27 agosto, 2010

Monsieur Ibrahim - Filme

Em português o filme se intitula Uma Amizade sem Fronteiras.
Bom, muito bom filme. Omar Sharif me lembrou o personagem de Lima Duarte em Caminho das Índias.
Tem uma trilha musical bacana. E muita filosofia Sufi.

Também tem referências a cheiros, ao assistir o filme repare quando Ibrahim coloca uma venda no menino Moisés e o leva aos lugares para "sentir" os cheiros, para despertar-lhe a percepção. Ibrahim ainda diz que gosta de sentir o cheiro, e com referência ao cheiro do corpo, pois lhe dá segurança. É isso aí, Presença !

Diferente, mas pela mesma viagem de sentidos, o filme faz 3 referências que eu já escrevi no site entre música, dança e aromas... De tudo, o filme fala de ensinamento, e principalmente de muito carinho e amizade.

Êta doçura de burrice...

Simplicidade Pura e Inteligente.

"Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. O bom é ser inteligente e não entender. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo".

Clarice Lispector

23 agosto, 2010

Diluição de Óleos Essenciais, para Massagem


por Milene Siqueira



É em óleo vegetal (óleos graxos) que se diluem os óleos essenciais (oes) para massagem em grandes áreas da pele, pois são eles que fazem o papel de condutor - são os carreadores (também chamado carregadores). Os óleos vegetais também tem particularidades e diferentes graus de penetração na pele, definidos pela densidade do óleo (peso molecular). 

Alternativas como a diluição em creme ou gel, também são válidas para casos específicos e em áreas menores.


Para calcular a diluição, o primeiro a saber é que 1 ml de óleo essencial contém de 20 a 25 gotas dependendo da cânula - o gotejador/contador de gotas utilizado. Para o tipo de gotejador mais usado nos frascos de oes, consideramos que 1 ml equivale a 22 gotas

Pode ser feita uma análise minuciosa sobre a utilização para massagem em cada pessoa - além da porcentagem de diluição dos óleos -, os carreadores e óleos essenciais mais adequados, biotipo, tipo de pele, resultados esperados, tipo de massagem, local da aplicação, melhor uso aliado à rotina, preferências olfativas e de texturas de óleos vegetais, e outros fatores particulares a se levar em conta. Porém o uso simples de sinergias indicadas também tem resultados muito positivos, sem a necessidade de tantos detalhes pessoais.

Quanto as diluições de modo geral, considere:


  • Diluição a 1% - utilizadas para óleos com intensidade olfativa forte. Ou para óleos muito caros, como rosas, jasmim, néroli, melissa, sândalo, etc. Essa diluição também serve para crianças pequenas / 50ml = 11 gotas.
  • Diluição a 2% - usadas para peles sensíveis com tendência alérgica. Também para crianças e idosos mais sensíveis / 50ml = 22 gotas.
  • Diluição a 3% - a porcentagem mais comum e mais utilizada, serve à adultos em geral / 50ml = 33 gotas.
  • Diluição a 4 ou 5% - para óleos com nota olfativa pouco intensa e para dores, inflamações / 5%=50ml = 55 gotas.

Acima de 5%, requer um melhor conhecimento da ação dos óleos essenciais, e em maior porcentagem já não se destinam à massagem.

Óleos muito fortes como oes de especiarias (tomilho, canela, cravo, cardamomo, noz-moscada, etc) devem ser usados com cautela, adicione os em gotas, bem abaixo de 1%. Hortelãs e óleos cânforados, também devem ser adicionados aos poucos. Para suas manipulações, use cerca de 3 oes diferentes, mais oes irão requer porcentagens de cada um menor no total, e um entendimento mais amplo das químicas envolvidas.

Calculando: 3% para 100ml de óleo vegetal = 3ml - ou 66 gotas (22x3) de oe. Para uma colher de sopa de óleo vegetal representará de 5 a 6 gotas de oe.
No mais, aplique a regra de 3, que serve para cálculos onde se tem o resultado da conta abaixo de 1 ml. Por exemplo: 20ml a 2% = 0,4 ml. Para saber quantas gotas há em 0,4ml, multiplique 22 (qtde de gotas para 1ml) x 0,4(ml) e (!) divida por 1(ml) = 8,8 = 9 gotas.

