22 novembro, 2010

PODER



Ontem participei da terceira dinâmica deste ano, dirigida pela Teresa Reginato. Todas trouxeram descobertas, ampliaram a comunicação, dinamizaram algo. Algumas mudanças percebi no ato, outras mais tarde. Sempre reverberam.

Ontem o tema foi Poder, e a Teresa explorou nossos 7 principais poderes, foi bom observar e refletir sobre os poderes assim separadamente, e perceber como a resistência de se apropriar de um dos nossos poderes irá influenciar em outros e na dinâmica da vida.


Aliás foi num desses encontros que comecei a me tornar consciente desse termo : apropriação ! Enquanto não o fazemos, é como quem não entra na sua própria casa, no seu templo, e fica à mercê do tempo, e geralmente basta um passo.


Hoje me dei conta de uma coisa interessante, faz algum tempo que não venho com falatório mental após uma reunião como a de ontem. Sabe quando ouvimos e falamos e a mente chega em casa num falatório incessante ? Nossa, eu tinha muito isso, agora percebo que era pura inserção emocional. E de um tempo para cá, e hoje especialmente me dei conta disso, que minha mente fica muito silenciosa, centrada, tranquila.

Também tenho pensado há dias sobre meus desejos, ou melhor, na ausência deles. O mundo nos cobra desejos, ouvimos frequentemente que são os desejos que dão sentido a existência. Puxa, e ando cada vez com menos desejos, e aí que surpresa, pois isso não é de forma alguma desconfortável, mas muito pelo contrário. Hoje achei um texto do Osho que ilustra bem o que ando sentindo, e o que me deixa menos "estranha" para comigo " o contentamento acontece quando todos os desejos tiverem sido abandonados. É com a ausência de desejos que o contentamento surge dentro de você. – na ausência. Na verdade, a própria falta de desejos é contentamento, é preenchimento, é gozo, é florescimento". 

E até ontem eu achava que meu poder realizador estava vinculado ao meu desejo. Mas talvez não, o que chamava de desejo, também não é desejo. Pois só realizamos quando nos apropriamos, dos nossos talentos, da nossa luz. No desejo tem distância. A apropriação É. Quando realizo não é um desejo e sim uma apropriação.

Posso me permitir desejar, mas melhor ainda é que eu possa me permitir a apropriar-me dos meus poderes. E termino aqui, com o texto ontem lido no inicio e no fim da dinâmica, pela doce voz da Teresa - de Nelson Mandela :

"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.
É a nossa Luz, e não nossas trevas, o que nos apavora.
Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso, fabuloso?
Na realidade, quem é você para não ser?
Você é filho do Universo. Se fazer de pequeno não ajuda o mundo.
Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.
Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós.
Ela não está apenas em um de nós, mas em todos nós.
E conforme deixamos a nossa Luz brilhar, damos inconcientemente permissão para os outros fazerem o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente libera os outros. "

2 comentários:

MYS disse...

Olá Milene',

O meu comentário foi p/ seu texto sobre o Poder...saiu errado.


abç de luz
MYS

Milene disse...

Oi Mys, pelo que disse eu achei mesmo que era o texto sobre o PODER !

Abração.

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