30 novembro, 2013

Peripatético

Peripatético foi uma série de 5 programas na TV Cultura/ CPFL com Luiz Felipe Pondé e faz referência a Escola Peripatética do filósofo Aristóteles.

Adorei Peripatético. Assisti um episódio pela TV e os demais consegui ver estes dias via Vimeo - no Facebook fica mais fácil entrar em todos os programas: vaidade, fé, sexo, melancolia e casamento.

Esse programa tem um 'quê' a mais que é a captura do olhar além do verbo!

Em Vaidade, me ficou a frase "A vaidade física esconde as rugas, a intelectual as inseguranças"

... a fé que nos dá a mão como crianças ou a que condiciona a nos tornar adultos? 

Sexo... continuamos os mesmos de antes da revolução sexual?

Melancolia... ser feliz é seguir com a 'boiada'!

Casamento... tá difícil ser simples nas parcerias... neste, além do olhar a risada disse tudo!






28 novembro, 2013

Identidade Amor




"Os Budas e os Cristos nascem perfeitos. Não procuram amor nem dão amor porque são o próprio amor. Mas nós, que nascemos uma e outra vez, devemos descobrir o significado do amor, devemos aprender a nos identificar com o amor, como a flor se identifica com  a beleza"  Henry Miller        
                                                      






***


26 novembro, 2013

Eu Maior - Felicidade

Findes passado vi Eu Maior no YT, legal, mas acho que gostei bem menos que a maioria... Mas ok admiro a iniciativa da proposta que em si já é válida.
Pessoalmente destacaria as entrevistas de Marina Silva, Leonardo Boff e Kaká Werá.
A de Kaká foi a que mais me identifiquei com o que seja a felicidade: um estado de espírito e como tal estar próximo a natureza alimenta este espírito como ele cita...

Mas felicidade é bom e é curiosa... porque o caminho da felicidade é dependente. Mesmo que seja estar próximo a natureza, ainda é dependente de estar nela. Se for estar com pessoas, dependente. Conquistar coisas, dependente.
E para ser um 'ser feliz' ainda depende de você. E depende de tomar a iniciativa de se autoconhecer, e conhecer o papel das polaridades, e então de reconhecer a interdependência de tudo, inclusive da felicidade, e aí se tornar humilde... 
É....... uma jornada....
Por isso vou terminar em sábio Osho mesmo, respondendo onde se encontra a felicidade:

"Procure no dicionário pela letra "f" – apenas ali você encontrará sempre a felicidade. Na vida, as coisas são muito misturadas. Dia e noite estão juntos, felicidade e infelicidade também. A vida e a morte estão juntas, assim como tudo está.

A vida é rica por causa das polaridades opostas. A própria ideia de que se gostaria de ser feliz para sempre é estúpida. A própria ideia trará apenas infelicidade e nada mais. Você se tornará cada vez miserável, porque estará cada vez mais perdendo a sua chamada “felicidade eterna”. A sua ganância é demais.

Então, quem é a pessoa feliz? A pessoa feliz não é aquela está sempre feliz. A pessoa feliz é aquela que é feliz mesmo quando há infelicidade.

Tente entender isso. A pessoa feliz é aquela que entende a vida e aceita as suas polaridades. Ela sabe que o sucesso é possível apenas porque o fracasso também é possível. Por isso, quando o fracasso vem, ela o aceita.

Lembro-me de um incidente na minha infância. Um grande lutador de luta-livre havia chegado na minha cidade. Todos eram muito interessados em luta-livre, assim, a cidade inteira se reuniu. Eu vi muitos lutadores em minha vida, mas ele era realmente raro. Havia algo de Zen nele.

Durante dez dias a luta-livre continuou, e todo dia ele derrotava um lutador famoso. Finalmente, ele foi declarado o vencedor. No dia em que ele foi declarado o vencedor, saiu pela cidade e tocou os pés das dez pessoas que ele havia derrotado.

Todos ficaram perplexos com o que ele fez. Eu era uma criança pequena, fui até ele e perguntei: “Por que você fez isso? É estranho".

Ele disse: “Eu sou vitorioso apenas por causa deles. Se eles não tivessem sido derrotados, se eles não tivessem permitido serem derrotados, eu não seria vitorioso. Assim, eu devo isso a eles. Como eu poderia ser vitorioso sem eles? Minha vitória depende da derrota deles, minha vitória não é independente deles. Eu, realmente, me sinto muito grato a eles. Havia somente uma alternativa: ou eu seria derrotado ou eles seriam derrotados. E são pessoas boas, eles aceitaram a derrota”.

Essa é uma ideia Sufi ou Zen. As coisas são interdependentes: sucesso/fracasso, felicidade/infelicidade, verão/inverno, juventude/velhice, beleza/feiura – todos são interdependentes, eles existem juntos.

E o homem que começa a buscar um polo contra o outro está se envolvendo em problemas desnecessários.  Isso não é possível, ele está desejando o impossível, e ele ficará muito frustrado.


http://www.palavrasdeosho.com/2012/04/onde-se-pode-encontrar-felicidade.html#ixzz2lkp0YU7T







19 novembro, 2013

Querida Mulher!

Achei este vídeo magnífico! Tão simples, mas passa um filme na cabeça (na minha pelo menos passou!) fui para minhas ancestrais, fui nesta e talvez minhas tantas vidas... enfim, tantas mulheres, tantos femininos.
De certa maneira, lavou minh'alma...
Veja, e deixe que as palavras cheguem no coração:




Num mar de confusão atual, do que é profano ou sagrado, de competições ao invés de cooperações, de barulho ao invés de silêncio... temos nos perdido do contato dos atributos e da dignidade do Feminino. 

