e a busca externa é a motivação, é o que de fato acontece, sobretudo numa sociedade que associa aparência, posição social e euforia com autoestima.
A proposta da Kristin é a de que troque-se a autoestima pela autocompaixão, em favor do não narcisismo e do não julgamento. É uma boa proposta quando não temos todo o conhecimento do que significa de fato autoestima, porque quando ela é real não existe a comparação (superioridade/inferioridade).


Comparação - alimento usual da baixa autoestima

Se você deseja autoestima, comece por perceber as comparações. 
A comparação não é causa da baixa autoestima, mas a evidencia e a alimenta.

"A comparação priva-nos do que é útil para atender
 exigências alheias, priva-nos do que é nosso ser em si e em efeito! "
(Michel de Montaigne)

Sempre que nos comparamos com o outro em qualquer aspecto que seja, perdemos o contato com o Ser, porque não lhe é in
erente.
A comparação é a percepção incômoda de que inevitavelmente o olhar do outro pousará em nós. O que nos apavora é o julgamento, porque induz à perda. Que no íntimo é a fragilidade da perda do afeto do outro (sem autoestima). 
E os tememos quando também comparamos e julgamos!
O preço da comparação é muito alto, é viver exausto pela inalcançável exigência alheia. Colocando defesas contra este 'ataque', ficamos cada vez mais desvitalizados, longe do Ser. Considere defesas: ir atrás da obtenção do que o outro espera, tentar ser melhor que o outro, se esconder da crítica do outro, desdenhar/cinismo com o outro.

A comparação também se dá com ideologias, objetos, ambientes, lugares. Quando tal comparação - depreciativa pelo que nos circunda - nos impossibilita de reconhecer ou recriar o significado dos valores próximos - já é sinal da distância (do Ser). O que está fora em geral é melhor, e quanto mais longe melhor parece (paralelo ao sentimento interno/procura do afeto). O discurso da baixa autoestima é uma cegueira dos valores próximos - a busca está fora, longe do alcance. É a capacitação desmerecida, é um curso a fazer, é a roupa que não se acha que tem no armário, é a culpa na corrupção, e faz-se o desperdício desde talentos aos bens comuns. E valores que não são encontrados em si mesmo, anulam a criatividade tanto quanto as possibilidades.
A grama mais verde do vizinho é um fato sem argumentos, pensar e dizer sobre o quanto a grama do vizinho é verde põe a atenção em outro lugar mas não modifica a minha grama. Mas deixar espaços, plantar, cuidar e regar a minha "grama" é a possibilidade real (e muitas vezes não cogitada!) de deixá-la verde.

Talvez tenhamos sido exaustivamente cobrados na infância, o olhar que pousou em nós pode ter sido bastante duro e negativo, talvez tenha faltado o elogio, ser significado, ter conhecido limites, ou educado por pessoas que também não conheceram o seu próprio afeto. Mas agora crescemos e precisamos amadurecer. E para tanto é necessário deixar de lado as exigências alheias a nosso respeito, e projetar toda essa energia para olhar e significar o “nosso ser em si e em efeito".

Autoconhecimento - Abrindo o presente que você é!

Mesmo que bem tenhamos a autoestima como base na infância, seu desenvolvimento é contínuo através da conscientização.

O autoconhecimento é a trajetória do Alquimista, aquele que sai do seu lugar em busca do tesouro. Ele caminha, caminha... até se dar conta de que o tesouro sempre esteve no lugar de origem. E quando acha, "finaliza". É este o ciclo. 
Os problemas aparecem quando a busca não é iniciada, ou quando se torna inalcançável, sem elaboração do fim, das conclusões que nos lancem de volta ao "tesouro", ao Ser. Os problemas mais comuns aparecem como compulsões: compras, comida, sexo, trabalho, a busca pela perfeição. Depois as patologias que dependerão também de outros fatores, mas que em geral estão relacionadas com o sem fim. O TOC (transtorno obsessivo compulsivo) é fazer compulsivamente algo adiando seu fim, o pânico o medo do tempo de confronto com o sem fim, o câncer é a célula que se reproduz sem fim, exemplos de algumas patologias.

Quanto menos conhecimento a pessoa tem de si mesmo, menos livre ela é. Portanto o autoconhecimento é a sementinha de todos os processos. 
E como gostar de quem você não conhece, do próprio presente que você nunca abriu? Só que curiosamente sem autoestima ou a exacerbando, o autoconhecimento pode não acontecer ou fluir! Por isso acredito na compaixão e na ética como as primeiras práticas no desenvolvimento da autoestima:


Compaixão e Ética - a autoestima em ação

Podemos "praticar" autoestima, e uma das melhores maneiras pode não ser um trabalho diretamente conosco como se pensaria a princípio! 