Não manipule grandes quantidades de óleos para massagem. Prefira manipular uma quantidade menor, para uso em menor tempo, 30 a 50ml, por exemplo.

Não esqueça de ler sobre as indicações e precauções dos óleos essenciais escolhidos. 
E boa alquimia !




*

19 agosto, 2010

INSPIRA e Agostos...


Estou remodelando o Inspira ! Por isso suspendi as vendas na Loja Virtual Arom'Arte !

O Inspira é um acessório de inalação para Aromaterapia. Embora a Aromaterapia tenha muitos métodos de aplicação, a própria palavra Aromaterapia sugere ao leigo inalação, terapia dos aromas... e é realmente uma das formas mais eficazes. Mas via a dificuldade que era ficar segurando o vidrinho ou o lenço, ou ir esquentar a água e inalar... E assim não só dificultava o uso como a eficácia do método era reduzida, fazendo até com que seja a forma menos utilizada (com enfoque).

Então ao elaborar o Inspira, me admirei tendo resultados muito rápidos, tanto emocionais, quanto respiratórios e físicos. Sem dúvida a atuação mais notada é no emocional, seguida pelo respiratório e com auxílio interessante no físico - por exemplo, já barrei indícios de gripes e imunidade baixa com apenas o uso do Inspira.
O mérito é sem dúvida dos óleos essenciais, o Inspira vem para dar uma ajudinha, facilitar.

Eu o criei em janeiro de 2008. Comecei as vendas em março, e na Loja Virtual em Junho. Em julho, uma conhecida foi aos EUA para um congresso de Aromaterapia, e levou algumas unidades do Inspira para demonstração e venda. Em 08 de Agosto de 2008, dia em que os místicos falavam da abertura de um portal, e no dia em que a China fazia aquela lindíssima abertura das Olímpiadas, eu em seguida lia o e-mail relatando o sucesso que havia sido o Inspira por lá, e chorei ao ler a linda cena que ela me relatava da apresentação que fora feita do Inspira em terras distantes. Eu que havia tomado decisões importantes em 2007, nessa hora me passou um filme pela cabeça, da minha trajetória naquele período de exatamente 1 ano.

Em 2009 repetiu-se o ocorrido.

Bom, agora fazia um tempo que imaginava mudanças no acessório, e estou aqui... me inspirando..., nesse novo Agosto !

15 agosto, 2010

Rosa


"Tu és como rosto das rosas: diferente em cada pétala.

Onde estava o teu perfume?

Ninguém soube.

Teu lábio sorriu para todos os ventos e o mundo inteiro ficou feliz.

Eu, só eu, encontrei a gota de orvalho que te alimentava, como um

segredo que cai do sonho..."

de Cecília Meireles

Solidão contente


O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas

por Ivan Martins, editor-executivo de ÉPOCA

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.

Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

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recebido por e-mail, da Sara !

14 agosto, 2010

Artigos Aromáticos - link


Adorei a nova página de Artigos do site Arom'Arte que criei, a montagem deu-se exatamente no que pretendia, na ideia de conduzir ao transporte imaginário e real pelo mundo dos aromas... através da leitura e informação.

Uma pena eu não saber o nome dos artistas das obras que utilizei para compor a figura.

12 agosto, 2010

Flores... de papel !!!


Adoro flores... nossa... não imagino a casa sem elas, babo nas originais, fico um tempo olhando cada detalhe, a cor intensa, translúcida, o cheiro... , mas acho que elas ficam bem no jardim, me dá uma dorzinha tirá-las de lá.

Então a não ser que ganhe flores. As que em geral enfeito aqui são fakes... de tecido que fiz, de lojinhas de 1,99... e comprei umas lindas que parecem mesmo originais. Estava querendo saber como se faz uma determinada flor de papel, e tava na net vendo maravilhas. Tem de crepom, de qq papel amassado que vira rosa, de feltro, etc

E vi este site de uma delicadeza ímpar : www.judemiller.com . Fiquei pra lá de indecisa ao escolher uma de suas fotos de flores de papel para ilustrar aqui.

e-drugs

Essas e-drugs que são notícias do mundo virtual, me pareceram perigosas quando combinadas a drogas palpáveis, digamos...

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/e-drugs-o-novo-fenomeno-da-internet-invadem-a-franca

No site do Quiroga, ele já fala e tem uma farmacinha músical por lá...