Fiquei com a sensação de que ao se ter o respeito do masculino como este vídeo coloca, retornamos magicamente a este território sagrado e no instante em que nos reconhecemos, nos pertencemos de novo! 




07 novembro, 2013

Afetar-se ou não afetar-se, eis a questão...

Porque será que ficamos tão 'afetados' pelo outro?

Normalmente nos afetamos proporcionalmente à expectativa e ao envolvimento, à fé que depositamos naquilo que passo a acreditar ou também me identificar (me ver ali)...

Eu tenho uma amiga que colocava a 'mão no fogo' pela outra amiga, num assunto que mexia com sua reputação, a mão se queimou... e ela rompeu uma amizade de anos...  Ela afetou-se pela amiga até decepcionar-se vendo que a realidade era outra.

Porém, quando nos afetamos de tal modo por algo, alguém ou uma causa, ficamos um pouco cegos. Trazemos o outro para dentro de nós para se encaixar no nosso ideal. Outras vezes, até enxergamos bem o outro, mas ainda assim o queremos tão bem que desejamos vê-lo capaz de superar-se (correspondendo ainda aos nossos anseios) e nos magoamos quando isso não acontece. E infelizmente a mágoa é proporcional ao tamanho do afeto...


Até que a gente consiga entregar o outro a si mesmo e à sua sorte!


No fim a gente descobre que o importante como Carlos Castañeda citou com seu Don Juan deva ser mesmo verídico... que uma vez que o homem aprenda a ver, tudo no mundo passa a ser sem importância...  





É a vida é assim... nos envolvemos para nos des-envolvermos!





03 novembro, 2013

Samsara

Bela filmagem, diálogos curtos e precisos, sensibilidade, reflexão...



O final desse filme é daqueles que se deixa a pulga atrás da orelha por um bocado de tempo. Talvez porque seria mais válido um 'caminho do meio' como pelo visto é o do budismo japonês, conferindo uma coerência à nossa humanidade e individualidade.

Vi esse comentário da Monja Coen e acho que deve se pesar o que ela diz, eu também estranhei essa 'tolice' do monge X a sabedoria da Pema, que parece a 'iluminada' da história... Ou será que a intenção era mostrar que os anos de reclusão o teriam feito assim, longe da sabedoria do viver?

Monja Coen:
"O Samsara é muito específico do budismo tibetano. Inclusive eu vi o filme como uma crítica ao celibato e a castidade. No momento em que o monge sai do mosteiro e se casa, parece que perde toda a sabedoria. Questiono essa ótica do autor do roteiro. Como que de repente se esvaiu tudo que o monge aprendera desde criança? Passara por um retiro difícil, tão longo. Deve ter penetrado estados profundos de consciência, de percepção da mente. Depois do casamento fica meio tolo e a mulher dele se torna toda sábia, inclusive sobre a educação dos filhos. Pareceu-me forçado e apenas o aspecto crítico sobre o celibato e a castidade foi ressaltado. No budismo japonês ao qual estou ligada os monges podem se casar. Para as monjas isso só foi permitido depois da segunda guerra mundial. Meu mestre, em suas palestras dizia: a pureza não é a castidade. Porque senão a humanidade não existiria. Então nosso ponto de vista é diferente do budismo tibetano. Na minha experiência de vida pessoal, eu me casei e me separei algumas vezes. Agora estou vivendo com muita alegria, por opção pessoal, o celibato e a castidade. É importante citar os dois. Alguns monges se dizem celibatários e mantém relações sexuais. Alguns são castos, embora casados. Mahatma Gandhi diversas vezes tentou a castidade, mas não resistia ás necessidades sexuais. O meu caso é diferente. 

Não estou tentando provar nada. É o que está acontecendo. E eu não estou sublimando, eu não estou sentindo nenhuma necessidade sexual nem de relacionamentos sexuais. Porque talvez a minha atividade no momento me complete de tal forma que eu me sinto completa. Eu não sinto que falte nada. Eu estive com monjas católicas, com freiras católicas em Salvador, durante o Conselho das Religiosas do Brasil da regional Salvador e Sergipe. E eu encontrei uma grande afinidade com elas que enfatizavam a vocação e a consagração. Eu consagro o meu corpo. Utilizo minha energia para um propósito que para mim é superior ao de temporariamente satisfazer as minhas necessidades físico-psíquicas. Eu não nego que elas existam. Eu não pretendo que elas não existem. Percebo a mim mesma.

Havia um jovem nos Estados Unidos, que já se casara inúmeras vezes, e um dia foi ao supermercado e viu a moça da caixa e se apaixonou imediatamente. Aquela era a mulher de sua vida, queria se casar com ela. Então se lembrou que já se casara muitas vezes, montara várias casas e havia recentemente acabado de se unir a uma mulher por quem se apaixonara da mesma forma que agora sentia por esta. Refletindo sobre seus sentimentos ele foi embora, sem dizer nada. É assim que eu entendo a castidade. Uma opção de cada instante. Eu não sei como seria manter o voto sem nunca ter tido nenhuma experiência sexual. Mas eu acredito que é possível, que alguns possam verdadeiramente fazer esse compromisso. Outros não conseguem. Por isso, no budismo japonês o voto é pessoal e não exigido pela comunidade. Não há obrigatoriedade. 

O filme Samsara é sobre monges tibetanos que assumem o compromisso da não sexualidade. Não entendo muito bem sobre o budismo tibetano. Na minha tradição esse voto não existe. Meu mestre costuma dizer que a castidade é uma exigência antinatural e por isso pode não ser benéfico. Ao mesmo tempo podemos refletir com Buda:

“Todos vão nesta direção. Faço com que vocês pensem e ajam de outra forma.” Link

Enfim, vale ver. De toda forma, é um belíssimo filme!




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...