Compaixão - o olhar não exigente


“Eu aprendi a me tratar muito bem. E aprendi isso me tratando bem como eu trato os outros” 
 Clarice Lispector

Um caminho para reconhecer o amor por si mesmo é pelos limites que não temos controle diretamente: os alheios. Ter compaixão.

Trocar o julgamento que a comparação faz, pela compaixão. 

Como humanos não somos perfeitos em nossa personalidade, em nossas ações. Erramos. E tudo bem. Lidar bem com isto parte de como aceitamos os limites através da percepção que temos sobre os limites do outro. É quando invertemos o exigente olhar alheio que é lançado sobre nós, por uma resposta mais suave e sem exigências da nossa parte.
Na compaixão, lidamos diretamente com o afeto. Diferente da ideia da compaixão que salva o outro, é a compaixão que respeita, que abre espaço para ouvir o outro, tentar compreendê-lo, ajudar se possível, e retira as exigências.

Diz um ditado que não poderíamos julgar ninguém se ainda não andamos mil léguas com seus sapatos. Acho que é este o sentimento da compaixão, sem que seja necessário calçar-lhe os sapatos fisicamente.

E vale frisar que compaixão não se trata de amar ao outro mais que a si. O mandamento bíblico já adverte: ame ao próximo como a ti mesmo. Não diz ame mais (baixa autoestima/inferioridade), nem ame menos (alta autoestima/superioridade), diz ame igual. Equilíbrio.

Ética - educação dos limites

"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, 
mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência" 
(Karl Marx)

Ética vem da palavra grega Ethos e significa o modo de ser. Ethos significava a morada do homem, a princípio a Natureza. 

Ética é um conceito que visa o bem da coletividade, e está estritamente ligado à prática do bom senso.
Podemos nos guiar pelo conceito que diz que ética é educação da vontade (aquela que devemos ter aprendido na infância pelos limites), e que resultaria no equilíbrio entre o querer, o poder e o dever.

Esse mínimo de equilíbrio entre o que se quer, pode e se deve é o ser social, e que agrega valores de autenticidade. Em primeira instância esses valores me auxiliam a ter harmonia comigo - sobre meus próprios limites -  e simultaneamente esbarra nos limites alheios e colabora com o outro, o ambiente, a sociedade. 

Uma pergunta a se fazer sobre nossas vontades é se podemos e se devemos. Do contrário reavalie o "querer", que pode estar ligado à necessidade de afeto não atendida.
Ou se fazemos e devemos mais do que o nosso querer...

Essa noção sobre as nossas vontades é muito sutil... mas é necessário que seja vista, ou melhor, sentida. 


O templo que habito – corpo, autoestima em movimento

É através do corpo que nos comunicamos com o ambiente, com o outro e também conosco, nos sentimos parte da existência e do fluxo de dar e receber quando temos consciência deste corpo. Quando ficamos muito tempo sem receber o toque, vamos perdendo a noção dos nossos limites, da autoimagem. O corpo através do toque, do olhar, do olfato e do paladar é nosso canal de comunicação com o afeto. Respiração, atividades corporais e massagens que nos conscientizem e nos integrem ao corpo são muito bem vindas. Através destas atividades, vamos percebendo o corpo interior também, este que sustenta e equilibra esse corpo perceptível. 
Importante aceitar esse templo como é, se sentir à vontade com ele, explorar as possibilidades de alongar-se, de se movimentar, de olhar, de cheirar, de sentir. Ficar íntimos de nós, lugar de aconchego.

A aparência (através da forma de se vestir, andar, se comportar, etc) é comunicação visual, e que ganha mais significado e valorização com a autoestima. Pensamos que seja ao contrário e às vezes ajuda sim, uma orientação de como se vestir, o que fica bem com o seu corpo, por exemplo.
Mas quando a autoestima vem em primeiro lugar, enquanto valor do Ser, o entorno é que costuma acompanhar - a diferença é que a estética deixa de ser uma busca para você se gostar, e passa a ser um complemento porque você gosta de você. E esta diferença não é difícil de se notar! 


Autoestima e sociedade

Autoestima é fundamento para a construção de uma sociedade com muito menos violência, enfermidades, corrupção, sujeira, abandonos e desperdícios. 
É o ser criativo e lúcido, que não só deseja, mas realiza o melhor para si e para o outro, agente das mudanças que colaboram com o bem comum.

Se você chegou até aqui neste texto, pratique e leve essa mensagem adiante. Que cuidemos das crianças, dos jovens e conscientizemos os adultos para encontrarem-se com o afeto que mora do lado de dentro!



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*este artigo também foi compartilhado no link do Doce Limão:



Veja aqui a 2° parte -  com os óleos essenciais indicados no apoio da Autoestima!

Leia também: Não Saber Dizer NÃO.

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