Vibrações...

09 agosto, 2010

Honra & Coragem - filme

Ontem dia dos pais, aluguei um filme para meu pai que gostei muito de ter assistido anos atrás. Esse filme - Honra & Coragem- foi indicado quando estava no curso de Floral de Bach, e era para refletirmos o grupo do medo dos florais. Todos que assistiram, gostaram muito.

Curioso que quase ninguém fala dele, e mesmo quando Heath Ledger (o ator principal) morreu, nem comentavam sua participação nesse filme, que acho uma das suas melhores atuações, pois Ledger transmite pela tela o ar de seu medo, mostra a pequenez e a grandeza do medo, ao enfrentá-lo.

Lembrei do filme na locadora, porque meu pai - que é a pessoa mais pacienciosa pacífica, equilibrada, bem humorado, de bem com a vida que conheço - ADORA filmes de guerra e de lutas. Eu desde pequena achava isso curioso, pq é completamente diferente de sua personalidade... hoje entendo que é sua maneira intuitiva e saudável de equilibrar seus eus.

Da primeira vez que assisti, não vi os extras do DVD. Ontem aproveitei para isso. Achei o diretor (Shekhar Kapur) de uma paz... também pudera é indiano e cheio de filosofias espirituais, e falava sobre detalhes interessantes no filme, como a ter filmado a cena do último conflito no deserto dando ao telespectador a ideia de mar, de água..., afogamento. De mostrar a prisão como o obscuro da mente, detalhar a estrutura rígida e borbulhante da mente sombria através do movimento dos detentos. E conta sua experiência de ter ficado por algumas horas sozinho no deserto... vale ver os extras para somar ao filme !

O filme mostra a intensidade de medo, de coragem, de superação, entremeando a lealdade às amizades, e da ajuda enigmática e maravilhosa de Abou Fatma (Djimon Hounson)- que faz o papel complementar ao emocional de Ledger, e também como um 'anjo' personificado, a ajuda divina que aparece quando se decide pela superação. Abou é forte, guerreiro, fiel a seus princípios, à Deus sobretudo. Mas que em determinado momento do filme, chora, não engole suas lágrimas, mas as derrama de maneira simples e honesta, como o é.

07 agosto, 2010

Abolindo plásticos

Faz um tempinho que tinha pensado em trocar os saquinhos plásticos e plásticos bolhas que uso nas embalagens de envio da Arom'Arte, por algo que seja descartado sem prejuízos à natureza. Mas aí eu tinha um estoque aqui, e não lembrava de passar na casa de embalagens.
Bom, agora fui, e estou integrando embalagens de proteção mais recicláveis....

Nossa, quando é que irão de verdade estimular o uso de sacolas/eco-bags nos mercados ? Só quando doer no bolso, para variar...
Me dá um despero ver aquele monte de saquinho de mercado, eu no possível sempre levo a minha sacola de casa, tb gosto de usar uma bolsa no dia-a-dia que é tipo uma eco-bag, cabe tudo nela. Vou comprando e colocando nela, sem precisar de embalagens. Sempre adorei bolsas leves, já carregamos pesos demais na vida... Pode ser a bolsa mais linda, mas nunca irei me encantar se eu a levantar e a mesma pesar, tô fora ! Como dizia a mãe de um amigo : "quem carrega peso, voa baixo"

Por isso o básico e simples dá sempre certo, até carteira eu aboli.

E por que nos mercados mal enche o saquinho e eles já vão colocando em mais e mais saquinhos? Quando não estou com minha sacola, eu digo : põe tudo junto ! Muitas vezes, dá para ajeitar tudo numa sacolinha, o que no caixa embalam em 3,4... Mesmo que eu esteja com minha bolsa cabe-tudo, me dá um desespero... rs... pq se a gente não fica esperta, lá vão os garotos ensacando tudo.

Reciclagem e fazer nosso possível para usar bem os recursos disponíveis, muitos antes da reciclagem é tudo de bom !

01 agosto, 2010

Emoções

"Emoções criam necessidades e estas precisam de alimento para ser mitigadas. As pessoas que consideram as emoções experiências de baixa categoria, acabam ficando desnutridas num âmbito muito importante da vida" (Oscar Quiroga)

Gostei da frase acima, porque fala da compensação, o que traduz um ritmo. Na frase acima entre necessidade e alimento mora um ritmo.

