24 janeiro, 2014

Óleo de Coco sobrando nas prateleiras


Tenho visto por aí o pessoal achando muito óleo de coco (o de praia) como da Copra, por ex. a um preço baixo porque estão próximos do vencimento.

Daí que há pouco tempo teve aquele 'boom' do emagrecer tomando óleo de coco e é claro que ninguém viu resultados ou 'super' resultados que justifiquem tomar um óleo com gosto de coco e pagando caro! E parece que aí anda sobrando nas prateleiras.

Quem hoje em dia faz mais uso do óleo de coco na alimentação parece ser mesmo a turma da Low Carb/LCHF (low carb high fat) e Paleo. 'Dieta' que comecei há 10 meses e na qual continuo seguindo como estilo de vida, pois os benefícios são tão bacanas que é irresistível não permanecer. 
Nessa dieta alimentar gorduras boas são fundamentais e mais importantes que as proteínas (gorduras boas= coco, manteiga, ghee, azeite e.v., abacate, gergelim, banha, castanhas e gordura do leite como o creme de leite).
Porém no assunto óleo de coco, o maior uso é do conhecido óleo de coco de praia, eu uso óleo de coco palmiste, que é muito mais versátil para refogar e sem enjoar, já que não tem gosto de coco e mantém todas as propriedades como vocês podem ver em alguns posts nas andanças pelo blog.

Bom, como há muita gordura boa e com baixo carboidrato (nada de farinha de trigo tá...) emagrece, emagrece.... e deixa a gente bem!

O óleo de coco então de fato emagrece, assim como outras gorduras saturadas como a manteiga também o faz, porém em dietas com 'baixo carboidrato...' / low carb! 

Embora o benefício principal dos óleos de coco ainda seja o ácido láurico, trazendo defesas para o organismo, como explico melhor no link: www.aromarte.com.br/oleosdecoco.htm

Esqueça milagres, como qualquer outro 'óleo' que emagreça em dietas onde haja concomitantemente alta ingestão de carboidratos, o máximo será amenizar a inflamação causado pelos carbos refinados!

Ah, outra coisa óleo de palma e palmiste encontrado no Brasil é brasileiro, afinal somos um país tropical. Quem detém a grande fatia deste mercado é a Agropalma que trabalha com políticas de sustentabilidade e reflorestamento, ou seja, não tem nada a ver com os orangotangos da Indonésia, ok!

E pra fechar não sou contra a farinha de trigo, acho que muitas famílias tem seu sustento vendendo bolos e tortas e fazendo pessoas felizes. É provável que uma hora o corpo reclame e vai precisar de antídoto que são os medicamentos (tenho visto que a maioria..), mas acho possível viver bem também mesmo que seja assim, comendo e se medicando... é uma alternativa! Só não dá mesmo é pra fugir da causa e do efeito, afinal em algum nível são nossas escolhas...



17 janeiro, 2014

Quem responde?

Às vezes a ausência de respostas pode ser a melhor resposta!

Lembro de três situações :

-Uma vez num retiro perguntei a um colega sobre algo e ele me olhou, vi que tinha ouvido só que nada respondeu... fiquei quieta, passou uma meia hora ele me olhou e me respondeu ao que eu tinha perguntado em uma frase. Não lembro qual era a pergunta, nem mesmo qual foi a resposta, somente que fiquei satisfeita com a consideração que ele deu, que a pausa tenha sido mais importante que tudo... entendi que silêncio e pausa eram fundamentais...

-Depois quando trabalhava em um setor bancário, estava numa função nova e quem me transmitia as funções era mais novo que eu, estava um pouco ansiosa e fazia perguntas a mais, então que toda vez ele me olhava e dizia: você já leu (antes de perguntar)? Bom, isso aconteceu umas três vezes e aprendi rapidinho a lição: antes de perguntar, observe, leia. Isto me vale até hoje, e como!

-E por último de uma historinha que ouvi há muitos anos, que não sei se é real, mas me lembro sempre dela.

Ouvi dizer que no Japão, as crianças mais novas eram colocadas no fundo da classe. Se não entendiam algo, como estavam no fundo não conseguiam nem ao menos perguntar. Mas conforme o tempo escolar ia passando elas iam se sentando mais a frente e entendiam as lições anteriores, sem necessidade de perguntas e interrupções 'desnecessárias'.
Me senti muitas vezes assim, entendendo o anterior através das etapas que se seguiam. Afinal, ninguém responde melhor que o tempo!




02 janeiro, 2014

Santa Insanidade!

Conversando com uma amiga ela me contava da perseguição que sofria por uma colega de trabalho, disse que esta é uma pessoa que passa o dia despejando reclamação de pequenas bobagens e mal humorada, e que a outra colega de trabalho tem muitos motivos para reclamar e que no entanto chega bem humorada - além da própria minha amiga que estava passando por diversas preocupações. Disse que um dia a tal reclamona que era supervisora, apontou o dedo para ela e disse: 'a culpa é sua'. Mas que ela estava ciente do bom trabalho, mas mesmo assim ficou achando que fosse mesmo a culpada. Agora fora do local do ex trabalho, ela ficou feliz se sentindo menos culpada pois a amiga disse que a outra continua igual e que então a culpa não devia ser dela. De pronto eu disse: claro que a culpa não era sua. E não é exatamente no sentido de que a culpa nunca é do outro.

Mas quase que no mesmo instante pensei: peraí peraí toda 'loucura' tem sua razão...

Perguntei se a outra amiga também trabalhava junto, sim eram só as três no setor. Em muito certo sentido de fato a 'culpa' era da minha amiga e também da amiga dela... quando alguém está na loucura, significa que não tem o filtro que a sanidade tem. A loucura é um mediunidade/sensibilidade desvairada que pega o que está em volta e jorra. O fato de minha amiga e a outra não reclamarem verbalmente não significava que não estivessem cheias de reclamação interna!
Reclamar seria então a solução? Talvez uma forma para retomar o equilíbrio. 
Mas o ideal seria a compreensão, tendo-se a mansidão no coração, encontrar a serenidade substituindo o tumulto interno, que morava no caso nas três envolvidas. Semelhante atrai semelhante, mas depende das circunstâncias em que estamos. A tal reclamona fazia apenas a verbalização do que estava no ambiente e nas companheiras de trabalho, se compreendêssemos isso, tudo ficaria sempre tão mais simples e inclusive amável!

Até reclamar pode virar solução em certos aspectos, em prol de estabelecer o equilíbrio... Como dizia Jung melhor ser inteiro, que ser bom! De fato.

Equilíbrio... equilíbrio, a vida só faz isso o tempo todo e em tudo.


Tudo isto para desejar também um 2014 com mais compreensão das leis da Vida! 
Que sejamos mais serenos e amáveis com a 'insanidade' porque esta faz seu papel ordenador, e é ainda necessária quando carecemos de tranquilidade interna e de aceitação. Que nos questionemos mais em prol da compreensão ao invés de acusarmos.



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