Emoções advêm da vida na forma. Desprezar as emoções, é negligenciar o âmbito da forma, só que é nesse âmbito que se molda nossa experiência por aqui. Não olhar as emoções, é não experienciar (não se medir), e é ser conduzido inconscientemente por elas.

As emoções não olhadas, carregam o sofrimento da separação, o ego se fortalece (pq é dividido), mas a carência de alimento (compreensão) fica. A ponte entre necessidade e alimento - ou entre desordem e ordem - não foi feita. Quando esse espaço é preenchido, nutrido, através do "alimento", da ordem, você libera, experimenta o fluxo, o ritmo. O espaço é o Agora.

Contanto o alimento não está em fontes externas. Mas as fontes externas ajudam a refletir para si, ajudam a lembrar ao corpo/mente o funcionamento do fluxo.

Caso não haja consciência (o recuar, olhando do centro interno ou "do alto"), e você formar uma história acerca, você pode voltar a mesma necessidade muitas vezes, de formas iguais ou diferentes, repetindo separações internas (não Sendo).

-Mas eu sinto as emoções, assim estou olhando para elas ? Bom, como é que se mede quem está dentro da medida ? Ou como salta-se um obstáculo se estou na frente dele ? Difícil, né ? Só recuando, afastando-se, porque quanto mais longe, mais perto - mas mantendo o foco. Aqui o afastar significa observar a partir do seu eu interior, adquirindo Consciência.

Emoções fazem parte enriquecendo a vida da forma, mas é recuando da forma, que se olha para a medida e avança. Recuar não é fugir. Fugir, rejeitar é não querer olhar. Recuar é dar distância para "ver" melhor.

Vídeo - Chimamanda Adichie.

Tinha acabado de escrever o post falando sobre um e o todo, quando recebi o vídeo abaixo. Tudo a ver.

Vale assistir.

Quando penso na história dos negros tendo sido escravizados, penso no medo que os brancos devem ter sentido sobre o poder da beleza negra. Imagine ... era poder demais.... as negras com seus quadris largos, seios e glúteos avantajados, bocas carnudas (a exuberância das formas femininas), nariz largo (cheira/sabe)... , o cheiro da pele forte (marca presença), cabelo que arma feito coroa na cabeça, feito juba de leão. Os homens negros fortes, com poder fálico "maior" que do homem branco. A raça com o maior contraste/dualidade ao extremo : preto x branco. E para piorar os negros nem aparentam envelhecer...

Era beleza, era poder demais para a raça branca... E numa época onde imperava um único poder.
Bom, que a gente possa se livrar de vez desse velho mundo de escolher um lado da história, um lado da dualidade, a natureza nos ensina que o poder está é na diversidade, no todo.

E como diz ao final do belo vídeo abaixo :
"Quando rejeitamos a história única, quando nos apercebemos que nunca há uma história única sobre nenhum lugar, reconquistamos uma espécie de paraíso". Clique :

http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

O um e o todo = tudo igual.

"A individuação e a totalidade são a mesma coisa"
Barbara Ann Brennan

Em alguma ilusão nossa de cada dia... pode passar a ideia de que sendo o tudo não seremos... por isso temos tanto receio do outro, do mundo, do todo, de se deixar ir por um carinho, por um aroma, medo da entrega... afinal em algum lugar achamos que assim podemos perder a individualidade tão arduamente defendida, protegida. E é curiosamente ao contrário, é só sendo o todo, que ganhamos poder na individualidade.

Na minha adolescência tive o prazer de crescer ouvindo e dançando Madonna..., papa don't preach..., la isla bonita... vogue... Aquela mulher que em cada clip era uma, mudava tudo, até a voz, só permanecia a força do olhar. Madonna não teve medo de ser tudo... loira ou morena, cabelo curto ou longo, normal ou malhada, boazinha ou má, santa ou pecadora. Diferente de outras cantoras que seguem seu rastro... Madonna nunca perdeu a sanidade, é uma simpatia. E tendo sido tudo com tanta verdade, é reconhecidamente uma das maiores personalidades. Isso não é curioso ?

Bom, era só para colocar a frase da Barbara, mas falei mais e lembrei de Madonna.... pq tô ouvindo aqui... uma fita k7 made in Paraguai dos anos 80...de Like a Virgin...
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